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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Futebol | Ferreira do Zêzere vence Entroncamento em jogo de aflitos (C/ÁUDIO e FOTOS)

SPORT CLUB FERREIRA DO ZÊZERE 1 – ENTRONCAMENTO ATLÉTICO CLUBE 0

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Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 14ª jornada
Campo Engº Lopo de Carvalho em Ferreira do Zêzere
30-05-2021

Com o aproximar das últimas jornadas do Campeonato Distrital de Futebol da 1ª divisão da AF Santarém aproximam-se também as grandes decisões.

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Campo EngºLopo de Carvalho em Ferreira do Zêzere.

Com o Moçarriense e o Riachense já despromovidos ao escalão secundário, pelo menos mais outra equipa terá o mesmo destino, devido à descida do União de Almeirim do Campeonato de Portugal, e poderão mesmo vir a descer duas equipas, dependendo da situação do Fátima SAD ser considerada descida de divisão ou não.

Antes desta jornada as equipas nesses lugares de descida eram precisamente os adversários deste encontro com o Ferreira do Zêzere a receber os “ferroviários” do Entroncamento.

No Engº Lopo de Carvalho encontraram-se duas equipa a fugir à despromoção.

Em confronto, com os olhos postos na manutenção, estavam duas equipas com valores seguros, superiormente orientadas por dois técnicos experimentados mas que, por vicissitudes várias, não tiveram o melhor desempenho.

O Ferreira do Zêzere partia para este desafio com um jogo a mais que o adversário e mais um ponto. Para o Entroncamento Atlético Clube o jogo era de “mata-mata” e ainda era preciso estar de ouvidos em Coruche, que recebeu o Torres Novas, e em Mação, que recebeu o Rio Maior. Nestes jogos os visitantes são concorrentes aos lugares de manutenção.

Jogo de “mata-mata” com duas boas equipas.

Foi com a expectativa em alta e algum nervosismo que o apito inicial de João Veríssimo abriu as hostilidades. Ainda ecoava nos vales envolventes o som estridente e já um lançamento muito longo para João Mendes criava a primeira situação de perigo.

Na cara do guarda redes Pedro Ferreira pareceu deslumbrar-se com a “oferta” e permitiu a defesa deste com os pés. Estava dado o mote: as equipas queriam arrumar a questão bem cedo…

Aos quatro minutos foi do outro lado do campo que se sentiu o golo a rondar. Um livre em zona frontal foi batido com muita força obrigando o guarda redes Ricardo a defesa incompleta, largando o esférico. A emenda de David Aguiar não encontrou o caminho da baliza, perdendo-se para lá da linha de fundo.

Guarda redes dos ferreirenses cotou-se como um dos melhores em campo.

Três minutos depois inverteram-se de novo os papéis e foram os da casa a beneficiar dum livre junto à linha lateral esquerda. A bola, longa, para dentro da área, tinha Rafael Henriques como destinatário mas o guarda redes Pedro Ferreira foi mais rápido e recolheu o esférico.

Pouco depois um cruzamento da direita encontrou o jovem Guilherme Oliveira em boa posição dentro da área e este não enjeitou a hipótese de marcar. Sem dar quaisquer hipóteses abriu o marcador aos oito minutos para a equipa da casa.

Guilherme Oliveira marcou e esse golo pode valer uma época.

Não era este o resultado que interessava à equipa de Paulo Costa e a resposta não tardou.
Fazendo circular a bola pelas várias zonas de construção, o Entroncamento, com alguns jovens talentosos no onze, ia subindo linhas e pressionando o seu adversário mais alto.

No melhor período da equipa da “cidade dos comboios”, aos 11 minutos, uma teia bem urdida resultou num ataque prometedor, ingloriamente interrompido por falta atacante, após carga ao guarda redes da casa na sua zona de proteção.

Reagiu muito bem a equipa “ferroviária” ao golo sofrido.

Aproveitando o adiantamento dos forasteiros, os ferreirenses iam espreitando ocasiões para o contra golpe. Aos 14 minutos, um cruzamento largo para o autor do golo, Guilherme, permitiu a cabeçada que o guarda redes parou com alguma facilidade.

A “manta” de Paulo Costa ia-se revelando curta mas a prioridade era o ataque, criando alguns calafrios ao adversário e obrigando-o a redobrada atenção.

Em cima do 20º minuto, João Costa, sempre muito ativo em todo o jogo da sua equipa, encontrou espaço para o remate de fora da área. Muito bem colocado ao segundo poste, valeu na circunstância, a enorme defesa de Ricardo, um veterano que Eduardo Fortes teve de “desencantar” após lesões de todos os guarda redes à sua disposição.

João Costa com muita influência na manobra do Entroncamento.

Este lance do jovem Costa pareceu o ponto de viragem no jogo. Os donos da casa pareceram ter interiorizado a forma de jogar do seu adversário e começaram a ter antídotos. Fazendo da velocidade das suas peças mais adiantadas o seu argumento começaram a desequilibrar o jogo a seu favor.

Aos 29 minutos um cruzamento largo para Rafael só não é bem sucedido porque ao tentar assistir Guilherme, na passada, interpôs-se um defensor e o lance gorou-se.

No minuto seguinte, numa troca posicional muito bem conseguida entre Guilherme e Natividade colocou este último na cara de Pedro Ferreira. Tirou o guarda redes do lance, contemporizou e permitiu um enorme corte “in-extremis” do capitão David Martins. Grande momento de futebol!

Enorme corte de João Martins a evitar males maiores.

O Ferreira continuava a entregar as “despesas” do jogo aos entroncamentenses e ia “caçando de espera”. Os homens da “terra dos fenómenos” tinham mais bola mas eram inconsequentes.

Os da casa, de forma algo “cínica”, iam espreitando uma ocasião para matar o jogo. E se este era um jogo de “mata-mata”…

As movimentações ofensivas dos homens da casa continuavam a criar problemas. Guilherme fez toda a ala esquerda e cruzou largo. Do outro lado não surgiu ninguém para concluir. Na ressaca, Rafael ensaiou a meia distância.

Ferreira do Zêzere esteve sempre mais perto do golo da tranquilidade.

Com os jogadores de ambos os conjuntos a acusarem o esforço, sob uma temperatura alta para a época, recomendar-se-ia uma pausa para hidratação, o jogo entrou numa toada estranha com ambos os conjuntos a querer “congelar”, temporizando, sem grandes soluções atacantes.

Em muitos minutos com a bola a não sair do meio campo, num futebol aos repelões, apenas um canto proporcionou ao veterano Géra um remate por cima do travessão.

Foi com alívio que se escutou o apito de João Veríssimo para o descanso. Resultado fácil de aceitar podendo qualquer dos conjuntos ter marcado, estando o Ferreira sempre mais perto de o conseguir.

Intervalo serviu de reflexão e trouxe novidades.

Paulo Costa não podia estar satisfeito e procurou soluções. Mexeu no xadrez da sua equipa após o intervalo fazendo duas substituições duma assentada. Verdade seja dita: conseguiu equilibrar a contenda sabendo que a diferença mínima era anulável.

Pertenceu aos “ferroviários” a primeira oportunidade de visar a baliza. João Costa rematou contra a cortina defensiva da equipa da casa. No contra golpe, Géra subiu à área contrária para rematar muito perto do poste da baliza à guarda de Pedro Ferreira.

Entrou bem no recomeço a equipa visitante.

Com o esférico a viajar dum lado ao outro do campo, o Entroncamento beneficiou dum livre em zona frontal, descaído para a esquerda, e João Costa bateu em “folha seca” com o esférico a sobrevoar a baliza da equipa da casa.

Na resposta, o Ferreira do Zêzere conseguiu tirar partido duma jogada displicente de David Martins que perdeu para João Mendes em zona proibida. João Mendes, vendo a baliza escancarada, rematou de forma a permitir a recuperação do guarda redes Pedro Ferreira que resolveu a melhor situação de golo após o recomeço. Corria o minuto 50.

João Mendes permitiu a defesa a Pedro Ferreira.

A equipa de Eduardo Fortes, com homens muito móveis na frente, continuou a tirar partido da velocidade para tentar chegar ao golo da tranquilidade.

Aos 53 minutos uma bola a solicitar Rafael obrigou o guarda redes visitante a sair da sua área para intervenção oportuna.

Pouco depois Miguel Dias foi surpreendido com a facilidade com que a bola lhe chegou sem marcação. Entrou na área e rematou sem que o esférico encontrasse o melhor rumo.

Iam-se repartindo ocasiões pelas duas balizas.

As equipas iam jogando mantendo a matriz inicial. O Ferreira do Zêzere tentando jogar de forma direta enquanto o Entroncamento privilegiava a posse e circulação, pautando os tempos de jogo.

Aos 63 minutos a equipa do Entroncamento ensaiou uma bonita jogada de entendimento, conduzida pela ala direita, com o cruzamento tenso a “morrer” na defensiva da casa.
Responderam os “Achigãs” com novo cruzamento largo, para as costas da defesa, acorrendo Guilherme, cabeceando para defesa segura de Pedro Ferreira.

Roman trouxe força ao meio campo ferreirense.

Aos 72 minutos Roman, entrado com uma hora de jogo, recebeu o passe rasgado, na área, mas o domínio não foi o melhor e o guarda redes “ferroviário” agarrou.

Com o jogo a entrar numa toada estranha, com muitos nervos à flor da pele, era o Entroncamento que pressionava a fechada equipa de Eduardo Fortes, disposto a arrecadar os três pontos com o jogo a caminhar para o final.

A sete minutos do tempo regulamentar o forte remate de Jorge Faria encontrou um enorme Ricardo que defendeu e largou para a emenda de Renato. Ricardo voltou a chegar primeiro.

“Ferroviários” tudo fizeram para inverter o resultado sem efeito.

Pouco depois, aos 85 minutos, uma jogada de antologia poderia ter dado o empate.
O remate forte e colocado de David Nunes, entrado no decorrer do segundo tempo, encontrou na enorme defesa de Ricardo um muro intransponível. Fantástica a defesa do experimentado guarda redes a garantir a inviolabilidade da sua baliza.

Com o tempo quase a esgotar-se Renato apareceu caído na área ferreirense. Pediu-se grande penalidade, o árbitro ignorou e a nós pareceu-nos falta atacante.

Pouco futebol nos minutos finais da partida.

Com seis minutos para jogar, a título de compensação, Jorge Faria dispôs de mais uma boa oportunidade para empatar. O remate de muito longe passou perto dos ferros da baliza de Ricardo.

Com “comédias e rábulas” para acelerar ou retardar o evoluir da partida, conforme o ponto de vista, o árbitro João Veríssimo deu por finalizada a partida. Vitória certa da equipa que, para além de marcar, dispôs de melhores oportunidades.

Equipa da casa ganhou bem com Guilherme a marcar e Ricardo a defender tudo.

Grande atitude e momentos de futebol de alto quilate não chegaram para justificar o empate para os Ferroviários, o que não escandalizaria.

Quanto à equipa de João Veríssimo, que havíamos observado há quinze dias em Tomar, enferma do mesmo “problema”: tecnicamente bem, decide bem nos lances difíceis e “espalha-se” nos fáceis, embarcando nas “chico-espertices” dos jogadores com muita tarimba. Acreditamos que irá corrigir esta pequena dificuldade e achamos que poderemos ter árbitro…

Jogadores complicaram o desempenho de João Veríssimo.

Ficha do jogo:

SPORT CLUB FERREIRA DO ZÊZERE:
Ricardo, Natividade (Roman), Géra, Fábio Dias, Rafael Henriques (Nelson Salgado), João Mendes (Dani), Rato, Miguel Dias (Fábio Silva), Henrique Matos, Tanaka e Guilherme Oliveira.
Suplentes não utilizados: Gonçalo Cartaxo, Francisco Matias e Lucas II.
Treinador: Eduardo Fortes.

Sport Club Ferreira do Zêzere.

ENTRONCAMENTO ATLÉTICO CLUBE:
Pedro Ferreira, João Sá, Tomás Pereira, David Martins, Gonçalo Santos, David Aguiar (Bruno Augusto), Sérgio Salgado (David Nunes), João Costa (Gonçalo Nunes), Jorge Faria, Fábio Gonçalves e João Lopes (Renato).
Suplentes não utilizados: Casaleiro, Alex e Tomás Brites.
Treinador: Paulo Costa.

Entroncamento Atlético Clube.

GOLO: Guilherme Oliveira (F.Zêzere)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Veríssimo, Nuno Martins e Vasco Pinhão.

Equipa de Arbitragem: João Veríssimo, Nuno Martins e Vasco Pinhão com os capitães.

No final ouvimos os responsáveis técnicos de ambas as equipas:

EDUARDO FORTES (F.Zêzere)

Eduardo Fortes, treinador SC Ferreira do Zêzere. Foto: Arquivo mediotejo.net

PAULO COSTA (ENTRONCAMENTO AC)

Paulo Costa, treinador do Entroncamento AC. Foto: Arquivo mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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