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Domingo, Agosto 1, 2021

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Futebol | Benfica de Abrantes despediu-se da Taça do Ribatejo com Glória (do Ribatejo)

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – SPORT CLUBE DESPORTOS GLÓRIA DO RIBATEJO 3
Taça do Ribatejo – 3ª eliminatória (quartos de final)
Estádio Municipal de Abrantes
13-06-2021

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Com a Taça do Ribatejo a caminhar para a Final que este ano se jogará no Estádio Municipal do Cartaxo no dia 27 de junho, pelas 11 horas, com honras de transmissão no Canal 11, o leque de equipas cada vez é mais valioso.

Ditou o sorteio e os resultados das eliminatórias que se encontrassem no Municipal abrantino dois conjuntos que tiveram um excelente desempenho no campeonato.

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Festa da Taça em aniversário da cidade e do clube anfitrião.

O Sport Abrantes e Benfica, com uma época memorável no campeonato onde foi segundo e ganhou o direito a disputar a primeira eliminatória da Taça de Portugal, colocava a Taça do Ribatejo como objetivo da época, tendo deixado pelo caminho o Vasco da Gama e Mação.

Benfica de Abrantes havia afastado o Mação.

O Glória fez um campeonato brilhante, terminando em sétimo lugar “ex-aequo” com o histórico União de Tomar, e na Taça tem vindo, paulatinamente, a intrometer-se nos favoritos tendo afastado o Benfica do Ribatejo e Entroncamento.

A equipa de Rogério Fernando tinha como “handicap” o facto de ter jogado no Entroncamento na quinta feira e voltar a jogar fora e de novo em relva natural.

Apesar dessas condicionantes, os “amarelos” entraram a todo o gás e na primeira subida à área contrária, aos três minutos, um cruzamento bem medido encontrou Jorge Fernandes em posição de tiro. Canais ainda defendeu um primeiro remate mas a emenda só parou no fundo das redes da equipa de Abrantes. A frio, estava aberto o marcador.

Jorge Fernandes abriu a contagem logo ao terceiro minuto.

Com um começo de sonho, a equipa da Glória tinha agora a possibilidade de gerir os tempos do jogo, dando especial atenção à sua defesa, espreitando o contra golpe com lances nas costas da defensiva da casa.

A resposta dos benfiquistas foi imediato e Catarino foi pela ala direita até à linha de fundo. Cruzou com boa conta mas o guarda redes João Nicolau saltou mais alto e agarrou.

Pouco depois João Marchão ganhou no meio campo e lançou Catarino. O cruzamento permitiu o remate de Damas. A defensiva cedeu canto e Rui Sousa tentou marcar de forma direta e obrigou o guarda redes a socar. O remate de ressaca, de muito longe, ficou na parede defensiva da equipa da Glória.

Catarino esteve muito bem a cruzar na ala direita.

Aos oito minutos a insistência dos comandados de Paulo Seninho foi premiada. Um remate à queima, dentro da área, foi encontrar um defensor e saiu pela linha de fundo.

A jovem juíza Ana Rita Mendes assinalou pontapé de canto e segundos depois, julgamos que por indicação da auxiliar, considerou que a bola terá sido jogada com o braço de forma deliberada.

Esta decisão, muito contestada pelos visitantes, levou Barrocas para a marca dos onze metros e não vacilou. Marcado de forma irrepreensível, com o guarda redes a lançar-se para o lado oposto à bola, o penalti repôs o empate no Municipal de Abrantes.

Penalti clássico enganou Nicolau.

Com o jogo sem estar definido assistiu-se a uma repartição da posse de bola e das oportunidades de golo. As bolas paradas assumiram, então, uma importância enorme.

Aos dez minutos, um livre favorável aos visitantes, ainda longe da área, descaído pela direita, permitiu a Ricardo Caneira ficar muito perto do golo. O forte remate levou o esférico a embater com estrondo na base do poste da baliza de Canais.

Minutos depois, dentro da área abrantina, Zézinho rematou forte. O esférico tabelou num defensor, traindo Canais, acabando por sair muito perto do poste.

Glória recuou as linhas espreitando o contra golpe.

Reagiram os abrantinos à passagem do quarto de hora e ganharam um canto. Na cobrança o capitão Toni apareceu no chão dando origem a um coro de protestos. Nada foi assinalado.

No minuto seguinte um forte remate de Damas obrigou o guarda redes João Nicolau a uma enorme defesa. A bola passou junto ao poste, originando um pontapé de canto. Na marcação Toni cabeceou para as luvas do guarda redes que lançou o rápido contra golpe, obrigando Canais a sair da sua área, cabeceando e cedendo canto. Na sequência do canto Canais foi carregado na sua área de proteção e o lance ficou anulado.

Bons duelos em jogo emotivo.

À passagem dos 20 minutos Catarino cruzou da linha de fundo para a cabeçada de João Marchão. Nicolau defendeu com segurança.

Estavam melhor os abrantinos e pouco depois João Marchão, numa rápida transição, entrou na área e tentou servir Damas em boa posição. Os defensores foram rápidos e anularam a iniciativa. Aos 26 minutos Catarino voltou a cruzar com boa conta, desta feita ao segundo poste, onde Miguel Seninho rematou por cima.

Acerto defensivo ia mantendo o empate.

Foi após um período de alguma acalmia que os da casa levaram o perigo à baliza de Nicolau. Rui Sousa foi solicitado na ala esquerda mas deixou-se antecipar perdendo-se a bola pela linha de fundo.

No minuto seguinte, aos 35 minutos, surgiu um sério aviso à equipa da casa. Covas foi à linha cruzar para a área onde surgiu Zézinho em boa posição. Canais adivinhou o lance e, com os pés, ganhou o duelo.

Na jogada seguinte um roubo de bola permitiu à equipa da Glória um rápido contra ataque. Covas entrou nas costas da defensiva da casa e à saída de Canais atirou a contar.

Covas fugiu à marcação e bateu Canais.

A partir dos 36 minutos o Glória voltava a adiantar-se no marcador e perante a apatia dos comandados de Seninho poderia ter feito mossa maior…

A cinco minutos do tempo de descanso Zézinho, Jorge Fernandes e Covas ensaiaram uma bonita jogada de entendimento e em passes criteriosos foram empurrando os benfiquistas para a sua área. A jogada mais bonita da partida terminou com um mau passe para fora.

Poucas oportunidades mas boas.

Em cima do intervalo Rui Sousa foi obrigado a fazer uma falta cirúrgica a meio campo, evitando uma rápida transição dos visitantes. Viu o cartão amarelo.

Já em tempo de descontos um cruzamento de Costinha para Jorge Fernandes saiu longo e permitiu o contra golpe a Rafa que permitiu o corte. Ana Rita Mendes apitou para o descanso. Resultado aceitável sendo o empate o resultado que melhor espelharia o que se assistiu no relvado. Pouca eficácia a penalizar os abrantinos.

Lesão arrepiante de Toni antes do intervalo obrigou-o a abandonar no recomeço.

Para o segundo tempo Rogério Fernando, sabendo que tinha o vento que entretanto se levantara pelas costas, lançou o veloz Edward Abudu no lugar de Zézinho, dando profundidade à equipa da Glória.

Seninho não mexeu ao intervalo mas com apenas dois minutos no complemento viu o capitão Toni ressentir-se de arrepiante entorse no decorrer do primeiro tempo e ser obrigado a ceder o lugar a João Pires.

O tridente defensivo foi mantido com o recuo de Barrocas para a posição de Toni.

Diogo Mateus teve a companhia de Barrocas no segundo tempo no eixo da defesa.

A equipa da casa pareceu ter entrado melhor no segundo tempo e aos 50 minutos João Marchão cruzou tenso para dentro da área. Costinha abordou mal o lance e a “rosca” obrigou João Nicolau a aplicar-se.

Com 56 minutos jogados, Rui Sousa subiu pela ala esquerda e assistiu João Marchão. Este segurou no coração da área e acabou derrubado. Ana Rita Marques não teve dúvidas e prontamente, pela segunda vez, apontou a marca dos onze metros, deixando Rogério Fernando e restante equipa “à beira dum ataque de nervos”.

Barrocas bateu de forma a não dar chances a Nicolau que desta vez até adivinhou o lado certo. Estava feito o 2-2.

Barrocas voltou a empatar a partida.

Com o jogo de novo empatado e com muito para jogar havia a curiosidade de ver como os visitantes iriam reagir ao número menor de dias de descanso e como as equipas se iriam adaptar ao forte vento que entretanto se levantara.

Com uma hora de jogo Jorge Fernandes rematou de forma espontânea tentando surpreender Canais, aproveitando a força do vento. Saiu fraco para defesa fácil do guarda redes das “águias”.

Quatro minutos depois Marchão teve nos pés a grande oportunidade de colocar o Benfica na liderança do marcador. Na cara de Nicolau rematou contra o guarda redes, demonstrando alguma ansiedade.

Marchão teve a vitória nos pés.

Na jogada seguinte viveram-se momentos de apreensão. Marchão, em novo duelo com Nicolau, viu Fragata intrometer-se atingindo ambos. Com ambos os jogadores no relvado viveu-se um momento de algum pânico. Injustificado pois os jogadores rapidamente recuperaram e prosseguiram sem sequelas.

Com o Abrantes e Benfica a assumir as despesas do jogo e o Glória mais na expectativa só de bola parada os visitantes incomodavam Canais. Aos 70 minutos Catarino fez falta dura que lhe valeu o “amarelo” e o vento levou o esférico a ultrapassar a linha de fundo.

Entrada de Fragata deixou colega e adversário KO.

Três minutos depois os da casa voltaram a estar pertíssimo do golo. Primeiro Marchão e depois Rui Sousa remataram no coração da área para duas enormes defesas de Nicolau. A bola ainda “beijou” o ferro antes de se perder para lá da linha. Grande perdida…

Aos 76 minutos um livre favorável aos visitantes viu Barrocas cabecear para a sua baliza obrigando Canais a defesa apertada com os punhos. Abudu assumiu a recarga mas a bola ganhou muita altura.

A equipa da Glória parecia estar mais confortável com o vento e começou a tirar partido disso mesmo. Jorge Fernandes ensaiou um forte remate que foi devolvido pela trave e à segunda não falhou e colocou a sua equipa de novo na frente do marcador aos 78 minutos.

Com dois golos Jorge Fernandes foi um dos obreiros do apuramento.

Abanou a equipa de Abrantes e logo na reposição Barrocas fez uma falta sem nexo, em zona proibida, em cima da linha da área. Valeu a falta de pontaria de Abudu…

Com o vento a soprar cada vez mais forte e o calor a começar a fazer estragos os últimos minutos tiveram pouco futebol. Ainda assim Miguel Seninho passou pelo guarda redes forasteiro e já sem ângulo tentou cruzar. A defensiva tirou e permitiu a resposta da equipa da Glória através de Batista para defesa de Canais para canto. Na reposição Canais por duas vezes teve de usar os punhos para afastar.

Com Ana Rita Mendes a conceder quatro minutos a título de compensação o jogo acabou pouco depois.

Vencedor justo.

Bom jogo de Taça no Municipal abrantino. Duas boas equipas proporcionaram um duelo interessante de seguir com alternância de liderança, posse e oportunidades nos vários momentos do jogo.

Na globalidade a equipa da Glória justificou a passagem às meias finais onde irá receber os vizinhos de Samora Correia. A equipa do Benfica de Abrantes, uns furos abaixo do que nos habituou, apenas se pode queixar de si.

A arbitragem de Ana Rita Mendes e seus auxiliares não foi consensual mas num jogo com os bancos “em brasa” soube conduzir o jogo com muita personalidade. Não terá acertado sempre mas não foi por aqui que se chegou a este resultado. Nota bastante positiva.

Arbitragem segura de Ana Rita Mendes e seus auxiliares.

Ficha do jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Canais, Miguel Catarino, Toni (João Pires), Miguel Vitor (João Reis), Rui Sousa, Diogo Mateus, Miguel Seninho, Diogo Barrocas, Pedro Damas, João Marchão e Rafa.
Suplentes não utilizados: Joel, Jota, Rodrigo Carraceno, Will e Diogo Nandingna.
Treinador: Paulo Seninho.

Sport Abrantes e Benfica.

SPORT CLUBE DESPORTOS GLÓRIA DO RIBATEJO:
João Nicolau, Salomão, Colaço, Fragata, Covas (Adama Conaté), Jorge Fernandes, Costinha, Ricardo Caneira (Filipe Gaspar), Juster Blute (Batista), Zezinho (Edward Abudu) e Dani.
Suplente não utilizado: Kabunga.
Treinador: Rogério Fernando.

Sport Clube Desportos de Glória do Ribatejo.

GOLOS:
Diogo Barrocas [2 g.p.] (Abrantes), Jorge Fernandes [2] e Covas (Glória).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Ana Rita Mendes, Pedro Sousa e Daniela Ferreira.

Equipa de Arbitragem: Ana Rita Mendes, Pedro Sousa e Daniela Ferreira com os capitães.

No final falámos com os treinadores de ambas as equipas:
PAULO SENINHO (Abrantes e Benfica)

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

 

ROGÉRIO FERNANDO (Glória):

Rogério Fernando,treinador do Glória do Ribatejo.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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