Futebol | Coruchense vence em Abrantes com reviravolta na segunda parte (C/ fotos e áudio)

Partida com bastante "sal e pimenta" do primeiro ao último minuto com os protagonistas a jogarem à bola… e não só.

SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE” 2
Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFS – 9ª jornada
Estádio Municipal de Abrantes
10-11-2019

Tarde bastante cinzenta com alguns pingos de chuva a visitarem o Municipal de Abrantes, num cenário a contrastar com o jogo, pois o mesmo foi tudo menos acinzentado. Aliás, teve bastante “sal e pimenta” do primeiro ao último minuto com os protagonistas a jogarem à bola… e não só.

Jogo equilibrado que poderia pender para qualquer dos conjuntos.

Logo após o apito inicial de Rui Cabeleira, “O Coruchense” mostrou ao que vinha, a ameaçar a baliza abrantina logo no primeiro minuto com Ganso a atirar por cima da baliza encarnada após marcação de livre direto. Dois minutos depois, na sequência de uma pontapé de canto marcado à maneira curta, foi Bolinhas a tentar a sua sorte, num pontapé forte e cruzado com a bola a passar não muito distante do travessão.

Joel Dias, guardião de Coruche, foi um dos melhores em campo.

Quando o relógio assinalava o minuto sete, o Abrantes e Benfica dispôs de um pontapé livre ainda um pouco distante do último reduto adversário e ligeiramente descaído para o lado direito do seu ataque. Rui Sousa, aponta rasteiro e muito ao lado, mas Zé Pedro acreditou e foi buscar o esférico junto à linha de fundo.

O guardião de “O Coruchense” sai a seus pés e Rui Cabeleira não teve dúvidas e assinalou o respectivo castigo máximo, superiormente convertido por Diogo Barrocas. O Sport Abrantes e Benfica adiantava-se no marcador logo nos primeiros minutos da partida.

Golo de Diogo Barrocas não chegou para o Abrantes e Benfica ficar com os três pontos.

Mas os locais não puderam usufruir da vantagem, uma vez que a equipa visitante voltou “à carga”, através de Ganso que obrigou Joel Dias a se aprumar e a aliviar para a linha de fundo. Por esta ocasião, as melhores oportunidades do jogo eram todas saídas de lances de bola parada.

Após esta investida dos forasteiros, foi o Abrantes e Benfica a beneficiar de um livre que Duarte Basílio converte diretamente para as mão do guarda-redes de Coruche. Após alguns minutos em que a partida se disputava num vai e vem de ataques de ambos os conjuntos, entrou-se numa toada mais calma com o jogo a se repartir pelo centro do terreno até que surgiu o minuto 29 com a dupla do ataque benfiquista a se entenderem bem.

Jogada quase perfeita com Marcos Patrício a desmarcar Hélio Ocante no lado direito do ataque encarnado com este a rematar forte e cruzado. A bola acaba por sair pela linha final, passando a milímetros do poste direito da baliza à guarda de Joel Dias (o de Coruche – a curiosidade dos dois donos das balizas terem o mesmo nome e apelido ficou como nota de reportagem). Quatro minutos depois, a mesma dupla combina novamente com o esférico a sobrar para Rui Sousa que remata por cima do travessão.

Hélio Ocante foi dos que mais tentou chegar ao golo.

O Sport Abrantes e Benfica criava situações de golo eminente, mas era evidente a ineficácia na hora de “picar o ponto”. Aos 37 do primeiro tempo, é José Pedro que “descobre” novamente Marcos Patrício que se consegue isolar e, apenas com o guardião contrário pela frente, atrapalha-se com a bola permitindo a recuperação por parte de um defesa contrário.

Mais uma excelente ocasião desperdiçada para os locais que teria o sua útima chance da primeira metade por Diogo Mateus que tentou de longe, mas sem sucesso. A contenda ia para intervalo com o Sport Abrantes e Benfica a vencer pela margem mínima pese embora tivesse tido várias oportunidades para ampliar o marcador.

“O Coruchense” fazia valer a sua qualidade no jogo aéreo, sempre muito perigoso em lances de bola parada ou lançamentos de linha lateral que, repostos por João Victor (chamado a jogo ao minuto 16 a render Gamito que saiu com lesão grave) mais pareciam pontapés de canto para o interior da área encarnada.

O Sport Abrantes e Benfica criava situações de golo eminente, mas era evidente a ineficácia na hora de “picar o ponto”.

Após o descanso, o jogo mudou de cariz, com a formação de Coruche a procurar ir em busca do “prejuízo” e, logo aos 4 minutos após o reinicio, Rui Bento cruza para a zona frontal da baliza dos locais e ganso, ligeiramente atrasado, falhou uma clara ocasião para o empate. O Abrantes e Benfica tentou sacudir a pressão dos visitantes, mas este começavam a dar mostras de querer inverter a situação.

Ao minuto 54 de jogo, Diogo Mateus vê o primeiro cartão amarelo da partida e, no seguimento do respetivo livre, o capitão coruchense Joel remata com a defesa benfiquista (em bloco) a conseguir aliviar para longe.

Até que surge o primeiro grande “caso” do jogo à passagem do minuto 58. Jogada estudada no ataque dos locais com Duarte Basílio a apontar um livre para o coração da área visitante. Após bela combinação, a bola sobra para Diogo Barrocas que, já junto à linha de fundo, ganha posição ao seu adversário direto, mas cai na área num lance que passou em claro ao trio de arbitragem, mas que parece ter sido merecedor de marcação de grande penalidade. Bem contestaram os encarnados, mas Rui Cabeleira nada assinalou e mandou seguir jogo.

Através de lances de bola parada, os homens de Coruche criavam perigo junto das redes encarnadas.

Tudo poderia ter mudar nesta ocasião e (por coincidência ou não) os jogadores do Sport Abrantes e Benfica começaram a perder algum do discernimento que tiveram até então, permitindo que o conjunto de Coruche pudesse pensar que era possível chegar pelo menos ao empate. Os locais ainda dispuseram de nova ocasião por Hélio Ocante que obrigou o guardião adversário a vistosa defesa.

Após este lance, o técnico Tó-Pê opera uma substituição que acabria por definir o que se passaria no resto da partida. A saída de Ganso para a entrada de Benavente, veio dar ainda mais velocidade ao ataque visitante e, com 66 minutos de jogo, “O Coruchense” beneficia de um pontapé livre frontal à baliza do guardião Joel Dias (o de Abrantes) com este a não facilitar e a socar a bola por cima do travessão da sua baliza.

Na sequência do pontapé de canto apontado por Letras (que já havia apontado o livre direto), nas alturas e de cabeça, Rodrigo empata a partida numa fase em que tal já se antevia. O jogo estava bom com as duas equipas a procurarem a vitória que garantisse os três apetecidos pontos para o seu pecúlio e o Abrantes e Benfica abeirou-se da baliza contrária uma vez mais ao minuto 72.

Mais um livre que Duarte Basílio apontou cisgado à baliza, com Marcos Patrício a cabecear e a obrigar a nova intervenção de qualidade do guardião coruchense. à passagem da meia hora do segundo tempo, é Diogo barrocas que responde um tudo nada atrasado a bom cruzamento de Marcos Patrício. Mais três minutos passaram e foi a vez de Hélio Ocante colocar novamente o guardião contrário a se aplicar, ele que se mostrou um dos melhores na partida.

“O Coruchense” acreditou até ao fim que podia ser feliz em Abrantes.

Mas terminavam aqui as chances para o Sport Abrantes e Benfica chegar à vantagem e com o surgimento do segundo “caso” da partida: Marcos Patrício perde na corrida com Véstia e, na impossibilidade de acompanhar o jogador adversário, carrega-o em falta por trás, ficando a pedir-se cartão vermelho para o jogador dos locais, mas Rui Cabeleira ficou-se pelo amarelo (a falta foi dura, é um facto).

Mas o jogo prosseguiu, e o próprio Véstia dá o aviso de que algo poderia mudar, com um remate a testar a defensiva contrária. Não foi ele, mas foi Bolinhas à entrada dos últimos cinco minutos do tempo regulamentar.

Um belo remate deferido do meio da rua, junto ao bico da área do lado esquerdo da forma como atacava “O Coruchense” e sem qualquer hipótese para o guardião encarnado que ainda voou mas sem sucesso. Os visitantes davam a volta ao marcador à lei da “bomba”. O jogo terminou com a equipa de Coruche por cima beneficiando de algum desacreditar dos locais. Paulo “Séninho” ainda procedeu a duas alterações já sobre o final da partida que nada alteraram.

O jogo terminou com a equipa de Coruche por cima beneficiando de algum desacreditar dos locais.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel Dias, Miguel Catarino, Toni (cap.), Duarte Basílio, Diogo Rocha, Diogo Mateus, Diogo Barrocas, Rui Sousa, José Pedro, Hélio Ocante e Marcos Patrício.
Suplentes: Canais, Miguel Domingos, Witsel, Pedro Damas, Manuel Victor, Rafael Silva e Will Intumbi.
Treinador: Paulo “Séninho”

Equipa titular do Sport Abrantes e Benfica.

SPORT LISBOA E CARTAXO:
Joel Dias, Gamito, Véstia, Luciano, Joel (cap.), Ganso, Rui Bento, Bolinhas, Igor, Conceição e Rodrigo.
Suplentes: Nicolau, Samuel, Letras, João Victor, Benavente, Pratas e Botelho.
Treinador: Tó-Pê.

Grupo Desportivo “O Coruchense” – onze inicial.

GOLOS: Diogo Barrocas (gp) (SAB); Rodrigo e Bolinhas (GD “O Coruchense”)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Rui Cabeleira, Rui Inácio e Tiago Duarte.

Rui Cabeleira e os seus auxiliares não tiveram uma tarde fácil.

“O Coruchense” levou os três pontos de Abrantes num jogo que teve duas partes distintas a que leva a pensar que o empate acabaria por ser o resultado mais adequado àquilo que se passou dentro das quatro linhas nos 90 (e mais alguns) minutos. O trio de arbitragem não teve uma tarde fácil, tendo sido bastante contestado por ambos os treinadores, conforme declarações à comunicação social presente no Estádio Municipal de Abrantes. Paulo “Séninho” e Tó-Pê fizeram a análise à partida:

Paulo “Séninho”, técnico do Sport Abrantes e Benfica.

 

Tó-Pê, treinador do G. D. “O Coruchense”.

 

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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