Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sábado, Julho 24, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Futebol | Fazendense apresentou melhores argumentos e venceu no Pego com naturalidade (C/fotos e áudio)

CASA DO POVO DO PEGO 0 – ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA FAZENDENSE 2
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 20ª jornada
Campo de Jogos do Pego
01-03-2020

- Publicidade -

A dobrar o segundo terço este campeonato distrital começa a ter alguma coisa definida. Apesar dos trinta pontos que faltam disputar já se viu que o União de Almeirim só não será campeão se houver uma hecatombe de proporções biblícas. Também se percebeu quem é de “primeira” e quem terá de fazer pela vida para se aguentar neste escalão. Ainda não há “condenados” nem campeões em março…

Campo de Jogos do Pego.

- Publicidade -

Enquanto o Fazendense pertence aqueles que cedo garantiram a manutenção o Pego está na luta, abaixo da linha de água, e ambas as equipas defrontaram-se este domingo na aldeia das casas baixas em luta pelos três pontos em disputa.

Equipas ocupam espaços diferentes na tabela classificativa.

O fator casa poderia ser uma condicionante favorável para a equipa da casa, além do alento que deu a vitória em Riachos, um competidor direto. Um vasto lote de razões fez um grande número de pegachos deixar o conforto do lar ou das petisqueiras afamadas da aldeia para se apresentarem no campo de jogos, alguns trajando mesmo a rigor.

Os protagonistas não desiludiram e entraram determinados a discutir os pontos em jogo até ao final do encontro. Ambos os conjuntos encaixaram rapidamente e o equilíbrio foi a toada do primeiro quarto de hora.

A exceção foi um lance em profundidade a isolar Diogo Rosado que, à saída do guarda redes José Vieira, executou um chapéu que só não teve sucesso por ter saído um pouco acima da trave.

Pego fez um bom quarto de hora inicial.

Pouco depois, em cima do quarto de hora, o técnico Gonçalo Carvalho foi obrigado a mexer no xadrez do Fazendense por lesão de Wilson. No recomeço foi a vez de André Batista se agarrar ao seu joelho e ter de sair. O técnico do Pego, Renato Dias, lançou no jogo o estreante Héron, um brasileiro chegado esta semana.

Se até aqui o equilíbrio foi a nota dominante, a equipa do concelho de Almeirim pareceu sofrer menos desconforto com a mexida do que a equipa da casa.

Mexidas involuntárias deixaram o Pego mais desconfortável.

O Fazendense tornou-se mais perigoso e as investidas atacantes obrigaram os pegachos a atenção redobrada. Aos 24 minutos os visitantes estiveram muito perto de marcar. Na sequência dum livre a bola foi colocada na cabeça de Diogo Oliveira que obrigou João Rosa a uma enorme defesa com o esférico a embater no poste e a sair pela linha de fundo. Na conversão do canto Pedro Guedes cabeceou fácil para o guarda redes.

Defesa enorme de João Rosa para o poste.

À passagem da meia hora o Fazendense, por duas vezes, criou perigo junto à baliza dos pegachos. Um cruzamento da direita, muito chegado à baliza, obrigou João Rosa a saída a destempo perdendo-se o esférico pela lateral sem ninguém para a emenda.
Após a reposição, Duarte Alcobia rematou contra um defesa acabando o esférico nas luvas do guarda redes do Pego, João Rosa.

Transições rápidas dos forasteiros criaram muitos problemas.

João Rosa foi muito solicitado nesta fase do jogo e conseguia resolver a contento a maior parte das situações. Aos 32 minutos um livre que Rúben Noque bateu direto obrigou o guarda redes a nova boa intervenção, despachando para canto.

O Fazendense ia fazendo de bola parada o que tinha dificuldade em lances corridos: levar perigo à área pegacha. Novo livre aos 34 minutos possibilitou a cabeçada de Noque ao lado. Dois minutos depois a equipa de Fazendas de Almeirim fez a bola girar por vários jogadores cabendo a Luís Carlos o remate final, mas para fora.

Fazendense com maior pendor atacante.

Rúben Noque, nesta fase, era o jogador mais em foco nos visitantes e aos 38 minutos tentou surpreender, de longe, mas a bola passou muito longe da baliza da equipa da Casa do Povo do Pego. A equipa da casa limitava-se a resolver os problemas que o adversário lhe criava sem possibilidade de se organizar e contra atacar. Aos 40 minutos João Rosário assistiu Bruno Alcobia que rematou ao lado.

Aos 43 minutos Flávio Calado recebeu o esférico, meteu velocidade e foi passando adversários até ganhar a linha de fundo pelo flanco esquerdo. Quando se aprontava para centrar deixou que a bola ultrapassasse a linha de fundo. Inglório…

No minuto seguinte foi a vez de Diogo Rosado rematar à entrada da área com o esférico a cruzar toda a área e a sair junto ao segundo poste.

Assédio à baliza de João Rosa.

Já em tempo de compensação, uma bola cruzada para a àrea pegacha embateu em João Ruivo e foi ao poste, daí resultando um canto com que se encerrou o primeiro tempo.

Ao intervalo a sensação que existia era de que o Fazendense, pelo futebol apresentado e oportunidades criadas, merecia estar no comando do marcador. O nulo premiava a boa postura defensiva do Pego que demorava em arranjar antídoto para a melhor ocupação de espaços no meio campo da equipa visitante. Tudo em aberto para o segundo tempo…

Segundo tempo prometia muita intensidade.

Renato Dias refrescou a sua equipa, alterando o desenho do xadrez do seu conjunto, deixando João Ruivo no balneário e lançando no jogo outro estreante: Luan. O que se manteve foi a toada e a matriz do jogo. O Fazendense com mais bola, a construir melhores situações de concretização e o Pego a defender com o que tinha.

O Fazendense tentava de várias maneiras surpreender o último reduto pegacho que se ia aguentando. Logo aos 48 minutos João Rosário tentou de longe e João Rosa aplicou-se, cedendo canto.

Pego resistiu enquanto teve forças.

Entretanto viveram-se dez minutos de algum ajuste das equipas às mexidas operadas e a defesa do Pego respirou e ganhou forças para o que vinha aí. Aos 57 minutos João Rosário rematou à entrada da área e João Rosa defendeu com segurança.

No minuto seguinte da mesma zona tentou Rúben Noque mas a bola saiu muito por cima.
Logo a seguir foi a vez de Pedro Guedes sem êxito. O Pego interrompeu este assédio com uma boa iniciativa de Wesley, aos 62 minutos, que na pequena área obrigou o guarda redes José Vieira a defesa de mérito para canto.

Na conversão Pedro Rosado desperdiçou enviando o esférico para lá da linha de fundo.

Apesar de ter de defender o Pego ainda tentou marcar.

Na transformação dum livre aos 66 minutos, favorável aos visitantes, a bola foi bombeada para a área obrigando João Rosa a sair, de forma temerária, a soco. O central Rodrigo Neves fez-se ao lance deixando o guarda redes tocado. Aos 70 minutos Wesley tentou a meia distância mas sem sucesso. Na resposta o Fazendense executou uma jogada de insistência, com vários jogadores a rematarem com a defesa da casa a ter dificuldade em afastar o perigo. Pedro Rosado conseguiu roubar a bola e esconjurar o perigo.

O tempo ia passando e o Pego, com muito mérito, ia conservando o nulo. A 13 minutos do fim do desafio, o Fazendense beneficiou dum livre e colocou muitas unidades na área do Pego onde surgiu Bruno Alcobia a desviar para o poste. Alcobia ameaçava e os postes insistiam em ficar na história do encontro…

Aos 81 minutos a defensiva pegacha demorou a despachar o esférico e a recuperação por parte da equipa de Fazendas foi fatal. Um cruzamento ao segundo poste encontrou a cabeça de Bruno Alcobia que assim abriu a contagem já muito perto do final do encontro.

Golo de Alcobia só surgiu perto do final.

A equipa da casa ainda encontrou força anímica para reagir e quase marca mas o jogo já estava interrompido por posição irregular. Aos 85 minutos Noque respondeu de cabeça a um bem medido cruzamento. João Rosa esteve melhor.

Com o tempo regulamentar a esgotar-se, aos 89 minutos, após lance anulado a João Rosário por falta atacante, Rúben Noque descobriu Bruno Alcobia em boa posição dentro da área, endossou-lhe o esférico e o jovem do Fazendense bisou no encontro e fechou as contas dum jogo claramente com sinal mais da equipa das Fazendas de Almeirim.

Alcobia bate João Rosa e fecha as contas do encontro.

O Pego continua a deixar indicações positivas mas nitidamente insuficientes para ombrear com os “tubarões” do topo da tabela. Luta por uma manutenção que parece possível de conseguir. Arbitragem sem problemas de maior.

Arbitragem sem problemas de maior. Positivo.

FICHA DO JOGO

CASA DO POVO DO PEGO:
João Rosa, João Ruivo (Luan), Nathan, Pedro Alves, Wesley, André Batista (Héron), Diogo Rosado, Pedro Rosado, Kléber, Flávio Calado e Fábio Santos (Bernardo Barreiras).
Suplentes não utilizados: Mário Lopes, Miguel Jesus, Tiago Marchante e Diogo Pita.
Treinador: Renato Dias.

Casa do Povo do Pego.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA FAZENDENSE:
José Vieira, Rodrigo Neves, Wilson (Rafael Calado), Rony, Pedro Guedes (Vitor Oliveira), Luís Carlos (Bruno Alcobia), Rúben Noque, Diogo Oliveira, João Rosário, Cláudio Cardoso e Helton Basílio.
Suplentes não utilizados: Yago, João Patrício e Tiago Martins.
Treinador: Gonçalo Carvalho.

Associação Desportiva Fazendense.

GOLOS: Bruno Alcobia (2) Fazendense.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Rúben Pinheiro, Alexandre Sabugueiro e João Duarte.

Equipa de Arbitragem: Rúben Pinheiro, Alexandre Sabugueiro e João Duarte com os capitães.

No final ouvimos os técnicos de ambas as equipas:

Renato Dias-Treinador do Pego.

 

Gonçalo Carvalho-Treinador do Fazendense.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

 

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here