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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Claque Peste Negra promete apoio ao Sertanense e críticas à Federação

A claque Peste Negra promete ir apoiar o Sertanense a Coimbra, no jogo que vai opor esta quinta-feira a equipa da Sertã ao Benfica para a Taça de Portugal, mas o seu líder não esconde a desilusão pelo facto do jogo não se poder realizar no seu estádio estando a preparar uma coreografia com algumas mensagens de revolta e indignação para com a FPF.

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Um dos rostos mais visíveis no apoio ao Sertanense a partir das bancadas é Luís Carvalho, 21 anos, Estudante de Engenharia Eletrotécnica e Computadores na Universidade de Coimbra, sendo ele o líder da claque desde a sua formação, durante a época 2012/2013.

Claque promete apoio ao Sertanense em Coimbra, frente ao Benfica. Foto: DR

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Questionado sobre a claque que lidera e o apoio que poderão ir prestar à equipa em Coimbra, a cerca de 80 quilómetros de distância de casa, Luís Carvalho disse que a claque é “muito jovem”, composta por elementos entre os 13 e os 21 anos, a grande maioria jogadores ou ex-jogadores da formação do Sertanense.

“Somos cerca de 30 elementos e vamos praticamente todos a Coimbra e mais gente se juntará com certeza. Não haverá festa da Taça mas nunca abandonámos o Sertanense e os jogadores serão a única razão de estarmos presentes”, afirmou, não escondendo alguma revolta pela decisão do jogo não se disputar no Campo de Jogos Dr Marques dos Santos, na Sertã.

“É uma grande desilusão para todos os sertaginenses e especialmente para nós que esperávamos há muito por este momento para poder fazer a festa no nosso estádio, assim vai ser apenas um jogo… É muito mau para toda a vila que teria restaurantes e cafés cheios com as pessoas que viriam, para todos os adeptos e sócios que sonhavam com este dia que seria inesquecível para todos. Para a própria equipa do Sertanense, que já tendo as hipóteses reduzidas, jogando fora do seu estádio e longe do grande apoio dos seus adeptos, mais complicada se torna a missão…”, disse ao mediotejo.net o porta-voz da claque Peste Negra.

“Depois que saiu o sorteio, não se falava noutra coisa na Sertã e já se preparava o que seria uma semana de festa a culminar num dia inesquecível e épico de festa da Taça. Estamos tristes, revoltados com a Federação que não faz nada pelos clubes pequenos, não vamos jogar em casa e sentimos que não respeitaram toda a gente desta zona do interior”, vincou.

Luís Carvalho é o líder e fundador da claque Peste Negra, que presta apoio ao Sertanense. Foto: DR

Para Luís Carvalho, os momentos mais marcantes da claque de apoio ao Sertanense “foram sem dúvida as duas receções ao FC Porto e a subida de divisão há cerca de 10 anos atrás. Os jogos com o vizinho Vitória Sernache, em particular este último para a Taça, e a receção ao Tondela também foram especiais”.

Para o jovem estudante universitário, é um “orgulho” para as gentes da Sertã ter um clube a disputar os nacionais de futebol há mais de uma década consecutiva.

“É muito bom para a Sertã ter um clube como este que nos enche de orgulho e espalha o nome da terra pelo país inteiro, nomeadamente no futebol e a partir deste ano com o futsal também, a iniciar a aposta no ecletismo.  Nós, adeptos, temos que apoiar a equipa sempre em qualquer situação, é este o clube que nos representa”, afirmou.

O treinador do Sertanense conta com o apoio da claque Peste Negra para apoiar os jogadores frente ao Benfica. Foto: DR

Para esta quinta-feira, para o jogo com o Benfica, a claque já se organizou para a visita ao estádio de Coimbra.

“Temos alguns membros a estudar em Coimbra, por coincidência, mas a grande maioria virá da Sertã em autocarros organizados pela direção. Estamos a preparar uma coreografia com algumas mensagens de revolta e indignação para com a FPF e o monopólio dos grandes em Portugal e apoio à nossa equipa não faltará mesmo sabendo que estaremos em clara minoria fora da nossa casa… Mas o orgulho no clube ninguém nos tira!”, assegurou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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