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Futebol | Eléctrico contesta decisão que o afasta da subida e recorre às vias legais (c/áudio)

A Associação de Futebol de Portalegre (AFP) deu por terminado o campeonato distrital sénior da época 2020/21, sem terminar a primeira volta e “em concordância com larga maioria dos clubes”, devido à pandemia da covid-19, mas a polémica está instalada. É que a Associação convidou a subir de divisão O Elvas, atual segundo classificado, e não o Elétrico, que liderava a competição, aparentemente em contradição com o próprio regulamento, o que o presidente da AFP nega, afirmando ser uma questão de “igualdade de tratamento”. O Eléctrico decidiu recorrer da decisão para o Conselho Jurisdicional.

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A direção do clube de Ponte de Sor reuniu no sábado para deliberar medidas a tomar perante uma situação que causou “surpresa” o adeptos e dirigentes, tendo deliberado  “recorrer aos mecanismos legais ao seu dispor”, ou seja, ao Conselho Jurisdicional da AFP para “emita um parecer” sobre a decisão da AFP e o que está estabelecido no regulamento da competição, e “para que seja reposta a justiça e a verdade desportiva”, disse ao mediotejo.net o presidente do clube, Vitor Martins.

ÁUDIO: VITOR MARTINS, PRESIDENTE ELÉCTRICO FC:

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O Eléctrico de Ponte de Sor considera que o estabelecido pelo ponto 7 do regulamento da Liga Francisco Gil “prevalece” sobre o Decreto-Lei 18-A de 23 de abril de 2020, invocado pela AFP para tomar a decisão, e sublinha que a posição tomada “somente visa defender o bom nome do clube e da terra, e repor a justiça e verdade desportiva”. Vitor Martins disse ainda que o clube quer somente esclarecer a situação e o que está definido regulamentarmente, tendo vincado não estar contra ninguém neste processo, nem contra a AFP nem contra o clube O Elvas, somente pretende defender o clube e os seus direitos.

Em comunicado, a AFP explica, por sua vez, que, na sequência da deliberação de conclusão do campeonato distrittal, e por uma “questão de igualdade de tratamento”, vai indicar O Elvas para competir no Campeonato de Portugal e o Eléctrico será indicado para a Taça de Portugal.

Ou seja, a decisão da AFP assenta na média pontual dos clubes, uma vez que o Eléctrico tem um jogo e um ponto a mais que o adversário, e não nos critérios definidos no regulamento, nomeadamente no seu ponto 7, relativo às medidas excecionais previstas.

Naquele ponto, pode ler-se, está regulamentado que “caso a prova não possa ser concluída durante a época desportiva 2020/21, a mesma será homologada com a classificação existente na altura da interrupção”.

O Eléctrico lidera com 16 pontos, seguido por O Elvas, com 15, sendo que os critérios e a validade legal desta decisão da AFP é questionada pelos dirigentes de Ponte de Sor, que recorrem assim às vias legais para um cabal esclarecimento, mas que o presidente da AFS diz ser clara e transparente.

Campeonato distrital de Portugal terninou com o Eléctrico em 1º lugar mas quem sobe de divisão é o Elvas, 2º classificado. Foto: EFC

“Foi assim na última época e a decisão baseia-se na igualdade de tratamento”, disse no sábado, dia 27 de março, Daniel Pina ao mediotejo.net, explicando como se processou e a lógica onde assentou a tomada de decisão da AFP.

ÁUDIO: DANIEL PINA, PRESIDENTE DA AF PORTALEGRE:

A prova estava suspensa desde o dia 20 de dezembro devido à pandemia da covid-19, e até à data tinham sido disputadas oito jornadas, embora vários clubes estivessem com jogos em atraso.

Após ter conhecimento da decisão tomada pela Associação de Futebol de Portalegre sobre a vitória do campeonato e consequente subida de divisão d’ O Elvas, baseada nos critérios referidos no comunicado da AFP, a direção do Eléctrico Futebol Clube reuniu extraordinariamente no sábado por forma a “analisar a situação e decidir o caminho a seguir”, concluindo pelo recurso às vias legais.

Por outro lado, se a AFS deu por terminado o campeonato distrital de futebol, mantém o campeonato de futsal e acaba por criar outra competição, disse Daniel Pina, dando conta que “foi também deliberada a criação de uma prova de acesso à Taça de Portugal, sendo que o modelo da competição irá depender do número de equipas que nela se inscrevam”.

Daniel Pina, presidente da Associação de Futebol de Portalegre. Foto: DR

As inscrições já estão abertas e os clubes devem manifestar o interesse em participar até ao dia 09 de abril. A realização desta competição irá “depender” igualmente da evolução da situação pandémica, sendo que, no caso de a prova não arrancar ou não ser concluída, o clube indicado para a Taça de Portugal será o Sport Arronches e Benfica.

No que diz respeito ao futsal, a direção da AFP decidiu, em “consonância com a vontade de todos os clubes”, dar continuidade ao campeonato e à Taça da AFP.

“A retoma está agendada para o dia 01 de maio, sendo que está prevista, para ambas as competições, a realização de jornadas duplas”, acrescentam.

Esta decisão, segundo a associação, está igualmente “condicionada” em função da evolução da situação pandémica, bem como dos quadros competitivos que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) terá na próxima época.

Classificação à data do fim dos campeonato distrital de Portalegre. Foto: DR

‘O Elvas’ congratula-se pela subida de divisão

A Direcção de “O Elvas” – Clube Alentejano de Desportos, ao ter conhecimento que a equipa sénior foi declarada vencedora do campeonato distrital, em 2020/2021, pela Associação de Futebol de Portalegre, já veio publicamente congratular-se por essa decisão.

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos. Foto: O Elvas

Em comunicado, pode ler-se: “Desde que foi eleita, em Setembro do ano passado, a Direcção sempre considerou a subida ao Campeonato de Portugal como o grande objectivo da equipa sénior. Por isso, foi constituído o plantel e foram ganhos os quatro jogos de preparação. Nos cinco encontros do campeonato, somámos triunfos. Assim, com toda a justiça, o vencedor da prova foi a única equipa sem pontos perdidos: cinco jogos, 15 pontos, média de três pontos por jogo, com a defesa menos batida e o ataque mais realizador”.

A Direcção de “O Elvas” – Clube Alentejano de Desportos, “saúda os jogadores, a equipa técnica e o restante grupo que contribuiu para este êxito”, conclui.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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