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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Benfica de Abrantes vence Ferreira do Zêzere com dois golos de Marchão (c/fotos e áudio)

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – SPORT CLUB FERREIRA DO ZÊZERE 0
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 4ªjornada
Estádio Municipal de Abrantes
09-10-2021

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As equipas apresentaram-se no magnífico relvado da cidade abrantina com estados de espírito díspares em consequência dos resultados da ronda anterior. A equipa da casa havia ido ao Cartaxo averbar a primeira derrota da época e os ferreirenses somaram o primeiro ponto empatando na receção ao Alcanenense.

O jogo no Municipal de Abrantes foi interessante de seguir.

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Para dar um “pontapé na crise” Paulo Seninho, técnico abrantino não podia contar com o capitão Toni e o todo-o-terreno Miguel Seninho, ambos lesionados, dando azo à entrada de jogadores menos utilizados, alguns da “cantera” benfiquista.

Mexidas não tiraram valor ao futebol dos abrantinos.

A jogar em casa e a querer resolver cedo a partida os abrantinos começaram ao ataque, sem nunca esconderem a ansiedade que os impedia de decidir melhor. Logo aos cinco minutos, o regressado Zé Pedro foi rasteirado à entrada da área. Na conversão do livre o capitão de serviço, Diogo Barrocas disparou uma “bomba” que atingiu a barreira ferreirense perdendo-se o esférico pela lateral.

No minuto seguinte, numa reposição para os donos da casa, Zé Pedro recebeu de costas, rodou e rematou forte para defesa incompleta de João Ramos. A defesa completou o alívio.

Zé Pedro foi ameaça para a baliza ferreirense.

A equipa de Abrantes estava mais atacante, jogando no desenho habitual, com os laterais muito subidos em apoio atacante, procurando a linha de fundo para daí servirem as referências de ataque.

Aos oito minutos Marchão, em velocidade, foi à linha de fundo cruzar para Zé Pedro na área. Chegou um tudo nada atrasado e o esférico perdeu-se pelos fundos.

A reação dos visitantes surgiu aos dez minutos, numa bonita jogada de envolvimento, culminada com o cruzamento bem executado de Zé Mendes. A defensiva abrantina teve dificuldades em afastar e numa segunda vaga a equipa de Eduardo Fortes conquistou o primeiro pontapé de canto da partida.

Ferreira do Zêzere chegou à área contrária à passagem dos dez minutos.

No minuto seguinte, numa rápida transição de benfiquistas, Marchão foi servido na ala direita. O árbitro interrompeu já que Zé Pedro havia sido derrubado de forma faltosa por Miguel Abreu que viu a cartolina amarela.

Aos 14 minutos Zé Pedro trocou momentaneamente com Marchão em termos posicionais. Zé Pedro foi à linha cruzar para Marchão que na cara do guarda redes não conseguiu a emenda. Depois dum início bastante movimentado as equipas ao encaixarem tornaram o jogo mais pautado, apoiado com o esférico a girar pelas várias linhas, em claros processos de construção.

Apenas aos 22 minutos o perigo rondou uma das balizas. A da casa, com o guarda redes Canais a responder com os punho a livre tenso para a área. Foi tocado e a queda aparatosa foi motivo para interromper o jogo.

Guarda redes tiveram bons momentos.

Pouco depois, em lance idêntico, Canais voltou a ser carregado na sua área de proteção. No recomeço, o Ferreira do Zêzere conquistou a bola e João Bernardo rematou de muito longe para defesa aparatosa de Canais, cedendo canto. Na transformação um remate cruzado não encontrou o alvo. Enorme defesa de Canais mantinha o nulo na partida.

Aos 26 minutos o Abrantes e Benfica executou um canto à maneira curta permitindo o remate de João Reis, muito perto do poste. O Abrantes continuava a carregar e a ser a equipa mais perigosa. Perto da meia hora Damas combinou com Marchão e este executou um remate em arco que passou longe da baliza de João Ramos.

À meia hora Marchão começou a “abrir o livro”.

Aos 31 minutos um “caso” que deixou a equipa abrantina à beira dum ataque de nervos…
Zé Pedro foi derrubado na área por Rafael Faustino num claro atropelo ao avançado e às regras do jogo. O árbitro teve outro entendimento e começava a dar azo a contestação.

No minuto seguinte, na transformação dum livre, Pedro Gonçalves cabeceou muito por alto.
Insistiam os abrantinos e Marchão, logo a seguir, foi à linha de fundo cruzar à procura da cabeça de Zé Pedro. A defesa afastou e Damas, em pontapé de ressaca, rematou forte mas o esférico ganhou altura.

Derrube a Zé Pedro deixou abrantinos descontentes.

Caminhava-se a passos largos para o intervalo e de novo as bancadas do Municipal abrantino se agitaram. Barrocas, tocado no pé de apoio, ficou estatelado no relvado enquanto o árbitro Miguel Marques mandou jogar. O aparato da queda terá iludido o juiz da partida que terá deixado nova penalidade sem sancionamento.

Ainda se discutia a decisão e já Marchão encetava uma das suas habituais “cavalgadas”…
Entrou na área e rematou para defesa incompleta de João Ramos. Na emenda João Marchão não perdoou e abriu o ativo aos 37 minutos.

Marchão abriu o ativo aos 37 minutos.

Acertavam-se estratégias para esta nova realidade quando Marchão, com uma soberba receção, ficou com o esférico à mercê e não se fez rogado. Um “míssil teleguiado” só parou no fundo das malhas da baliza de João Ramos. Aos 42 minutos, a três do descanso, a equipa de Abrantes aumentavam a contagem, antevendo-se grandes dificuldades para a equipa de Eduardo Fortes. Chegou o intervalo pouco depois…

O resultado era justo no final do primeiro tempo, podendo até ser mais dilatado. Canais impediu o golo forasteiro.

Resultado pecava por escasso.

Ciente de que algo teria de ser feito, Eduardo Fortes alterou o seu desenho tático lançando dois atletas frescos após o intervalo enquanto Paulo Séninho respondia lançando Will para o lugar de Miguel Catarino.

O Ferreira do Zêzere começou a equilibrar a partida e aos 55 minutos Miguel Abreu conseguiu fugir à marcação surgindo na cara de Canais que manteve a sua baliza inviolada defendendo com os pés. Responderam os abrantinos quatro minutos depois. João Marchão, na sequência dum canto, rematou de fora da área mas por cima do travessão.

À passagem do quarto de hora do complemento Marchão foi solicitado na velocidade sendo acompanhado por Rafael Faustino que chegou primeiro. Reclamou-se que seria atraso para o guarda redes mas pareceu uma boa decisão de Miguel Marques o ter mandado jogar.

Muito trabalho para a defensiva visitante.

Aos 62 minutos Will, que entrou bem no jogo, isolou-se e à saída do guarda redes João Ramos executou um bonito chapéu que não passou longe dos ferros da baliza.

O Abrantes e Benfica dava mostras de estar a crescer no jogo e aos 64 minutos uma jogada de entendimento bem conseguida, com o esférico a circular por vários jogadores terminou com Damas a rematar fraco para defesa fácil de Ramos.

Aos 69 minutos Will cruzou para João Marchão que, com um bonito gesto técnico, rematou em moinho fazendo a bola passar perto da trave. Seria mais um golão daquele que foi, sem dúvidas, a figura do jogo…

Marchão ia fazendo das suas mas o “hat trick” não surgiu.

Aos 76 minutos um canto para o Ferreira, marcado à maneira curta, permitiu a recuperação dos abrantinos e o contra golpe. Barrocas, pela ala direita ganhou terreno e endossou a Marchão em zona frontal. Ligeiramente adiantado permitiu a antecipação do atento João Ramos. Três minutos depois foi Will a servir Marchão que dividiu com Rafael Faustino, que levou a melhor.

Responderam os ferreirenses com Rafael Henriques a usar a velocidade para se abeirar da área de rigor dos abrantinos. Foi travado de forma faltosa e o livre, batido por João Mendes, fez o esférico sair pela linha de fundo.

Maior pendor atacante da equipa da casa.

O final aproximava-se e a cinco minutos do tempo regulamentar Barrocas ganhou a bola na raça e enviou ao poste. Na recarga Will disparou da entrada da área mas sem a melhor direção.

Aos 87 minutos o Ferreira do Zêzere ficou a jogar em inferioridade numérica. Quando João Luís passou por Rafael Faustino em velocidade este derrubou-o de forma grosseira. Sendo o último defensor e sendo um ataque prometedor não restou ao juiz da partida outra alternativa. Cumpriu a lei e exibiu o cartão vermelho ao central ferreirense.

Expulsão de Rafael Faustino ao cair do pano.

No primeiro minuto dos três concedidos pelo árbitro, a título de compensação, Marchão poderia ter chegado ao “hat trick”. A cabeçada levava o “selo de golo” mas João Ramos, com uma defesa monumental, negou tal desiderato ao jovem avançado abrantino.

Pouco depois terminava este jogo antecipado da quarta jornada com uma justa vitória dos donos da casa. A equipa da “Capital do Ovo”, com muito trabalho para sair do fundo da tabela, podia ter marcado.

Trabalho sofrível do arbitro da partida fazendo “vista grossa” a duas grandes penalidades claras. Acreditamos que foi apenas um dia mau e uma oportunidade de melhoria.

Boa vitória dos abrantinos perante o seu público.

Ficha do Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Ricardo Canais, Miguel Catarino (Will), Leandro Ramos, Diogo Mateus, Pedro Gonçalves, Barrocas, Zé Pedro (João Luís), João Reis (Diogo Esteves), Rui Sousa, Pedro Damas (Sérgio Salgado) e João Marchão.
Suplentes não utilizados: João Rosa. Diogo Nandingna e Pedro Lopes.
Treinador: Paulo Séninho.

Sport Abrantes e Benfica.

SPORT CLUB FERREIRA DO ZÊZERE:
João Ramos, Zé Mendes, Rafael Faustino, André Oliveira, Miguel Dias (Lucas Aquino), João Mendes, Cláudio Ferreira (Rafael Henriques), João Bernardo (Francisco Matias), Lucas Silva (Guilherme Oliveira), Miguel Abreu (Daniel Simões) e Renato Cruz.
Suplente não utilizado: Gonçalo Cartaxo.
Treinador: Eduardo Fortes.

Sport Clube Ferreira do Zêzere.

GOLOS: João Marchão[2] (Abrantes)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Miguel Marques, João Silva e Frederico Constantino.

Equipa de Arbitragem: Miguel Marques, João Silva e Frederico Constantino com os capitães de equipa.

No final fomos ouvir os treinadores:

PAULO SENINHO (Abrantes)

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

EDUARDO FORTES (F.Zêzere)

Eduardo Fortes, treinador do Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo.net

  • Com David Belém Pereira (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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