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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Futebol | Fátima não sobe de divisão mas 2º lugar será um prémio de uma época – Treinador (C/ÁUDIO)

O Centro Desportivo de Fátima está em vias de fechar a época desportiva no 2º lugar da série A da 2ª divisão distrital mas é um dado adquirido que não subirá de divisão, sendo da série B a outra equipa apurada para ascender à divisão principal de Santarém.

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Todavia, o treinador do Fátima, Nuno Kata, em entrevista ao mediotejo.net, destaca o excelente trabalho desenvolvido pelos jogadores e diz querer vencer o Vasco da Gama no domingo para assegurar o 2º lugar, classificação que será um prémio de uma época para toda a estrutura do clube fatimense.

ÁUDIO: NUNO KATA, TREINADOR DO CD FÁTIMA:

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Nuno Kata, treinador da equipa sénior do Centro Desportivo de Fátima. Foto arquivo: mediotejo.net

Obter o segundo lugar na série é um prémio para a equipa do Fátima?

Sim, completamente. Com jogadores que não jogavam. Tinha 4 jogadores que estavam no ano passado e desses quatro, três juniores. Eram juvenis e este ano é que eram juniores de primeiro ano. E competiram ali, mas de resto era malta que não competia, que fizeram formação em Fátima mas que deixaram de jogar, alguns há muitos anos, viram uma possibilidade ali em Fátima porque estavam lá uns amigos também e formou-se assim uma equipa, acabou por ser giro também por causa disso.

Jogam em casa este domingo no fecho da época em mais um derbi?

Com o Vasco da Gama, que é também vizinho, ali mesmo em Fátima.

Dois dérbis para fechar a época… e é com público?

Quase 3, com o Caxarias, Ouriense e Vasco da Gama.

Já vão ter público para a despedida da época desportiva?

Já tivemos esta semana, em Ourém já tivemos, esteve aberto ao público. E em Fátima vamos ter também com certeza. Muitos jogadores são todos da terra, os familiares vão todos.

Se ganharem domingo, asseguram o 2º lugar, e o empate também serve?

Depende, qualquer resultado poderá servir se o Ouriense ganhar ao Espinheirense. Como estamos a dois pontos à frente do Espinheirense. Mas vamos querer ganhar, para estarmos seguros e só dependermos de nós, sem termos de estar à espera do resultado do Espinheirense.

Para fechar a época com um 2º lugar que espelha o trabalho desenvolvido?

Sim, e é uma época brilhante, para o que se perspetivava, fica uma época brilhante.

O 2º lugar já não dá hipótese de subida de divisão, mas a classificação é do agrado do treinador e da estrutura diretiva do clube..?

Sim, ficará sempre um amargo de boca, porque sabemos que se Fátima tivesse pensado com tempo nas coisas… O criar uma equipa para o clube foi pensado muito em cima do joelho. Sabemos que se tivéssemos preparado e fossemos para esta competição com outro tipo de preparação em termos de formação de plantel, sabemos que poderíamos neste momento ter atingido talvez até o primeiro lugar. Mas pronto, é um segundo lugar, que para aquilo que toda a gente perspetivava no início da temporada – que era uma equipa só para o Fátima poder participar e ter uma equipa a competir em séniores – acho que ficou acima daquilo que toda a gente esperava e obviamente que ficámos contentes mas também um pouco tristes porque sabemos que se fosse mais cedo teríamos ido a tempo de construir algo mais.

Até porque havia outras equipas que se assumiam como candidatas à subida de divisão que não o Fátima…

Sim, o Fátima fez uma equipa de miúdos da terra, que já tinham aqui feito formação. Alguns que tinham um amigo que também jogava à bola e nós fomos vendo e eles foram aparecendo, abrimos a porta a toda a gente, fomos escolhendo os jogadores que iam aparecendo e que achávamos que tinham alguma qualidade e formámos assim o plantel, formámos assim uma equipa que foi crescendo ao longo da época e depois foi surpreendendo muita gente e muitas equipas. Muitas equipas ao início quando jogavam contra nós pensavam que nós éramos umas das candidatas a ficar em último ou penúltimo e as coisas mudaram. Mudaram porque fomos crescendo individualmente, depois como equipa, e fizemos um campeonato muito positivo.

E querem fechar com uma vitória em casa, no último jogo, para segurar o segundo lugar e para dar uma alegria aos adeptos que pela primeira vez poderão estar no estádio a ver a sua equipa e os seus jogadores…

Sem dúvida, queremos acabar a época com uma vitória, ainda por cima com abertura ao público, queremos que os sócios sintam orgulho na equipa. E a equipa tudo fará para dar essa alegria aos sócios, que com certeza vão aparecer no estádio para os apoiar. E os jogadores e equipa técnica e toda a estrutura do Centro Desportivo de Fátima quer fazer um bom jogo e acabar a época com um resultado que é a vitória e ainda por cima num dérbi, com o Vasco da Gama, um clube também próximo de Fátima e queremos assegurar o segundo lugar, também para que as pessoas fiquem com o orgulho que isto no fundo são os rapazes da terra que iniciaram a equipa sénior do clube e que ficam na história, pois afinal foram os que deram o pontapé de saída para esta nova temporada e para este novo renascimento do Centro Desportivo de Fátima.

E o Fátima tem surpreendido e, aliás, até à passada 4ª feira tinha expectativas de ficar em primeiro lugar, porque perdeu por 1-0 com o Ouriense, com quem há uma grande rivalidade, mas se ganhasse estava na luta pelo 1º lugar.

Sem dúvida, e fomos lá com essa intenção. Quem viu o jogo viu que fomos lá à procura da vitória, para ganhar. Aliás ainda não tive oportunidade de falar sobre o jogo com nenhuma rádio nem com nenhum jornal, mas quem foi ver o jogo, e a minha análise sobre o jogo, é que fomos superiores sob o Ouriense, apesar deles terem ali boas individualidades, têm ali jogadores que fazem a diferença, mas nós coletivamente, como equipa, fomos superiores. Foi a equipa que procurou jogar, que sempre procurou mais a baliza, e eles também tiveram algumas oportunidades, nós também e não as conseguimos concretizar, e quem resolveu o jogo infelizmente foi o árbitro ao assinalar um penálti que não era penálti, na minha opinião, e se calhar generalizada. Tanto que ele admitiu que tinha dúvidas mas que lhe pareceu na altura, mas pronto, já não podia voltar atrás e quem saiu prejudicado fomos nós. Mas também aproveito que estou aqui a falar para um jornal para dar os parabéns ao Ouriense, pois foi a equipa que fez mais pontos, foi a equipa mais regular, e quando assim é, é a equipa que merece subir.

Qualidade, paixão pelo treino e alguma sorte são os ingredientes necessários a um bom jogador, defende Nuno Kata. Foto arquivo: mediotejo.net

Numa época muito difícil devido à situação pandémica, o Fátima pode carimbar o 2º lugar, está apenas a 1 ponto, depende de si, o segundo melhor classificado das duas séries também sobe à 1º divisão distrital, e aqui o Fátima poderá ficar em segundo lugar na sua série mas não será o segundo melhor classificado das duas séries é isso? Já é um dado adquirido?

Sim, acho que já é um dado adquirido, até porque a equipa do outro lado que será o Salvaterra ou o Benavente, e até porque faltam duas jornadas e penso que estão próximos um do outro, não tenho bem a certeza, será o segundo melhor classificado, e será a Associação de Futebol de Santarém a fazer esse rácio, até porque nós tivemos a desistência de 4 equipas, o que complicou muito em termos de verdade desportiva, mas são os tempos que vivemos, e teremos de conviver com isso, mas acho que a Associação já resolveu em relação a isso, de ser o segundo melhor classificado o da outra série, e não o Fátima.

Deve ter sido a época mais difícil enquanto treinador?

Foi um contexto e uma realidade diferente a que não estava habituado e foi o desafio mais difícil que tive, com uma realidade diferente e difícil para todos, mas deu-me bastante gozo e foi uma época em que fomos sempre vendo o crescimento individual de cada jogador e que estávamos a formar uma equipa, e eles neste contexto de quererem jogar por amor à camisola, faziam sacrifícios para vir treinar, o que era muito bom, mas num contexto diferente, uma época diferente, mas em que eu também sinto muito orgulho por contribuir e ajudar o Centro Desportivo de Fátima porque é um clube que me diz muito.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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