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FUTEBOL: “Dez minutos à Mação” garantem três pontos em Ourém (com áudio)

20 de dezembro de 2015, 15 horas, Ourém

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Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Seniores da Associação de Futebol de Santarém

Clube Atlético Ouriense 2 – Associação Desportiva de Mação 4

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No campo da caridade em Ourém encontravam-se duas equipas separadas por dois pontos na classificação e com valor para ocupar outros lugares na tabela classificativa. Boa moldura humana, maioritariamente de Ourém, mas onde também foi audível o apoio à equipa de Mação.

Entrada forte da equipa de Mação, que desde o primeiro minuto se instalou no meio campo adversário, utilizando a maior posse de bola e fazendo-a circular de pé para pé ou com constantes variações de flancos, para chegar com mais perigo à área ouriense. Notou-se também que os comandados de Paulo Costa tinham a lição bem estudada, em particular as saídas para o ataque do adversário, pois conseguiam à entrada do seu meio campo cortar qualquer intento aos homens de Ourém. O prémio desse trabalho surgiu aos 10 minutos, quando Bruno Lemos (o homem por quem passa todo o jogo) interceta uma bola à saída do circulo central, ao setor defensivo do Ouriense, quando este tentava sair em ataque organizado, e vendo Stephane adiantado, faz um chapéu com toda a conta, peso e medida, inaugurando o marcador. Já antes tinha avisado na marcação de um livre direto, em que a bola ia para entrar ao canto superior direito da baliza do Ouriense, mas Stephane com a defesa da tarde negou os intentos do criativo de Mação.

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Excelente intervenção de Stephane a negar a Bruno Lemos o que mais tarde seria incapaz, o golo.

O golo sofrido intranquilizou ainda mais a equipa da casa, e mesmo as constantes indicações de Marco Ramos (não parou um segundo na primeira parte), não conseguiam pôr ordem na casa, pois o Mação com um meio campo muito certinho, ia continuando a controlar as operações. Ao minuto 25, Persi, numa jogada a papel químico da do primeiro golo, só não dilata a vantagem porque o chapéu não foi perfeito.

À passagem da meia-hora, o Ouriense pareceu dar mostras de querer acordar para o jogo, equilibrou as operações e começou a chegar à área de Mação, até aí o lance mais perigoso tinha sido um atraso de um defesa para Mário Lopes, tendo este deixado a bola rolar mais que a conta, parecendo ir deixá-la escapar. Este despertar de Ourém podia ter sido premiado com o empate, ainda antes do intervalo, quando Toni ao segundo poste e a 1 metro da linha de golo, livre de marcação após um cruzamento para área maçaense, cabeceia ao lado. Pouco depois Nelson Andrade mandava tudo para o merecido descanso, com um certo 1-0 no marcador.

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Toni cabeceia ao lado na melhor oportunidade do Ouriense na primeira parte.

Na segunda parte, novos dez minutos avassaladores da equipa da “Catedral do Presunto”, marcando três golos. Aos 3 minutos, na marcação de uma grande penalidade, Persi faz o 2-0. Ao minuto 6, Persi aproveitando uma falha da defensiva de Ourém, onde Stephane para tentar emendar o erro vem até meio do seu meio campo, mas Persi chega primeiro à bola, dribla o guarda-redes do Ouriense e depois só tem que conduzir o esférico para a baliza deserta. E ao minuto 8, Marcos Patrício (jogou no lugar de Sidy que foi para o Senegal, não havendo ainda previsão para o seu regresso), no meio “de um cacho” de jogadores, aproveita uma bola que ninguém quis chutar e empurra para o 4-0 (foto de capa).

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Persi converte de forma superior a grande penalidade que dá o 2-0 à ADM

Pelo que o jogo tinha mostrado até então, parecia que o resto do jogo iria ser mais do mesmo, o que é certo é que não foi nada disso que aconteceu. Paulo Costa, com 4-0 e tentando preservar Saul (que vem de lesão e não tem estado nas melhores condições), retira a referência defensiva de Mação e o que é certo é que a equipa abanou, juntando a isto foi nesta altura que os homens de Mação decidiram relaxar e também as alterações efectuadas por Marco Ramos ao intervalo começaram a dar frutos, entradas de Capão (maior presença na área) e Rafael Matias (mais dinamismo no meio campo).

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Os centrais ourienses marcaram os golos da sua equipa. Micka (em primeiro plano) foi o espelho do coração do CAO.

A equipa de Mação deixou de chegar mais vezes à área contrária, passando a ser o Ouriense a equipa mais perigosa sobre o relvado, tendo algum ascendente no jogo. Por duas vezes se gritou golo, mas primeiro a barra e depois o poste da baliza de Mário Lopes (muito intranquilo ao longo dos noventa minutos), não deixaram que isso acontecesse. Aos 70 minutos de jogo, Mário Wilson é o último a tocar na bola, numa jogada com muitas carambolas dentro da área de Mação, reduzindo para três golos a desvantagem do Ouriense. Cinco minutos depois, uma bola aliviada para a frente da área de Mação, dá a hipótese de Dino aplicar o seu forte remate e na viagem a bola bate em Micka, muda a trajectória e vai para o fundo das redes maçaenses. Com 15 minutos para jogar, a crença do Ouriense aumentou, tentaram carregar no acelerador, mas foi mais com o coração do que com a cabeça, tendo Mação puxado da sua maior maturidade e experiência para controlar os ritmos do jogo, fazendo também uma normal (nestas situações) gestão do tempo de jogo. Destaque nesta altura para Gonçalo Lele, que assumiu o controlo da defensiva de Mação, tendo estado num excelente plano. O jogo partiu-se e ai, mesmo que poucos, os lances foram aparecendo junto das duas balizas, mas sem haver alteração do marcador.

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Gonçalo Lele foi determinante no melhor período do Ouriense, ao comandar a defesa de Mação.

O Mação venceu justamente um jogo que dominou na primeira parte e aos 4-0 parecia que ia ser um passeio até final, mas a irreverência e um grande coração dos jovens de Ourém (Micka foi o espelho disso mesmo) fizeram-no ainda ter que arregaçar as mangas e trabalhar muito para não sofrer nenhum dissabor. Vitória justa, embora a margem mínima espelhasse melhor o que se passou durante os noventa minutos.

O trio de arbitragem não teve uma tarde fácil, os jogadores não facilitaram, devido à sua entrega e empenho, e o público também não. Tiago Ribeiro, auxiliar do lado contrário aos bancos, foi bastante contestado por ambas as equipas, no ajuizar dos fora de jogo. Nelson Andrade no capítulo disciplinar esteve globalmente bem. Apontamos-lhe alguns erros de análise de faltas, pois em lances semelhantes, uns sancionava e outros não, mas em nossa análise o maior erro prendeu-se com o lance da grande penalidade. Do ângulo onde estamos (benefício da dúvida seja dado), e embora o jogador de Ourém tenha os braços levantados acima da cabeça, parece-nos que a bola bate-lhe no peito e não no braço.

Última nota para o comportamento de duas ou três pessoas do público, com comentários menos próprios e discriminatórios (desde o inicio da partida) para com o árbitro da partida.

Ficha do jogo:

Campo da Caridade

Árbitros: Nelson Andrade, João Veríssimo e Tiago Ribeiro

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O jovem trio de arbitragem não teve uma tarde fácil em Ourém.

CA Ouriense

Stephane, Jota, Micka, Mário Wilson, Toni (Palheta), Pedro Ruas (Capão), Dino, Dioguinho (Rafael Matias), Vasco Pontes, Zim e Patrick

Suplentes: Rafa, Capão, Pedro Gordo, PP, Palheta, Rafael Matias e Zuca

Treinador: Marco Ramos

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Clube Atlético Ouriense

AD Mação

Mário Lopes, Diogo Rocha, Gonçalo Lele, Saul (Bernardo), João Vitor, Ducho, Luís Esteves, Pita, Bruno Lemos (Rodrigo), Persi e Marcos Patrício (Pedro Louro)

Suplentes: João Rosa, Bernardo, Jorge Cascalho, Rodrigo, Leonardo, Pedro Louro e Rui Sousa

Treinador: Paulo Costa

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Associação Desportiva de Mação

Marcadores: Mário Wilson e Micka; Bruno Lemos, Persi(2) e Marcos Patrício

A opinião dos treinadores:

Marco Ramos (Ouriense)

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Marco Ramos

Paulo Costa (Mação)

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Paulo Costa

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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