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Sábado, Maio 8, 2021

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Futebol de formação | Parceria entre AFS e autarquias garante testes gratuitos aos clubes

A Associação de Futebol de Santarém já estabeleceu parcerias com as Câmaras Municipais de Abrantes, Alcanena, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Coruche, Entroncamento, Ourém, Rio Maior, Santarém e Tomar para que todos os atletas da formação inscritos nos clubes desses concelhos possam fazer testes covid-19 antes do regresso à atividade. Os treinos da formação dos desportos de médio risco voltam esta segunda-feira, dia 19 de abril, sendo que as equipas seniores estão dispensadas desta obrigatoriedade de testes de despiste.

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A Direção-Geral da Saúde determinou a obrigatoriedade da realização de um teste à covid-19 antes do regresso às atividades desportivas dos escalões de formação. Para satisfazer esta obrigatoriedade, autarquias e associação juntaram esforços para, sem custos para os clubes, garantir a segurança e os requisitos para a retoma depois de um ano de paragem devido à pandemia, deu conta ao mediotejo.net Francisco Jerónimo, presidente da AFS.

ÁUDIO: FRANCISCO JERÓNIMO, PRESIDENTE AF SANTARÉM:

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Em comunicado, Francisco Jerónimo agradeceu a colaboração dos vários autarcas que já assinaram o protocolo de colaboração, começando pelo presidente da CM Almeirim, Pedro Ribeiro: “Uma vez mais o Presidente da Câmara de Almeirim mostrou abertura, recetividade e grande capacidade para nos ajudar a resolver esta questão. Quero agradecer-lhe publicamente e, sinceramente, acredito que vamos ter noutros autarcas a mesma colaboração. As Câmaras e os órgãos de saúde locais têm sido os primeiros agentes para ajudar a controlar a pandemia e isso é da mais elementar justiça reconhecer.”

Pedro Ribeiro, por sua vez, citado na nota informativa, sublinha que “estamos sempre disponíveis para ações que possam ajudar a proteger as pessoas, neste caso os mais jovens. Estamos ainda disponíveis para colaborar com todas as outras modalidades. A prevenção é aquilo que podemos fazer de melhor nas atuais circunstâncias.”

Já Luís Albuquerque, pela Câmara de Ourém, disse que “é muito importante o regresso do desporto em geral porque os jovens estão a sentir muito esta paragem. Por outro lado, os clubes também estão a passar por muitas dificuldades e nós queremos, uma vez mais, ter a melhor colaboração com os clubes”.

Francisco Oliveira, autarca de Coruche, considera que “é fundamental nesta retoma dar aos atletas, pais, clubes este sinal e é também fundamental para proteger a comunidade. No âmbito das nossas responsabilidades temos que nos juntar à Associação para estender a proteção de todos”.

Também Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, admite que é uma medida muito importante porque esta é a forma de garantir que os jovens regressem com mais segurança à prática desportiva, em particular no futebol. “É com parcerias e cumprir esta função que conseguimos mais segurança para os nossos atletas”, afirmou, citado na mesma nota.

Ricardo Gonçalves, autarca de Santarém, por sai vez, disse que esta parceria “é muito importante, porque vai permitir o que todos ansiávamos: o regresso do desporto. A Câmara Municipal de Santarém vai também alargar a todas as modalidades”, anunciou. O autarca escalabitano disse ainda esperar “que não se tenham perdido muitos atletas” e que “não existam retrocessos no desconfinamento”.

Para Luís Santana Dias, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, esta retoma deve ser feita com a máxima segurança e esta ação vai contribuir decisivamente para isso. “A Câmara e a Associação estão ambas do lado da solução e com testes céleres conseguimos garantir um regresso em segurança”.

Fernanda Asseiceira, autarca de Alcanena, também citada na nota informativa, aproveitou para felicitar a Associação de Futebol de Santarém por esta iniciativa. “Considero que é uma salvaguarda para as crianças e jovens”.

A Associação de Futebol de Santarém aguarda, entretanto, desenvolvimentos dos contactos dos restantes municípios nos próximos dias, deu conta Francisco Jerónimo.

Treinos da formação dos desportos de médio risco voltam esta segunda-feira

Os treinos dos escalões de formação das modalidades desportivas de médio risco voltarão a ser permitidos esta segunda-feira, após 13 meses de paragem global, no início da terceira fase do plano de desconfinamento em Portugal.

Depois do regresso da prática de desportos de baixo risco e da atividade física ao ar livre ou em ginásios e academias até quatro pessoas, em 05 de abril, o Conselho de Ministros decidiu prosseguir a estratégia de reabertura deste setor face à pandemia de covid-19.

No lote de novidades estão as principais modalidades coletivas, casos do andebol, basquetebol, futebol, futsal, hóquei em patins e voleibol, cujas divisões profissionais prosseguiram durante o segundo confinamento geral, em vigor desde 15 de janeiro.

Corfebol, futebol de praia, hóquei e hóquei em linha, polo aquático, aquatlon, hóquei subaquático e râguebi subaquático também voltarão ao ativo, tal como o râguebi em cadeira de rodas, que completará o leque de desportos para pessoas com deficiência.

A retoma dos escalões jovens começou a ser ensaiada no segundo semestre de 2020, quando a recém-criada orientação n.º 036/2020 da Direção-Geral da Saúde (DGS) impunha um distanciamento social de três metros em treinos sem horizonte competitivo.

Essa realidade foi descontinuada com a imposição da segunda vaga de confinamento e passou agora a contemplar a obrigatoriedade da realização de um teste laboratorial com resultado negativo ao novo coronavírus até 72 horas antes do início das atividades desportivas.

Em causa estão todos os praticantes jovens de modalidades rotuladas de médio e alto risco, numa extensão às equipas técnicas e demais intervenientes dependente de uma avaliação de risco e posterior decisão pelas federações, clubes e entidades promotoras.

A atualização da norma da DGS obriga a esforços logísticos acrescidos, que múltiplos organismos têm estado empenhados em tentar simplificar, ao disponibilizarem-se para custear a aquisição dos testes rápidos de pesquisa de antigénios ou PCR necessários.

É o caso das federações das principais modalidades de pavilhão e de várias associações de futebol – em determinados casos com o apoio das autarquias -, perante a fragilidade financeira do tecido desportivo nacional, com inúmeros clubes a lutar pela sobrevivência.

O processo direciona para os clubes a execução da testagem, sempre efetuada por um profissional de saúde e em consonância com o respetivo número de atletas federados, sendo que um resultado positivo obriga à realização de um PCR nas 48 horas seguintes.

No caso de algumas associações de futebol, a isenção ou redução do pagamento de taxas de inscrição e seguros incita a uma eventual retoma competitiva na quarta fase de desconfinamento, a partir de 03 de maio, a par dos desportos de alto risco de contágio.

A solidariedade de diversos agentes foi saudada na sexta-feira pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, que revelou ter recebido “muitas mensagens de pais e famílias desejosas que os seus mais novos recomecem a sua prática desportiva”.

“São dezenas de milhares de crianças e jovens que não competem ou treinam de forma livre há um ano. Os escalões de formação não terminaram a época desportiva passada e não iniciaram esta em curso. A oportunidade que se abre a todos é muito relevante”, destacou João Paulo Rebelo, à margem dos Europeus de judo, a decorrerem em Lisboa.

A expectativa é minimizar os danos da pandemia na formação, que, apesar de se ter reinventado à distância, reteve apenas 89.792 atletas dos quase 252.704 inscritos nas federações de andebol, basquetebol, futebol, hóquei em patins e voleibol em 2019/20.

O regresso do desporto de base das modalidades de médio risco, que “não permitem o distanciamento entre atletas, ainda que não impliquem contacto face a face”, dá-se em simultâneo com a retoma nacional do ensino presencial nos níveis secundário e superior.

Em função da evolução pandémica favorável, o Governo tenciona também expandir a partir de segunda-feira a atividade física ao ar livre até grupos de seis pessoas e manter os ginásios sem aulas de grupo em quase todos concelhos do território continental.

Exceções são Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela, todos com uma taxa de incidência superior a 120 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, que continuarão a respeitar a atual fase de desconfinamento.

Já Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior, caracterizados por uma incidência acima dos 240 casos por 100.000 habitantes, irão ​​​​​​​regredir para a etapa inaugural, estando proibidas as modalidades de baixo risco e limitada a atividade física ao ar livre a título individual.

Apesar da reabertura da generalidade dos setores a três velocidades, o Governo continua a defender a ausência de público nos recintos, medida decretada desde março de 2020, quando Portugal enfrentou o primeiro confinamento geral e todo o desporto foi suspenso.

“É evidente que, antes da próxima época, seguramente não haverá adeptos nos estádios. É uma questão que está resolvida e clara”, declarou o primeiro-ministro António Costa na quinta-feira, logo após a avaliação da situação pandémica em Conselho de Ministros.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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