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Sábado, Setembro 18, 2021

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Futebol | “Dragões” de Alferrarede sem argumentos para poderio do Alcanenense (C/fotos e audio)

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO DE ALFERRAREDE “OS DRAGÕES” 0 – ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE 7
Campeonato Distrital da 2ª Divisão da AFS – Série A – 4ª Jornada
Campo “CUF” – Alferrarede – 03-11-2019

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A história desta partida a contar para a 4ª Jornada do Campeonato Distrital da 2ª Divisão da Associação de Futebol de Santarém (Série A), pode resumir-se aos golos apontados pelo Alcanenense… e pouco mais, tal não foi a supremacia dos comandados de Pedro Gil.

Foi notória a diferença de realidades entre os dois clubes que lutam por objetivos diferentes.

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A resistência dos “Dragões” durou apenas 13 minutos, altura em que o poderoso capitão do Alcanenense, Faia, aproveitou da melhor maneira um cruzamento teleguiado de Sudesh que foi um autêntico quebra cabeças no lado direito do seu ataque. E não demorou muito mais para que a cena se repetisse, desta vez com outros protagonistas: quem cruza é Xico com o esférico a ir direitinho para a cabeça de Evandro que apontou o segundo golo da partida aos 16 minutos de jogo.

A história desta partida pode resumir-se aos golos apontados pelo Alcanenense… e pouco mais.

O Alferrarede não conseguia respirar e à passagem do minuto 20, aproveitando um ressalto de bola na entrada da área, foi a vez de Soma ampliar a vantagem para os homens de Alcanena, fazendo o 0-3. A formação da casa apenas conseguiu a sua primeira investida aos 21 minutos quando Tiago se abeirou do último reduto dos visitantes sem, contudo, causar perigo de maior.

Do outro lado, o Alcanenese só não ampliou mais a vantagem porque ao minuto 32 Fininho (ainda de longe e em arco) acertou em cheio no travessão da baliza de Flávio.

O Alferrarede não conseguia respirar e raramente conseguia subir no terreno.

Mas foi Tiago que ao minuto 33 teve nos pés aquela que foi a melhor oportunidade da equipa de Bruno Duarte em toda a primeira metade de jogo. Completamente isolado e soltando-se da marcação do último defesa do Alcanena, só com o guardião Antony pela frente, deslumbrou-se demasiado perdendo a oportunidade. Ainda atirou em direção à baliza, mas de tal forma que o esférico passou para a linha de fundo, a rasar o poste direito da baliza alcanenense. Foi mesmo a grande chance dos locais poderem reduzir e ganharem algum ânimo para o que ainda havia para jogar.

O atleta Tiago parecia um dos mais inconformados do conjunto de Alferrarede.

Tirando este lance, o jogo tinha sentido único com a “via verde” do Alferrarede completamente disponível. Aos 37 minutos, Soma de longe tentou mais uma vez a sua sorte, mas desta feita com a bola a passar muito por cima da baliza verde e branca. O jogo chegou ao intervalo com os visitantes a vencerem por três bolas a zero, resultado até um pouco lisonjeiro dado o seu caudal ofensivo e a dificuldade que o Alferrarede tinha para suster as constantes investidas adversárias, cujos jogadores pareciam ter soluções (e pulmões) para tudo e mais alguma coisa.

A segunda metade do jogo foi “mais do mesmo” e só dava Alcanenense.

A segunda metade foi “mais do mesmo” com o Alcanenense a jogar a seu belo prazer e o seu meio terreno quase que se podia alugar já que poucas eram as vezes que os “Dragões” o pisavam. E não foi mesmo preciso esperar muito para que a vantagem recomeçasse a se avolumar.

Marcava o minuto 53 e surgia o 0-4 através de uma bonita jogada de entendimento entre sectores, com Gui a finalizar. Um bom remate que não deu qualquer hipótese a Flávio que até ia fazendo o que podia para evitar males maiores pois ainda realizou um bom punhado de vistosas defesas ao longo da partida.

Sempre em ritmo a mais para os da casa, os atletas de Alcanena nunca deram tréguas.

Tiago, atacante do Alferrarede, parecia um dos mais inconformados e ao minuto 60 conseguiu chegar perto da baliza contrária, mas chutou muito por cima, gorando-se uma das poucas “visitas” dos da casa à pequena área contrária. Não aproveitaram os locais, faturaram os visitantes.

Com 62 minutos de jogo, subindo na lateral a toda a velocidade, Nelson (acabado de entrar) cruzou na perfeição para o remate fatal de Soma que, dessa forma, bisou na partida, fazendo a mão cheia de golos para a sua equipa.

Jogada após jogada, O Atlético Clube Alcanenese ia aumentando a vantagem no marcador.

Mas as coisas não ficavam por aqui e, aos 69 minutos de jogo, foi a vez de Sudesh assinar a ficha de jogo com um bom remate, certeiro e fora do alcance do guardião local. O Alcanenense dominava a toda a linha e não acabou a partida sem fazer o sétimo que surgiu no último minuto do tempo regulamentar por Gonçalves, também ele saído do banco para fechar a contagem. Derrota pesada do Alferrarede que mostrou bastantes debilidades perante um adversário muito mais poderoso, com mais soluções e com outros objetivos no presente campeonato.

O Alcanenense já vai com 22 golos marcados e sem saber o que é sofrer golos neste campeonato (com apenas quatro jornadas cumpridas). Começa a ser difícil marcar a esta equipa. Quem o conseguirá?

Derrota pesada do Alferrarede que mostrou bastantes debilidades perante um adversário muito mais poderoso.

FICHA DO JOGO:

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO DE ALFERRAREDE “OS DRAGÕES”:
Flávio, Afonso, Rodrigo, Pinheiro, Miguel Cabaço, Bernardo, Diogo, Dante (cap.), Gonçalo Leitão, Belchior e Tiago.
Suplentes: Edgar, David, Nuno, Tozé.
Treinador: Bruno Duarte.

Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões”.

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE:
Antony, Xico, Ivandro, Faia (cap.), Fininho, Soma, Gui, Anderson, Sudesh, Guilherme e Buba.
Suplentes: Zé Miguel, Mário, Peu, Nelson, Tiago Vieira, Pardal e Gonçalves.
Treinador: Pedro Gil.

Atlético Clube Alcanenense.

GOLOS: Faia, Evandro, Soma (2), Gui, Sudesh e Gonçalves (A. C. Alcanenense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
César Soares, Rafael Duarte e Roxana Dobie.

Capitães das duas equipas, ladeados pelo trio de arbitragem.

Como habitualmente no final dos encontros, fomos ao encontro dos treinadores das duas formações:

Bruno Duarte, treinador do Alferrarede.

 

Treinador do Alcanenense, Pedro Gil.

 

 

 

 

 

 

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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