Futebol Feminino | Eficácia de palmelenses elimina pegachas corajosas da Taça de Portugal (c/fotos e audio)

Resultado penoso para o Pego que premeia e eficácia das palmelenses.

CASA DO POVO DO PEGO 2 – PALMELENSE FUTEBOL CLUBE 6
Taça de Portugal Feminina de Futebol – 2ª Eliminatória – Série Sul
Campo de Jogos do Pego – Pego – 02-11-2019

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Ao olhar para o desnível do resultado, poderíamos pensar que a formação do Pego teria levado um “banho” de bola, o que na verdade não foi o que aconteceu. O jogo até foi equilibrado e decidido por detalhes e em momentos chave.

Equipa da Casa do Povo do Pego fica pelo caminho na Taça de Portugal Feminina.

Ainda a (fraca) assistência não estava devidamente acomodada e já o Palmelense se adiantava no marcador. Num livre direto apontado quase em cima da grande área, a capitã Raquel Vicente deu o exemplo, rematando certeiro e abrindo o marcador à passagem do minuto dois. A dona da baliza do Pego ainda toca no esférico, mas este acaba por entrar, dando a primeira alegria às visitantes.

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Ainda a (fraca) assistência não estava devidamente acomodada e já o Palmelense se adiantava no marcador.

Tentaram reagir as locais, ao ponto de se apoderarem do meio terreno das adversárias. Contudo, alguma falta de entrosamento e de comunicação entre sectores acabava por ditar que jogadas de potencial perigo acabassem por ser (com maior ou menor dificuldade) dominadas pela defensiva contrária.

As mulheres do Pego chegaram mesmo a introduzir a bola na baliza palmelense por volta da meia hora de jogo, mas a jogada (até aí bem construída) acabaria por ser invalidada – e bem – por adiantamento da jogadora local.

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Eficácia letal das mulheres de Palmela foi fatal para as aspirações do Pego.

A partir desse momento, percebendo que a margem mínima verificada podia perigar a qualquer momento, as atletas de Palmela vieram para cima (e com tudo), resolvendo o jogo no espaço de três minutos.

Com o ponteiro do cronómetro a indicar 35 minutos de jogo, o Palmelense chega ao seu segundo tento por intermédio novamente de Raquel Vicente. Pontapé de canto do lado esquerdo do ataque das forasteiras e, na tentativa de cortar o lance, uma jogadora local caiu na tentação de o fazer com os braços no ar, cometendo grande penalidade que a capitã converteu com qualidade, bisando na partida.

No segundo tempo, as jogadoras do Pego acertaram posições e equilibraram a contenta.

Se a perder por dois golos de diferença as coisas já não corriam bem para as locais, ao minuto 37 Raquel Guterres desfez qualquer dúvida quanto ao vencedor desta eliminatória da Taça de Portugal.

Cruzamento largo para o interior da área de rigor das pegachas e, sem qualquer tipo de oposição, foi só faturar à saída da desamparada guardiã Carolina Jesus. A primeira metade da partida não terminaria sem que o Palmelense dilatasse ainda mais o marcador. Bem perto do apito final de Vera Esteves (e já em período de compensação), Veneranda Guterres fez o 0–4 na sequência de um pontapé de canto, fixando o marcador ao intervalo.

Resultado pesado para as locais, fruto da poderosa eficácia da equipa que viajou de Palmela. As pegachas nunca conseguiram reagir a tal e, sempre que tentavam pegar no jogo, eram traídas pelos ataques fatais das adversárias.

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Resultado pesado para as locais, fruto da poderosa eficácia da equipa que viajou de Palmela.

O segundo tempo iniciou-se de forma idêntica. Cedo o Palmelense chegou à mão cheia de golos. Aproveitando uma bola enrolada na pequena área pegacha, Raquel Guterres aproveita e também ela bisa no jogo.

Mas, dentro de cada pegacha há um coração que nunca desiste e a persistência deu resultado ao minuto 76. Jogada bem desenhada que passou por três atletas do Pego, com Jéssica Mendes a fazer um golo merecido por aquilo que se tinha produzido até então.

Jessica Mendes celebra com colegas o primeiro do Pego, um golo merecido.

Mas os festejos pegachos duraram muito pouco, uma vez que logo na resposta, Raquel Vicente faz o seu terceiro, chegando à meia dúzia das palmelenses. Por aí ficaram as mulheres de Palmela já que a vitória e eliminatória estavam mais que escritas.

Contudo, a vontade pegacha ainda tinha algo para mostrar. Já em tempo de descontos e de livre direto, Carolina Casola reduziu na marcação de um livre direto.

Já em tempo de descontos e de livre direto, Carolina Casola reduziu na marcação de um livre direto.

Estava feito o resultado final, com o Palmelense a seguir em frente para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Apesar do desnível em termos de resultado, as atletas do Pego encararam o jogo olhos nos olhos e não mereciam sair das quatro linhas com uma derrota tão pesada. Mas, como se diz na gíria futebolística, “elas contam é lá dentro” e é disso que contará a história. Arbitragem segura do trio que viajou de Aveiro, liderado por Vera Esteves.

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FICHA DO JOGO:

CASA DO POVO DO PEGO:
Carolina Jesus, Filipa Lopes, Fabiana Rodrigues, Daniela Esteves, Filipa Mendes, Inês Mendes, Carolina Casola, Cátia Rodrigues (cap.), Jéssica Mendes, Daniela Feijão e Rute Ricardo.
Suplentes: Bárbara Alves, Carolina Clementino e Deo Martins.
Treinador: Mário Domingos.

Equipa titular da Casa do Povo do Pego.

PALMELENSE FUTEBOL CLUBE:
Nicole Cadime, Raquel Guterres, Milena Pereira, Andreia Domingos, Tânia Germano, Camila Fernandes, Veneranda Guterres, Ana Felisardo, Raquel Vicente (cap.), Ana Gil e Adriana Baguinho.
Suplentes: Mayara Leite, Matilde Quítelo e Carolina Pereira.
Treinador: Rui Faria.

Onze titular da formação do Palmelense Futebol Clube.

GOLOS: Jéssica Mendes e Carolina Casola (C. P. Pego); Raquel Vicente (3), Raquel Guterres (2) e Veneranda Guterres (Palmelense F. C.).

Trio de arbitragem e capitãs de equipa.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Vera Esteves, Paulo Guedes e Michelangelo Lopes.

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No final da partida, ouvimos os dois técnicos que estiveram em sintonia quando à justiça do vencedor e ao “exagero” do resultado final, num jogo que até se pautou por um certo equilíbrio de forças.

Mário Domingos, Treinador da C. P. Pego.

 

Rui Faria, Treinador do Palmelense F. C.

 

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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