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Futebol Feminino | Auto-golo ditou derrota do Atlético Ouriense em casa com o Torreense

CLUBE ATLÉTICO OURIENSE 0 – SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE 1
Campeonato Nacional Feminino BPI
Série Sul-Fase Regular-1ªjornada (em atraso)
Campo da Caridade em Ourém
28-11-2020

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Ao final da manhã deste sábado, dia 28 de novembro, sob um manto espesso de nevoeiro, encontraram-se no Campo da Caridade, na cidade de Ourém, duas equipas a precisarem dos pontos em disputa, referentes à adiada 1ª jornada,  para alcançarem o mesmo objectivo: conseguir ficar nas primeiras quatro equipas da Série no fina da fase regular.
São essas que, agregadas às primeiras da Série Norte, irão lutar pelo título de Campeão Nacional 2020/2021.

Campo da Caridade em Ourém numa manhã de nevoeiro.

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Uma derrota afastava desde logo as Ourienses desse desiderato e deixava as torreenses em boa posição após os últimos resultados positivos tendo em conta que apenas perdeu, pela diferença mínima, com o Benfica, candidato ao título.

Equipa da casa “obrigada” a ganhar.

Sem grande conhecimento mútuo já que nunca se defrontaram, as equipas entraram cautelosas, em estudo, procurando encaixar nos respetivos esquemas táticos.

Foi sem estranheza que apenas aos seis minutos, de bola parada, o esférico rondou uma das balizas. O livre assinalado a favor da equipa visitante foi cobrado pela capitã Raquel Ferreira que atirou ao lado da baliza à guarda de Quezia Proença.

Bolas paradas foram trunfo de ambas as equipas.

Jogou-se muito longe das balizas, disputando-se a posse do esférico sobre um meio campo superpovoado. Aos 18 minutos o Ouriense ganhou um livre, ainda longe da área contrária.

A bola bombeada encontrou a cabeça da central Pretona que introduziu a bola na baliza contrária mas a árbitro da partida já havia inviabilizado o lance por posição irregular da jogadora brasileira.

Este golo invalidado teve o condão de “espevitar” as equipas que passaram a colocar mais intensidade nas disputas de bola.

Pretona marcou mas não valeu.

Aos 20 minutos o Ouriense, na cobrança dum canto, viu Pretona cabecear com a propósito, desta vez para defesa atenta da guarda redes Mariana Ferreira.

Dois minutos depois entrou-se numa toada intensa de parada e resposta. Primeiro a canadiana do Torreense, Chandra Davidson, rematou ao lado, muito perto dos ferros da baliza.

Jogo muito disputado no meio campo

No rápido contra golpe Flávia Fartaria isolou e à saída da guarda redes, executou um chapéu perfeito. Quando já se gritava golo a defesa da equipa de Torres Vedras tirou em cima da linha fatal.

A equipa da casa insistiu com um excelente cruzamento ao segundo poste onde Maria Baleia emendou para fora com tudo para ser feliz.

Maria Baleia (18) sempre muito “em jogo”.

A resposta das visitantes demorou dois minutos. E que resposta…

Raquel Ferreira, de muito longe, encheu o pé e só a enorme defesa de Quezia Proença, com uma palmada por cima do travessão, evitou que a capitã torreense abrisse o marcador. Belo momento de futebol!!!

Raquel Ferreira viria estar de novo em foco, aos 32 minutos, na cobrança dum livre frontal, obrigando Quezia a nova defesa de valor.

Raquel Ferreira (à esq.) criou muito perigo nas bolas paradas.

O jogo entrou em nova fase de acalmia e só perto do intervalo Fátima Dutra elevou o nível de adrenalina na cobrança dum livre em zona perigosa. Não levou a direção pretendida gorando-se a última oportunidade do primeiro tempo.

O resultado ao intervalo aceitava-se, sendo certo que ambos os conjuntos poderiam estar na frente já que criaram hipóteses de golos não concretizadas. Expectativas em alta para o tempo complementar de um jogo que ninguém quis perder e em que as defesas se iam superiorizando aos ataques.

O nulo ao intervalo aceitava-se bem.

Assim que a juíza do encontro, Liliana Duarte, apitou para o recomeço, uma “cavalgada” de Maria Baleia pelo lado direito do seu ataque culminou com um cruzamento a “destilar veneno” que a defesa visitante se apressou a desfazer, evitando males maiores.

Foi necessário esperar pelo minuto 52 para ver de novo a baliza da casa ameaçada. Laura Pires, entrada ao intervalo, fez falta feia mesmo sobre o risco da grande área, descaído pela esquerda, e na cobrança Raquel Ferreira voltou a colocar à prova Quezia Proença.

Cruzamento “venenoso” de Maria Baleia.

À passagem do quarto de hora da segunda parte constatava-se que o Torreense tinha vindo mais esclarecido dos balneários e tinha-se apossado do jogo, tendo maior posse de bola e criando um maior número de situações embaraçosas para a equipa de Ourém, ganhando vários cantos seguidos.

Um livre deu a Raquel Ferreira a possibilidade de ensaiar o seu remate mas desta feita a defensiva ouriense resolveu a contento.

Aos 63 minutos uma rápida transição do Torreense permitiu um cruzamento rasteiro muito bem medido para o coração da área ouriense. Com a ameaça de Davidson nas costas, Juliana Domingues apressou-se a proceder ao corte com tal infelicidade que marcou um golo de belo efeito mas na baliza errada. O Ouriense claudicava num momento infeliz da sua lateral direita.

Infelicidade de Juliana Domingues sentenciou a partida.

A ganhar, a equipa visitante, adotou uma atitude mais expectante, privilegiando a segurança defensiva, espreitando o contra golpe.

Competia agora à equipa de João Gonçalves fazer pela vida e nunca virou a cara à luta.
Aos 67 minutos, Maria Baleia tentou ensaiar mais um “raid” em velocidade como bem sabe fazer mas a entrada dura, mas legal, duma adversária deixou-a no chão, muito queixosa.
Recuperada, Baleia entrou na área contrária e rematou forte. A bola passou muito perto do poste mais distante com toda a defensiva visitante batida.

Muito lutou a equipa de Ourém para inverter o resultado.

Aos 73 minutos uma falta a cortar uma boa iniciativa do Torreense permitiu a Raiza alvejar a baliza de Quezia. Não acertou mas o esférico perdeu-se pela linha de fundo com muito perigo.

Pouco depois o Ouriense conquistou um pontapé de canto. Batido ao segundo poste não teve o devido seguimento. As jogadoras começavam a acusar algum cansaço e falta de discernimento.

A faltarem dez minutos para o final do tempo regulamentar, um livre a favorecer as visitantes permitiu novo remate de Raiza para defesa de Quezia que ficou lesionada no lance. Recuperou rapidamente e o jogo prosseguiu.

Cansaço e desalento nas donas da casa.

Aos 85 minutos o Torreense voltou a desperdiçar uma soberana ocasião para dilatar a expressão do marcador. Um livre no bico da grande área do lado direito, batido por Fátima Dutra, permitiu a Davidson uma forte cabeçada que não passou longe da baliza da equipa da casa.

Tecnicamente com o tempo esgotado, o Ouriense poderia ter empatado a partida. Na sequência dum livre, Anita Santos, aproveitando um alívio defeituoso, rematou por cima com muito perigo. Entretanto a 4º árbitro, Daniela Simões, erguia a placa com o algarismo “quatro”, os minutos correspondentes a compensação.

Torreense quase marcava ao fechar do pano.

No segundo desses quatro minutos um livre, favorável à equipa da casa, permitiu a Laura Pires “pentear” para o segundo poste onde estava a central Pretona que disputou a bola com a guarda redes mas foi-lhe averbado um fora de jogo que inviabilizou o lance.

Com o tempo de compensação a esgotar-se ainda houve tempo para ver a capitã do Ouriense, Anita Santos, ver a segunda cartolina amarela e ser excluída da partida.

Capitã Anita Santos fez um bom jogo e acabou excluída já depois da hora.

Pouco depois a árbitro do encontro, Liliana Duarte, deu por terminado o mesmo.
Vencedor que se aceita, sendo o empate o resultado mais ajustado à produção das duas equipas. Com esta derrota o Ouriense vai mesmo disputar a “poule” da manutenção e o torreense consolidou uma posição que lhe vai permitir disputar o título.
Arbitragem sem problemas.

A árbitro dirigiu o encontro sem problemas

Ficha do Jogo:

CLUBE ATLÉTICO OURIENSE:
Quezia Proença, Sofia Silva, Pretona, Rosa Mino, Lúcia Leila (Laura Pires), Juliana Domingues (Ana Beja), Laura Spenazzatto, Anita Santos, Jéssica Pacheco, Flávia Fartaria e Maria Baleia (Ana Ferreira).
Suplentes não utilizadas: Barbex, Naná, Catarina Rodrigues e Vivian Aquino.
Treinador: João Gonçalves.

Clube Atlético Ouriense.

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE:
Mariana Ferreira, Monique Gonçalves (Piriquito), Iva Moirinho, Matilde Figueiras (Patrícia Nel), Fátima Dutra, Maria Carlos, Raquel Ferreira, Carolina Lage (Jaleco), Chandra Davidson, Valérie Paula e Raiza (Diovanna Patrício).
Suplentes não utilizadas: Mariana Lourenço e Inês Pinto.
Treinador: Nuno Cristovão.

Sport Clube União Torreense.

GOLOS:
Juliana Domingues [npb] (Torreense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Liliana Duarte, Nuno Severa e Marco Tavares (AFCoimbra). Daniela Simões (4º árbitro).

Equipa de Arbitragem: Liliana Duarte, Nuno Severa e Marco Tavares com as capitãs.

No final fomos ouvir os técnicos das equipas:

João Gonçalves. treinador do Ouriense.

 

Nuno Cristovão, treinador do Torreense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

FOTOGALERIA:

 

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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