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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Futebol Feminino | Atlético Ouriense a postos para disputar campeonato “extremamente competitivo” (c/áudios)

O Clube Atlético Ouriense apresentou no sábado, 14 de agosto, o novo plantel da equipa sénior feminina de futebol. As alterações ao formato da Liga BPI fazem antever uma época muito mais competitiva, pelo que para já o objetivo de toda a equipa é assegurar a manutenção e ir fazendo o seu caminho a cada jogo. O primeiro jogo é com o Benfica.

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Marco Ramos, o mítico treinador que elevou o estatuto do futebol feminino ouriense na época 2013/14, está de regresso ao comando da equipa de Ourém. 

Com vários elementos novos ou que sobem dos escalões de formação, o novo plantel do futebol feminino sénior do Clube Atlético Ouriense deu-se a conhecer no decorrer do Auren Women’s Cup – I Torneio Internacional de Futebol Feminino Sénior que a equipa casa venceu. Na competição, com várias equipas nacionais, como Torreense e Futebol Benfica, esteve presente o Santa Teresa Badajoz, uma equipa espanhola, derrotada na final por 2-0.

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De regresso ao comando técnico do Ouriense, o treinador Marco Ramos manifestou ao mediotejo.net a “vontade de repetir os feitos” do passado, destacando como prioridade alcançar a manutenção na Liga “o mais rápido possível”.

“O campeonato está cada vez mais competitivo”, admitiu, sendo que campeonato vai ter 16 equipas, divididas por duas séries, das quais ficarão apenas 12. Com algumas jogadoras dos níveis de formação devido a algumas dificuldades em captar atletas, o treinador acredita ainda assim na qualidade da equipa e vai “tentar dignificar a história do clube”.

O troféu principal do torneio acabou por ficar no museu da equipa da casa, com o Clube Atlético Ouriense a derrotar o Santa Teresa Club Desportivo na final por 2-0. Foto: CMO

De recordar que Marco Ramos distinguiu-se pela conquista da histórica “dobradinha” ao serviço do Ouriense, na época 2013/2014, quando se sagrou campeão nacional e conquistou a Taça de Portugal em futebol feminino, levando ainda a equipa à Liga dos Campeões Europeus.

ÁUDIO | Marco Ramos, treinador do Clube Atlético Ouriense:

Já o presidente do Atlético Ouriense, José Luís Ferreira, explicou ao mediotejo.net que a pandemia foi a grande causadora do fim da equipa de juniores, cujas jogadoras acabaram atraídas para outras equipas. A estrutura do futebol feminino foi entretanto reformulada, garantiu, com novas equipas de juvenis e iniciadas.

Para o responsável, o Clube Atlético Ouriense continua a ser um bom palco para as jogadoras mostrarem o seu potencial, não obstante alguns contratempos da última época. 

Com várias jogadoras novas e um campeonato mais competitivo, o ano promete ser difícil mas a equipa está motivada Foto: mediotejo.net

A nível de financiamento, o clube tem apoio publicitário garantido e espera inclusive fazer alguns investimentos, não obstante os valores tenham baixado devido ao impacto económico da pandemia nos patrocinadores. O responsável admite a “ginástica financeira”, mas garantiu que o clube vai fazer os possíveis por manter a competitividade das equipas.

ÁUDIO | José Luís Ferreira, presidente do Clube Atlético Ouriense:


“Vai ser um campeonato extremamente competitivo, em que quatro equipas vão sair fora deste carrocel”, constatou, alterações ao formato da Liga que considera injustas e vão acrescentar um novo grau de dificuldade aos jogos. No Atlético Ouriense muitas das jogadoras trabalham e os treinos são só de noite, fator que reconhece representar uma “lacuna”. Frisa no entanto que a equipa tudo fará para assegurar a manutenção.

ÁUDIO | Maria Baleia, capitã da equipa do CA Ouriense:

Segundo a capitã da equipa, Maria Baleia, “a equipa está a ficar um grupo muito coeso”. Neste momento decorre o processo de adaptação às novas jogadoras e ao novo treinador, admite, reconhecendo as dificuldades que o novo formato do campeonato apresenta, mas o foco da equipa está em trabalhar para alcançar a vitória.

Plantel da equipa de futebol feminino sénior do Atlético Ouriense. Foto: mediotejo.net

Aos 25 anos, estudante de desporto, a avançada inicia a sua terceira época ao serviço do Atlético Ouriense, um pouco distante do sítio onde reside, Rio Maior, mas sem arrependimentos. O Atlético Ouriense “era mais apelativo em termos de competição” e tem preferido arriscar as longas distâncias pela oportunidade de jogar ao serviço da equipa.

Marco Ramos (centro esq.) quer repetir os sucessos do passado Foto: mediotejo.net

EQUIPA do OURIENSE – Bárbara Pisco, Ana Sampaio, Carolina Pocinho, Mafalda Barbóz, Taíza Silva, Sónia Costa, Jéssica Pastilha, Ana Pinto, Ana Beja, Maria Baleia, Valéria Lima, Lara Dias, Cristina Ferreira, Fernanda Peinado, Ana Ferreira, Marta Lopez, Jessica Gonçalves, Daniela Pereira, Cassia Silva, e Victoria Gerard.

EQUIPA TÉCNICA – Diretor: Tânia Sá, Treinador: Marco Ramos, Treinador Adjunto: Mário Ferreira e Pedro Gil. Treinador Guarda-Redes: Nelson Fernandes. Analista: Pedro Santos. Fisioterapeuta: Cláudia Lopes.

Marco Ramos regressa ao comando técnico da equipa de futebol feminino do CA Ouriense. Foto: DR

A equipa de futebol feminino do Clube Atlético (CA) Ouriense vai defrontar a equipa do SL Benfica, campeã nacional, na primeira jornada da Liga, no dia 05 de setembro.

Além das equipas do Ouriense e do Benfica, também Sporting, Marítimo, Torreense, Amora, Estoril Praia e Atlético integram a série Sul. A equipa de Ourém recebe o Torreense na segunda jornada.

Marco Ramos, 34 anos, é o treinador da equipa de futebol feminino do Clube Atlético Ouriense, clube que vai disputar mais uma vez a Liga BPI. O treinador, que veio do Condeixa, regressa a uma casa que conhece bem tendo sido o responsável pela conquista da histórica “dobradinha” ao serviço do Ouriense, na época 2013/2014, quando se sagrou campeão nacional e conquistou Taça de Portugal em futebol feminino, levando ainda a equipa à Liga dos Campeões Europeus.

Tenho de te perguntar como vês este regresso ao Clube Atlético Ouriense depois de uma época (2013-2014) em que conquistaste para o clube a dobradinha, ou seja o título de campeão nacional, a taça de Portugal em pleno Jamor, e ainda levaste o clube a uma pré-eliminatória da Liga dos Campeões Europeus…

Marco Ramos – Nós treinadores vivemos de momentos, daquilo que fazemos no presente e não no passado, fui feliz no Atlético Ouriense, não escondo isso, as pessoas sempre me acarinharam, mas também sei que no futebol, ao mínimo deslize isto muda, portanto sei que o nível de exigência é muito grande e estou focado nisso e não naquilo que fiz ou que foi feito. O passado é passado, está sempre tudo a crescer e se nós não estivermos atentos ao que está acontecer no momento podemos ter um dissabor e portanto vou continuar a trabalhar e a pensar no momento. O que fizemos no passado fica para a história, para quem quiser ver, mas o que toda a gente consegue ver e avalia é o diário e portanto é isso que vou fazer, tentar ser eu próprio diariamente no Ourém, com mais competência neste momento, mais homem, e vou tentar também, com os meus conhecimentos, ajudar o clube a organizar-se, não só a nível do futebol dentro de campo mas também fora dele. Esse é o meu grande objetivo, criar uma estrutura forte para que o clube este ano e nos próximos consiga manter-se num nível elevado no futebol feminino.

Marco Ramos, comparando a época 2013-14 para o presente houve um grande salto competitivo no futebol feminino…?

Sim, no feminino, masculino, nas empresas, em tudo, não se pode comparar nada. Dois ou três anos depois tudo muda, a mentalidade muda, tudo muda, portanto acho que naquele ano o futebol feminino estava a dar os primeiros passos, é verdade, mas já havia muita competitividade, muita qualidade e se formos a ver as melhores jogadoras atualmente a nível nacional ainda são as jogadores que jogavam nessa altura, o que aumentou foi depois a qualidade, competitividade, dinheiro, compra e venda de jogadoras, e isso depois obriga a que hajam mudanças, mas o crescimento tinha de ser assim. Cada vez há mais tecnologias, portanto não foi só o futebol feminino que se desenvolveu, foi tudo, porque isto dois segundos depois já há uma coisa diferente, e o futebol feminino está a crescer é verdade, mas não vejo que na altura não houvesse já qualidade e que pelo facto de não haver aquelas quatro, cinco equipas com nomes sonantes, se possa desvalorizar o que foi feito na altura e aquilo que as jogadores e os clubes faziam. Portanto acho que isto é um crescimento normal, obviamente deve-se muito também à Federação Portuguesa de Futebol, aos clubes, aos treinadores porque isto cada vez há mais pessoas a interessar-se pelo futebol feminino, mas mesmo na altura já havia muita gente com qualidade, competitividade, e volto a dizer, já vieram várias jogadoras estrangeiras, mas as melhores portuguesas na altura continuam a sê-lo atualmente.

Da época em que o Ouriense fez a dobradinha, em que foste treinador, há ainda jogadoras que fazem parte do plantel para esta época?

Neste momento não, ultimamente era a Flávia {Fartaria] e a Anita [Ana Santos] se não estou em erro, mas de momento já não está nenhuma connosco dessa altura.

Tendo em conta que na série sul vais ter 4 ou 5 equipas em 10 que têm fortes investimentos – e falamos logo de Benfica e Sporting à partida – como faz o Ouriense para ir buscar jogadoras para poder ter um plantel competitivo?

É assim, este ano o campeonato sofreu alteração, desceram quatro equipas, subiram só duas, passou para 16 e assim já são duas séries e oito equipas. Isto para dizer que a exigência ainda é maior do que na época passada. O crescimento também passa pelos regulamentos que são feitos. E sendo com 8 equipas isso faz com que cada vez mais fique apertado para as equipas com menos recursos e isso é difícil. Tem sido muito difícil arranjar reforços, arranjar jogadoras, pelo nosso contexto, pelo nosso investimento e nível financeiro, mas com a nossa história, trabalho e com as pessoas que existem aqui em Ourém, que têm feito um esforço enorme, temos conseguido tentar no mínimo ter uma equipa que consiga competir com qualquer equipa em qualquer campo olhos nos olhos. 

Nós não temos o que alguns outros clubes têm, mas temos as nossas jogadoras e são elas que vão mostrar domingo após domingo que têm qualidade, que são competitivas e que conseguem sem dúvida nenhuma baterem-se com qualquer equipa olhos nos olhos, sabendo que há sempre quatro ou cinco equipas que ainda não temos capacidade, teoricamente, mas que na prática vamos ter.

Uma palavra para este regresso muito saudado pelos adeptos e pela direção do Ouriense, e também para a massa associativa tendo em conta que esta época já pode haver público no estádio para acompanhar os jogos e apoiar a equipa…

Sinceramente, dos últimos anos que fiz como treinador, uma coisa que me deixou saudades foram os sócios, porque o futebol feminino em Ourém consegue sempre por 200 pessoas no estádio e noutros clubes que treinei nunca houve essa possibilidade. E portanto se volto a Ourém é também muito por culpa delas, pois são pessoas que me acarinharam e valorizaram sempre e que reconheceram o nosso trabalho naquela altura e portanto espero que continuem a gostar e digo-lhes que vou continuar a ser o mesmo, acho que quem fica a ganhar não somos só nós mas também eles. As nossas gentes, as pessoas de Ourém, têm de ser valorizadas e nós temos de mostrar a nossa identidade dentro de campo e já que elas nos vêm apoiar nós vamos tentar dentro de campo passar e mostrar essa vontade e força que eles nos dão.

ÁUDIO | MARCO RAMOS, TREINADOR DO ATLÉTICO OURIENSE:

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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