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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Futebol | Do banco do Sertanense saltou a solução para empate tão justo quanto sofrido (c/fotos e audio)

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE  1  –  FUTEBOL CLUBE DE OLIVEIRA DO HOSPITAL  1
Campeonato de Portugal/Série C/3ªjornada
Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos
Sertã
26-08-2018

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Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos foi palco de jogo competitivo.

Num final de tarde muito quente as bancadas do Campo de Jogos da Sertã apresentaram-se compostas para mais um jogo do Campeonato de Portugal. Cedo se percebeu que a estatura dos jogadores visitantes iria ser um forte obstáculo para a equipa sertaginense.

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João Manuel Pinto, treinador do Sertanense, dá preferência ao futebol atacante, com alas muito rápidos e com cruzamentos para as unidades mais avançadas. Do outro lado estava o jovem técnico Miguel Valência a tentar contrariar esta estratégia com muita segurança defensiva e linhas muito recuadas sempre à espreita de uma oportunidade para o contra golpe.

Muita luta pela posse da bola.

Ainda em fase de estudo mútuo, aos nove minutos, o Sertanense beneficiou de um livre direto e Kevin obrigou o guarda redes Nando a uma enorme defesa. Nando viria a cotar-se como o “homem do jogo” com um punhado de defesas de alto quilate.

O minuto 13 viria a revelar-se fatídico para as aspirações da equipa da casa. Na resposta a equipa que viajou de Oliveira do Hospital ganhou um canto que Rafa viria a defender, cedendo novo canto. Na conversão, ao primeiro poste, apareceu Tiago Dias que, com um toque subtil, bateu Rafa inaugurando o marcador.

A equipa da casa cedo se viu obrigada a correr atrás do prejuízo. Os seus alas, bem marcados, tinham dificuldade de progressão e nem as trocas constantes de lado de Davou e Pereirinha surtiam efeito. Obrigados a jogar pelo interior eram presa fácil para os fortíssimos médios e defesas da equipa azul e branca.

O Sertanense começou a procurar o remate de longe. Primeiro, aos 24 minutos por Luís Gaspar para fora e no minuto seguinte por Hugo Barbosa para defesa de Nando.

Guarda redes Nando foi um jogador em destaque.

O Sertanense tinha mais bola, estava mais atacante mas os lances de perigo escasseavam junto das balizas. A dez minutos do intervalo o Oliveira do Hospital começou a sacudir a pressão e a equilibrar a partida.

David Brás disputa lance aéreo com Bruno.

Beneficiou duma sequência de cantos que nada trouxe de novo. Já em tempo de descontos Gedson, num centro remate, por pouco não enganou Rafa. A bola ganhou altura e saiu pela linha de fundo.

O descanso chegou com uma sensação de injustiça para os da casa pela ineficácia apresentada. Os visitantes souberam aproveitar e a vitória assentava-lhe bem.

Gedson deu muito trabalho à defensiva da casa.

Após o intervalo o treinador da equipa da casa lançou no jogo, duma assentada, Sócrates e Cláudio que viriam a ser decisivos na expressão final do marcador.
Com uma frente de ataque renovada o Sertanense tornou-se mais incisivo e aos 52 minutos, num livre direto, obrigou Nando a enorme defesa.

Luís Dias conduz o esférico com oposição de Beato.

Dois minutos depois foi Tito a por à prova o guarda redes. Incorporado várias vezes no seu ataque, Tito estava disposto a resolver a contenda a favor da sua equipa. Aos 56 minutos um novo remate de longe não levou o melhor destino e perdeu-se pela linha de fundo.

Estava melhor o Sertanense e aos 65 minutos Batista foi até à linha de fundo, cruzou para o coração da área onde Cláudio com um gesto soberbo, de calcanhar, bateu Nando e repôs a igualdade no marcador. Um grande golo!!!

Golo de calcanhar de Cláudio empatou a partida.

À passagem da meia hora na segunda parte Cláudio, galvanizado pelo golo, assumiu protagonismo ao receber o esférico à entrada da área, dominando e rematando fraco para defesa fácil de Nando.

Sócrates, aos 83 minutos, ganhou a linha de fundo, cruzou com boa conta e o inevitável Cláudio cabeceou para a defesa da tarde de Nando.

Sócrates refrescou a ala direita do Sertanense.

Com o tempo esgotado o árbitro Paulo Raposo concedeu mais quatro minutos para jogar.
No segundo desses minutos o Oliveira do Hospital beneficiou de um canto mas Gedson cabeceou por cima.

Em jeito de resposta, mesmo com o tempo esgotado, os alvi-negros viram um livre batido por João Jesus não levar a melhor direção e o árbitro indicou o caminho dos balneários.
Jogo agradável de seguir, com entradas bem rijas, competitivo. Resultado justo pelo labor de ambos os conjuntos.

Paulo Raposo, muito bem auxiliado, tentou conduzir o jogo sem amostragem de cartolinas. O jogadores foram aos limites do aceitável e obrigaram o juiz a alterar o critério disciplinar. Tecnicamente sem reparos de monta. Trabalho muito positivo.

Cláudio fixou o resultado final.

FICHA DO JOGO

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Rafa, Tito, João Jesus, Tiago Correia, Bruno, Kevin, Pereirinha (Sócrates), Batista (Luís Dias), Luís Gaspar (Cláudio), Davou e Hugo Barbosa.
Suplentes não utilizados: Daniel, Rojas, Vladimir e Yáýá.
Treinador: João Manuel Pinto.

Sertanense Futebol Clube.

FUTEBOL CLUBE DE OLIVEIRA DO HOSPITAL:
Nando, Beato, Tiago Dias, Brás (Tidjane), Gedson, Diogo Brito, Freitas, Fred (Luís Pedro), Ariano, Romário e Barreto (Kristian).
Suplentes não utilizados: João Alves, Wanderson, Dany Pinto e Zé Francisco.
Treinador: Miguel Valência.

Futebol Clube de Oliveira do Hospital.

GOLOS: Cláudio (Sertanense) e Tiago Dias (Ol.Hospital).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Paulo Raposo, Pedro Freire e Adelino Crespo (AF Santarém).

Equipa de arbitragem: Paulo Raposo, Adelino Crespo e Pedro Freire com os capitães.

DISCIPLINA
Cartão amarelo: Rafa (Sertanense); Gedson, Ariano e Barreto (Ol.Hospital).

Em conferência de imprensa, ambos os técnicos falaram do jogo:

João Manuel Pinto- Treinador do Sertanense.

Miguel Valença-Treinador Ol.Hospital.

*Com David Belém Pereira (fotos).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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