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Sábado, Setembro 18, 2021

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Futebol | Eficácia do Oleiros carimba “remontada” no reduto do Vitória de Sernache (c/ fotos e áudio)

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE 1 – ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS 2

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Campeonato de Portugal – Série D – 1ª jornada
Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira em Cernache do Bonjardim
05-09-2021

Com ambos os conjuntos a apresentarem-se para mais uma época no Campeonato de Portugal, em jogo adiado da jornada inaugural, as bancadas voltaram-se a colorir de adeptos trajando a rigor com as suas bandeiras e cachecóis e com as gargantas afinadas. Um cenário que não se via há muito tempo por força da pandemia.

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Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira.

Apesar de se estar no início do Campeonato, com as equipas a apresentarem muitas novidades no plantel e a procurar afinar os seus argumentos, o Nuno Álvares Pereira assistiu a uma interessante partida e o público deu o seu tempo por bem empregue.

Lances com elevada nota artística seduziram o público.

Entrou por cima a equipa liderada por Ricardo Nascimento após uma entrada ameaçadora dos visitantes. O cruzamento bem medido do lateral Diogo Rodrigues obrigou a defensiva da casa a ceder canto.

Depois assistiu-se a uma avalanche de futebol ofensivo dos donos da casa. Era o tempo para o Oleiros tapar o caminho da sua baliza, espreitando o contra golpe. Aos cinco minutos Horto experimentou a meia distância e o forte remate de fora da área não passou longe do alvo.

Difícil de travar o caudal ofensivo da equipa da casa.

Com o Oleiros a ter dificuldade para travar os donos da casa na sua zona de construção as ocasiões de golo iam-se sucedendo, sem êxito, no entanto…

Explorando a velocidade nas alas, a equipa de Cernache do Bonjardim ia conseguindo ganhar a linha de fundo e os cruzamentos eram realmente perigosos. Romário acorreu no coração da área a um centro a partir da direita do seu ataque mas o bonito remate acrobático, em pontapé de moinho, não obteve sucesso.

Tanto Sernache apenas rendeu um golo.

O recuo do oleirenses ia permitindo que os laterais do Vitória de Sernache surgissem como verdadeiros alas, aparecendo em terrenos adiantados. Aos 13 minutos, Daniel Martins entrou na área e em boa posição rematou ao lado.

A falta de eficácia ia penalizando a equipa da casa mas, como diz o povo: “tantas vezes vai a cantarinha à fonte…” que aos 14 minutos o Vitória de Sernache conseguiu adiantar-se no marcador.

Uma reposição deficiente do guarda redes tunisino do Oleiros, Ayoub, permitiu a intromissão de Romário que atirou a contar. Estava desfeito o “nó górdio” e o jogo, até aí de sentido único, ganhava novos motivos de interesse.

Ricardo Nascimento felicita Romário, autor do golo do Sernache.

Passou a assistir-se a uma partida mais equilibrada, muito disputada sobre o meio campo, longe das balizas. As oportunidades de golo eram escassas mas um cruzamento da equipa da casa, aos 28 minutos, obrigou Ayoub a um enorme golpe de rins para recolher o esférico.

O choque inevitável com um adversário deixou os dois KO e obrigou à entrada de ambas as equipas sanitárias no terreno de jogo. Ambos recuperaram e permaneceram no jogo.
Foi preciso esperar dez minutos para se voltar a sentir a vibração nas bancadas.

Horto entrou na área contrária com a bola “colada” no pé e ensaiou o remate mas o esférico, na sua viagem para a baliza, foi intercetada por um defensor originando um pontapé de canto.

Atitude, sorte e eficácia foi receita para vitória.

Com o tempo regulamentar a esgotar-se um remate de Fábio Manhas terá sido desviado pelo braço dum defensor do Oleiros e saiu pela linha de fundo. Devido à curta distância e ao facto da volumetria não ter sido aumentada o juiz da partida, Flávio Jesus, optou por assinalar o pontapé de canto. Pouco depois apitou para o descanso.

O Sernache saiu na frente do marcador com toda a justiça e o resultado até podia ter outra expressão não fosse o desperdício de ocasiões. Ao Oleiros pedia-se outra atitude para inverter a tendência do jogo.

Pedia-se atitude guerreira aos jogadores visitantes.

Enquanto na equipa da casa Ricardo Nascimento deixava Daniel Martins no balneário por lesão, entrando Dárcio Santos para a defensiva obrigando a alguns acertos, o técnico Porto, do Oleiros, tinha de arriscar. E arriscou mesmo…

Com as entradas de Maurício Santos e Gabriel Ferreira as melhorias foram óbvias. A equipa visitante vinha disposta a inverter a marcha do marcador.

Resultado acertado ao intervalo.

Transfigurada para melhor a equipa, de Porto teve logo na bola de saída vários ensejos para remates resolvidos com dificuldade pela defensiva da casa. Estava feito o aviso.

Pouco depois um cruzamento “venenoso” do lado direito do ataque oleirense obrigou o guarda redes internacional angolano do Sernache, Carlos Fernandes, a desvio oportuno perante a ameaça de vários atacantes contrários.

Trabalho atento do guarda redes angolano.

Esperava-se uma resposta da equipa de Ricardo Nascimento e ela não demorou. Aos 49 minutos, Romário, um jogador em foco em toda a partida, surpreendeu com um remate expontâneo obrigando Ayoub a defesa atenta para canto.

Na conversão do quarto de círculo, batido forte para o primeiro poste, a bola sobrou para Romário que com forte disparo de fora da área teve nos pés o 2-0 mas o remate saiu um pouco por alto e a oportunidade gorou-se.

O jogo estava vivo e foi num ápice que se chegou aos 55 minutos de jogo, momento em que Romário chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento da direita. A defesa visitante resolveu e lançou o contra ataque obrigando o guarda redes Carlos a trabalho aturado.

Jogo emotivo em Cernache.

No minuto seguinte Yemi começou a fazer “prova de vida” e dizer que estava ali para ficar na história do jogo. Um remate fora da área obrigou Carlos Fernandes a defesa apertada, agarrando a dois tempos. Com a atitude positiva de ambos os conjuntos podia surgir novo golo em qualquer das balizas…

Aos 58 minutos, um cruzamento da direita, primorosamente executado por Romário, levou a bola ao segundo poste onde Fábio Manhas por pouco não acertou na baliza de Ayoub.
Não marcou o Sernache, haveria de marcar o Oleiros…

No contra golpe, um cruzamento da direita encontrou Yemi ao segundo poste, solto de marcação, e o nigeriano limitou-se a fazer a sua “obrigação”, empurrando para a baliza…

Yemi repôs a igualdade aos 59 minutos.

Com novo empate e meia hora para jogar, o desafio ganhava uma dimensão épica. Aos 65 minutos Fábio Manhas, apesar de carregado em falta, conseguiu cruzar para César Gomes que rematou ao lado. Pouco depois César Gomes quis retribuir e o cruzamento, muito puxado à trave, quase traía Ayoub.

Para o minuto 70 estava guardado o “golpe de teatro” que determinou o resultado final da partida. Uma rápida transição da equipa de Oleiros permitiu colocar vários jogadores na zona de tiro. Gabriel Ferreira arriscou e foi feliz. O jovem que havia sido lançado pelo técnico Porto ao intervalo garantiria assim os três pontos à sua equipa.

Gabriel Ferreira (à dtª) saltou do banco para dar a vitória ao Oleiros.

A equipa de Oleiros materializou com golos uma segunda parte muito bem conseguida.
Aos 73 minutos, através dum canto, batido de forma direta, obrigou o guarda redes Carlos Fernandes a defesa atenta.

Na resposta, no minuto seguinte, um livre direto para a equipa da casa levou Coutinho para a cobrança. O remate bem colocado obrigou Ayoub a defesa de elevado grau de dificuldade. Ayoub, aos 87 minutos, voltou a ser determinante ao opor-se com êxito a um chapéu bem medido de Romário.

Bom trabalho de Ayoub manchado com expulsão no final do jogo.

Entretanto o Oleiros ficava reduzido a dez unidades com a exclusão de Anderson Pereira por exibição do segundo cartão amarelo e respetivo vermelho.

Esgotado o tempo regulamentar o árbitro concedeu seis minutos a título de compensação.
No quarto deles uma falta dura sobre Edu, na linha limite da grande área, levou o árbitro a assinalar livre em cima da linha quando os apaniguados do Vitória reclamavam grande penalidade.

Romário, chamado à conversão, levou o esférico a esbarrar no “sítio onde dorme o mocho”. A interceção do poste com a trave, à esquerda de Ayoub, evitou nova igualdade mesmo ao cair do pano.

Árbitro da partida com nota positiva.

Pouco depois Flávio Jesus apitou pela última vez na partida selando a derrota caseira da equipa de Ricardo Nascimento. Vitória da equipa mais eficaz que também teve a felicidade do seu lado. O empate talvez fosse o resultado mais aceitável.

Arbitragem segura da equipa portuense liderada por Flávio Jesus que ainda expulsou Ayoub depois do jogo terminado. Deixou dúvidas o local da última falta que assinalou. De difícil avaliação, fica o benefício da dúvida. Nota positiva.

Ficha do Jogo:

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE:
Carlos Fernandes, Coutinho, Gilson Correia, José Areia, Daniel Martins (Dárcio Santos), César Gomes, Eduardo Souza, Agostinho Cá, Fábio Manhas, Horto (Edu) e Romário.
Suplentes não utilizados: Miguel Assunção, Usalifa Indi, Diogo Almeida, David Tex e Williams Jr.
Treinador: Ricardo Nascimento.

Grupo Desportivo Vitória de Sernache.

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS:
Ayoub, Diogo Rodrigues (Hugo Duque), Marco Santos, Vasco Coelho, Anderson Pereira, Valentine Akpey, Fernando Príncipe (Maurício Santos), Ruca (Gabriel Ferreira), Nuno Rocha, Batistuta (Lhane Nhaga) e Yemi (Beni).
Suplentes não utilizados: Joel Sousa e Diogo Nascimento.
Treinador: Porto.

Associação Recreativa e Cultural de Oleiros.

GOLOS: Romário (V.Sernache), Yemi e Gabriel Ferreira (ARC Oleiros)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Flávio Jesus, Miguel Martins, Renato Monteiro (AF Porto)

Equipa de Arbitragem: Flávio Jesus, Miguel Martins, Renato Monteiro (AF Porto) com os capitães.

DISCIPLINA
Cartão amarelo: José Areias (V.Sernache), Anderson Pereira e Maurício Santos (ARC Oleiros).
Cartão vermelho direto: Ayoub (ARC Oleiros)
Cartão vermelho por acumulação: Anderson Pereira (ARC Oleiros).

No final fomos ouvir ambos os técnicos:

RICARDO NASCIMENTO (V. Sernache)

Ricardo Nascimento, treinador do Sernache.Arquivo mediotejo.net.

PORTO (Oleiros)

Porto, treinador do ARC Oleiros.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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