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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Contratação de jogadores estrangeiros leva dirigentes e empresários do Coruchense a Tribunal

O Tribunal de Santarém vai julgar o atual e o anterior presidentes do Grupo Desportivo Coruchense (GDC), o tesoureiro do clube e dois empresários por contratação de jogadores estrangeiros que se encontravam em situação irregular no país.

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No processo, consultado pela Lusa esta terça-feira, dia 18 de dezembro, o GDC, Ricardo Santos, presidente do clube entre maio de 2008 e julho de 2015, o seu sucessor, Dionísio Mendes (que presidiu entre 2001 e 2013 à Câmara Municipal de Coruche), o tesoureiro e diretor desportivo Carlos Neves e os empresários de jogadores de futebol Vasco Antão e Carlos Silva são acusados de angariação de mão de obra ilegal.

A acusação do Ministério Público, que teve origem numa inspeção realizada em setembro de 2015 pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante um treino no campo do GDC, afirma que Ricardo Santos e Carlos Neves conheceram o empresário de jogadores de futebol Vasco Antão e que os três “engendraram um plano” para trazer para Portugal jogadores estrangeiros e com isso obterem proveitos económicos, sem que tivessem diligenciado no sentido de obterem autorizações de residência ou visto de permanência válidos para esses cidadãos.

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Já em Coruche, os jogadores ficaram numa residência cedida por Carlos Neves e paga por Vasco Antão, suportando o clube a alimentação, sendo que alguns dos jogadores comiam numa instituição de solidariedade social, afirmando ainda o Ministério Público que, além de não ter sido regularizada a sua situação em Portugal, aqueles cidadãos também não recebiam uma remuneração fixa.

O processo refere em concreto seis cidadãos brasileiros, um dos quais não chegou a viajar para Portugal, sendo que apenas um deles, que foi inscrito na Federação Portuguesa de Futebol apesar de não ter visto, jogou no GDC, enquanto os outros integraram a União Desportiva do Sorraia.

Por outro lado, Dionísio Mendes, presidente do GDC desde julho de 2015, Carlos Neves, que se manteve como diretor desportivo e tesoureiro do clube, e o empresário de jogadores Carlos Silva são igualmente acusados de “engendraram um plano” para trazer para Portugal jogadores estrangeiros, a fim de conseguirem um passe para os mesmos jogarem noutras equipas, de diferentes ligas, e assim obterem proveitos económicos.

Em concreto, são apontados os casos de dois brasileiros, um senegalês, um guineense e um nigeriano.

Dionísio Mendes, Carlos Neves e o GDC pediram a abertura de instrução, tendo a juíza Magda Teixeira decidido, na passada sexta-feira, manter a pronúncia para julgamento de todos os arguidos.

A decisão instrutória refere a existência, em 2014 e 2015, de frequentes transferências monetárias entre os empresários e o GDC, tendo em conta as informações detetadas no exame pericial realizado ao computador de Carlos Neves.

A juíza nota a discrepância entre as referências a entregas de quantias significativas num clube de pequena dimensão e as afirmações feitas durante o debate instrutório de necessidade de os dirigentes colocarem dinheiro do “próprio bolso” e de as refeições serem servidas numa instituição de solidariedade alegadamente porque o clube não tinha dinheiro para pagar ao restaurante.

Refere ainda as declarações de alguns dos jogadores, sobre recebimento de verbas abaixo do acordado – num caso apenas 100 euros mensais, mais alojamento e comida -, e a afirmação do presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, durante o debate instrutório, de que a vinda de jogadores estrangeiros “é uma mina para os agentes”.

Agência de Notícias de Portugal

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