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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Futebol feminino | Pego cai na 1.ª Eliminatória da Taça de Portugal, mas de cabeça erguida (c/fotos e áudio)

C. P. PEGO 0 – SEIA F. C. 5

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Taça de Portugal Allianz / 1.ª Eliminatória

Campo de Jogos do Pego

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01-11-2018

Apesar da derrota, a formação do Pego está em crescendo.

A equipa feminina da Casa do Povo do Pego estreou-se na edição 2018/2019 da Taça de Portugal Allianz com uma pesada derrota diante do Seia Futebol Clube, mas o resultado não demonstra o que se passou dentro das quatro linhas. As pegachas deram muito trabalho às adversárias faltando apenas maior agressividade no ataque à bola e uma “pontinha” de sorte que esteve do lado das serranas. Apesar da derrota, o jogo serviu de teste à capacidade das pegachas que recebem o Benfica este domingo, em jogo a contar para o campeonato nacional da 2ª divisão.

O Pego entrou no jogo a mandar, encostando o adversário no seu último reduto e fazendo circular o esférico a toda a largura do terreno o que obrigava a um desgaste físico maior nas atletas do Seia. A equipa forasteira demorou a reagir à boa entrada das mulheres da casa que dispuseram de um par de oportunidades para alvejar a baliza contrária, o que não veio a acontecer por mero infortúnio.

Só à passagem da meia hora de jogo é que as jogadoras de Seia começaram a tomar conta do meio-campo.

Só à passagem da meia hora de jogo é que as jogadoras de Seia começaram a tomar conta do meio-campo e, a partir daí, a construir jogadas de maior perigo para a baliza de Francisca Mendes. E foi num lance de bola parada que o Seia inaugurou o marcador, estavam cronometrados 34 minutos.

Livre directo à saída da área pegacha, ligeiramente descaído para o lado direito da sua defesa e, com alguma felicidade à mistura, a capitã Inês Gomes faz agitar as redes contrárias pela primeira vez.

A capitã da equipa do Seia, Inês Gomes, abre o ativo aos 34 minutos. Voltaria a marcar aos 80.

Ressentiu-se o Pego que foi perdendo algum do fulgor inicial aproveitando-se disso a equipa forasteira. Dominava o centro do terreno e, mais pressionantes sobre as pegachas, iam ganhando as segundas bolas e construindo jogadas de perigo que deram resultado ao cair do pano sobre o primeiro tempo.

Rosa Peixe assinou o segundo golo para o conjunto de César Fernando que, dessa forma, foi para o seu balneário muito mais tranquilo que Hermínio Rosado, treinador do Pego, e que via a sua equipa sofrer dois golos em fases cruciais da partida.

A segunda metade inicia-se com o Pego a tentar contrariar a tendência do jogo, mas o discernimento ia-se perdendo.

A segunda metade inicia-se com o Pego a tentar contrariar a tendência do jogo, mas o discernimento ia-se perdendo e algumas atletas começaram a desligar-se da partida, já desmoralizadas, pois tinham a perfeita noção de que o resultado ao intervalo era pesado demais para o que tinham trabalhado nos primeiros 45 minutos.

O pouco público presente no Campo de Jogos do Pego ia puxando pelas atletas tentando um tónico extra. Porém, aos 55 minutos, um novo “golpe” acaba com qualquer aspiração das locais. Ana Fernando faz o terceiro das senenses e coloca definitivamente um ponto final quanto ao vencedor da partida e da eliminatória.

Após a obtenção do terceiro tento a abrir a segunda parte da partida, as senenses mandaram no jogo até final.

Hermínio Rosado ainda mexeu na estrutura da equipa tentando dar-lhe maior consistência e frescura, mas no espaço de cinco minutos – em duas subidas rápidas – o Seia fixa o resultado final. Aos 80 minutos Inês Gomes bisa e faz o quarto da sua equipa, para aos 85 ser a vez de Catarina Marques fechar a contagem.

Pelo que fizeram (principalmente no primeiro tempo) as mulheres do Pego não mereciam um resultado tão pesado.

Pelo que fizeram (principalmente no primeiro tempo enquanto houve capacidade física e mental) as mulheres do Pego não mereciam um resultado tão pesado mas já mostraram evolução com as atletas a conhecerem melhor os seus métodos e a realizarem uma exibição agradável. Continuando assim, os resultados irão aparecer naturalmente com o decorrer do campeonato.

Num jogo pacífico, a equipa de arbitragem vinda de Coimbra e chefiada por Daniela Simões esteve em plano positivo.

Pouco público presente no Campo de Jogos do Pego em dia feriado.

FICHA DO JOGO

CASA DO POVO DO PEGO:
Francisca Mendes, Beatriz, Cátia Rodrigues (cap.), Matilde, Daniela Esteves, Filipa Lopes, Rute Ricardo, Patrícia Lopes, Inês Cadete, Bruna Lourenço e Érica.
Suplentes: Carolina, Inês Gaudêncio, Ana Barrento, Joana e Deolinda.

Treinador: Hermínio Rosado.

Onze inicial da equipa feminina da Casa do Povo do Pego.

SEIA F. C.:

Sara, Bárbara, Cláudia, Jéssica, Rosa Peixe, Catarina Marques, Inês Gomes (cap.), Inês Dias, Joana, Ana Fernando e Vanessa.

Suplentes: Mariana.

Treinador: César Fernando.

Equipa titular do Seia Futebol Clube.

GOLOS: Inês Gomes (2), Rosa Peixe, Ana Fernando e Catarina Marques (Seia F. C.).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Daniela Simões, Diogo Lima e Luís Sousa (Coimbra).

Equipa de Arbitragem e respectivas capitãs das equipas do Pego e do Seia.

No final do encontro Hermínio Rosado, técnico da C. P. Pego, mostrou-se orgulhoso das suas atletas e fez a antevisão do grande jogo do próximo domingo com o Sport Lisboa e Benfica, apelando a que a comunidade pegacha se reúna no Campo de Jogos no apoio à equipa:

Hermínio Rosado, técnico principal do Pego.

César Fernando, técnico do Seia Futebol Clube, não poupou elogios às locais referindo que, apesar do resultado expressivo, não foi um jogo fácil:

César Fernando, técnico principal do Seia.

O tempo agora é de retemperar forças, pois as mulheres do Pego recebem já este domingo o histórico Sport Lisboa e Benfica num dia que será especial para a “aldeia das casas baixas”. Espera-se “casa” cheia.

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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