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Futebol: Fátima vence em Abrantes e aumenta conforto pontual (com áudio)

14 de fevereiro de 2016, 15 horas, Abrantes

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Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Seniores da AFS

União Desportiva Abrantina 0 – Centro Desportivo de Fátima 2

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Numa tarde de muita chuva, forte vento e extremo frio, meia centena de corajosos deslocaram-se ao Estádio Municipal de Abrantes, para ver o embate entre o primeiro e o último do campeonato, na expetativa de ver a reação das equipas ao desfecho da passada semana para a Taça.

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Minutos antes do início da partida choveu granizo e o forte vento virou os bancos de suplentes

Em relação ao jogo de há oito dias foram muitas as diferenças. Os abrantinos apresentavam uma alteração, na baliza, enquanto os fatimenses operavam sete alterações, as condições climatéricas também foram muito diferentes, para pior, e o estado do relvado não ajudou em nada a que as duas equipas explanassem tudo o que sabem.

O jogo foi mais lutado que bem jogado, fruto das condições adversas, o que dificultou a missão dos três conjuntos no relvado. Fátima e União Abrantina jogam bom futebol, cada uma com as suas armas, mas desta feita não possível ver esse bom futebol.

Entrada forte do líderes do campeonato, a jogar a favor do vento e querendo aproveitar as condições razoáveis do relvado nos primeiros instantes, com Miguel Neves, Fábio Coça e João Martins a pegarem no jogo, tendo aos 15 minutos na sequência de um canto apontado por Laranjeiro da direita, Pedro Emanuel mais lesto que todos, empurrado para o fundo da baliza abrantina, inaugurando o marcador.

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Pedro Emanuel foge à marcação e faz o primeiro do jogo e da sua conta pessoal.

Cinco minutos antes já tinham pedido grande penalidade por derrube a Pedro Emanuel na área.

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Neste lance entre Toni e Pedro Emanuel os fatimenses reclamaram grande penalidade.

Até ao final da primeira parte poucos mais lances de perigo eminente existiram junto das balizas. Os visitados foram sempre mais dominadores, mas nunca conseguiram ser fluidos nos lances ofensivos. Os lances de verticalização do jogo ou as variações de flanco que normalmente usa não iam saindo porque a defensiva abrantina ia chegando para as encomendas ou porque a bola não rolava, prendendo na lama/relva ou porque ganhava muita velocidade nas zonas onde a relva estava em boas condições, perdendo-se para fora das quatro linhas. Por sua vez a União Abrantina, nos primeiros 45 minutos, mostrou-se muito tímida, revelando dificuldades em colocar em campo as suas transições e a ligação com o ataque, não tendo dado trabalho a Nuno Ribeiro. Também de referir a dificuldade extra que sentiam em manter a bola longe da sua área devido ao vento que muitas vezes quase que fazia a bola voltar ao seu ponto de partida.

No segundo tempo o que se viu dentro das quatro linhas foi diferente. Foi um jogo mais repartido. O Fátima continuou na mesma toada, foi a equipa com mais posse de bola e que mais jogou no meio campo adversário, mas a atitude dos abrantinos foi diferente. Foram mais atrevidos e apareceram mais vezes junto da área adversária. No entanto os fatimenses voltaram a entrar melhor e aos 50 minutos, Pedro Emanuel bisou na partida na conversão de uma grande penalidade. O avançado fatimense foi derrubado por um defensor mas fica a dúvida se dentro se fora da área. Do local onde nos encontramos não conseguimos ter a certeza (damos o beneficio da dúvida), mas Nuno Ferreira mais perto do local (não foi peremptório) decidiu-se pela indicação da marca de onze metros.

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Momento da infracção sobre Pedro Emanuel que originou a grande penalidade do segundo golo.

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O avançado do CD Fátima caido no local onde ocorreu a infração.

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Pedro Emanuel bateu a grande penalidade de forma clássica. Guarda-redes para um lado, bola para o outro.

Com o passar do tempo, o relvado foi ficando ainda pior, tendo o jogo ficado ainda mais físico. Nessa altura o meio campo abrantino conseguiu equilibrar mais as operações, sobressaindo nesse particular João Martins e a espaços Diogo Rosado. Miguel Seninho ia tentando pegar no jogo, mas não era a sua tarde, num campo pesado, o leve jogador de Abrantes sentiu grandes dificuldades.

Termina o jogo sem lances de golo claro, muitos cruzamentos, muitos cantos, alguns remates de meia distância mas nada que causasse grande incomodo aos guarda-redes.

Vitória certa da equipa do Centro Desportivo de Fátima, numa tarde em que pelo que já se viu de ambas as equipas esta época, se as condições climatéricas e de relvado fossem outras, a história do jogo seria outra e mais bonita de contar.

Quanto ao trabalho do trio de arbitragem chefiado por Nuno Ferreira, consideramos ter feito um bom trabalho dentro das dificuldades que encontraram. Alguns erros de pouca relevância, sem influência no marcador. Nos lances mais difíceis de ajuizar (nas áreas) damos o benefício da dúvida.

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No final dos 90 minutos este era o aspecto do relvado do Municipal de Abrantes.

Ficha do jogo

Estádio Municipal de Abrantes

Árbitros: Nuno Ferreira, Samuel Dionísio e Daniel Sousa

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Daniel Sousa, Nuno Ferreira e Samuel Dionísio

UD Abrantina

Chico, Abilio, Toni, Manuel Vitor (Cartaxo), João Rui, João Martins, Diogo Barrocas (Bruno Morais), Bexiga (Bruno Moita), Miguel Seninho, Diogo Rosado e Hélio Ocante

Suplentes: André Pereira, Monteiro, Cartaxo, Bruno Moita e Bruno Morais

Treinador: Paulo Fernando

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UD Abrantina

CD Fátima

Nuno Ribeiro, Fábio Coça, André Sousa, Bruno Heleno, João Martins, Pedro Emanuel (Rui Ferreira), Miguel Neves (Ednilson), Imran, Jorge Neves, Vasco Gonçalves (Cédric) e Laranjeiro

Suplentes: Hélio, Leandro, Rui Ferreira, Ednilson, Ivan, Cédric e Luisito

Treinador: João Henriques

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CD Fátima

Marcadores: Pedro Emanuel (15′ e 50′)

A opinião dos treinadores:

Paulo Fernando (União Abrantina)

Paulo Fernando
Paulo Fernando

João Henriques (Fátima)

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João Henriques

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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