Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sexta-feira, Outubro 22, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Futebol | Atalaiense vence Tramagal e segue em frente na Taça do Ribatejo (C/fotos e áudio)

UNIÃO DESPORTIVA ATALAIENSE 2 – TRAMAGAL SPORT UNIÃO 1
Taça do Ribatejo – Grupo 1 – 3ª jornada
Parque de Jogos de Atalaia
05-10-2019

- Publicidade -

Numa tarde de Outono encontraram-se no bem cuidado Parque Desportivo de Atalaia duas equipas com tarefas diferentes no que ao apuramento para a fase seguinte da Taça do Ribatejo dizia respeito. A equipa da Atalaia, já com uma vitória, bastava-lhe o empate e os tramagalenses, ainda sem vencer nesta edição, teriam forçosamente de vencer e aguardar que o Forense não arrecadasse os três pontos.

Parque Desportivo de Atalaia.

- Publicidade -

Tarefa difícil para os comandados de Júlio Batista porquanto na Atalaia mora uma equipa bem organizada, treinada por um técnico experimentado com seis épocas de casa e mesclada de juventude com veteranos de enorme qualidade.

Ambos os conjuntos são uma mescla de jovens com veteranos muito experientes.

A equipa da vila metalúrgica não virou a cara à luta mas as dificuldades de progressão eram óbvias. Passes errados e perdas de bola no início da fase de construção iam facilitando a vida à Atalaia, cómoda no empate e à espreita do contra golpe.

Foi numa dessas situações, aos cinco minutos, que criou perigo com João a ir em dribles até à linha de fundo cruzar para Matias rematar por cima. A resposta surgiu dois minutos depois numa bola longa, nas costas dos defensores “axadrezados”, com o guarda redes Pita a ficar “mal na fotografia” e David Nunes a empurrar para o primeiro golo da tarde.

Tramagal marcou cedo por David Nunes (11).

Num àpice as posições inverteram-se, agora com os da casa a terem de marcar para acalentarem o sonho do apuramento. Aos 12 minutos, na conversão dum livre, Rodrigo obrigou o central tramagalense Baião a ceder canto. Com o forte vento que se sentia os cantos para o lado sul eram um perigo. Que o diga Félix que teve dificuldades em afastar com uma “sapatada” a bola que entraria diretamente.

À passagem do quarto de hora João, com um cruzamento bem medido serviu Duarte, embalado, vindo de trás. Rematou na passada mas o esférico ganhou altura, saindo pela linha de fundo.

Boa reação atalaiense ao golo sofrido.

Aos 19 minutos viveram-se minutos de aflição devido ao choque violento entre o guarda redes Félix e Sidney, ficando ambos no solo a pedir assistência. A árbitro do encontro, Carolina Vieira, deveria ter interrompido o jogo de imediato, não o fez e Rodrigo rematou para a baliza deserta com muito perigo. A bola saiu por cima.

Este lance aos 19 minutos teve o condão de acalmar o jogo e durante largos minutos o esférico viajou longe das áreas sem lances de perigo a registar.

Colisão de Félix com Sidney gerou apreensão.

Só aos 42 minutos o Tramagal se abeirou da baliza à guarda de Pita, num canto, mas o esférico perdeu-se sem que ninguém lhe tocasse. No minuto seguinte inverteram-se os papéis. Foi a vez da União beneficiar de um canto. Muito fortes nas bolas paradas os homens de João Paulo não enjeitaram a falha coletiva dos “azuis” e o experiente Miranda, de cabeça, empatou a partida.

Já nos descontos o Atalaiense voltou a beneficiar de dois cantos seguidos bem resolvidos pela defensiva do Tramagal. O intervalo chegou com um empate aceitável numa primeira parte não muito bem jogada e escassa de oportunidades de golo.

Empate ao intervalo era o resultado justo em jogo com poucas oportunidades.

Enquanto João Paulo lançava jogadores frescos no encontro, Júlio Batista fazia correções mantendo o onze inicial. O Tramagal pareceu entrar mais forte no recomeço e o Atalaiense mais expectante, respaldado no conforto do empate.

Logo no terceiro minuto do complemento Grilo descobriu Pisco em velocidade na área atalaiense e endossou-lhe o esférico. Pisco mais não fez do que amortecer para defesa tranquila de Pita. Estava dado o mote para a segunda parte.

Pisco esteve muito ativo no seu corredor.

Aos 51 minutos o Tramagal beneficiou de um canto e Pita, à cautela, sacudiu sobre a trave, cedendo novo canto. Desta feita foi Baião, em tarefas ofensivas, a saltar com Pita, a ganhar mas a cabeçada saiu ao lado. Depois deste forte reinício do Tramagal o jogo voltou a serenar.

Voltou a assistir-se a grandes duelos a meio campo alguns com dureza mas leais. Até que aos 64 minutos o Tramagal, através de um canto, voltou a ameaçar a baliza à guarda de Pita. David Nunes serviu Baião que se deixou antecipar.

Com Singéis em campo o Tramagal tornou-se mais atacante.

Entretanto Júlio Batista já havia lançado Singéis no lugar do apático Zé Garcia. Um canto para o Atalaiense, aos 65 minutos, permitiu o remate a João. Passou por cima, longe da trave.

Dois minutos depois Pisco descobriu Grilo sem marcação ao segundo poste mas o remate deste não teve sucesso. Logo a seguir uma rápida reposição lateral permitiu o remate de primeira de David Nunes. Não deu para incomodar Pita.

Aos 69 minutos os tramagalenses ficaram perto do golo quando, na sequência de um canto, a bola “beijou” a trave da baliza dos donos da casa.

Muita entrega em jogo competitivo.

Na resposta, volvido um minuto, Rodrigo isolou-se na cara de Félix e rematou de pronto. A defesa por instinto do guarda redes negou-lhe um golo quase certo. Gerou-se alguma confusão junto da juíza do encontro sendo o capitão Gonçalo Fernandes o espelho do desagrado dos “azuis”. Acabou expulso.

Gonçalo Fernandes acabou expulso no melhor período dos “azuis”.

Com mais uma unidade em campo a União Atalaiense tomou conta do jogo e começou a aparecer com mais frequência na área dos metalúrgicos. Aos 72 minutos Félix teve de se aplicar para afastar a punhos um canto bem batido. A bola caiu na zona de tiro e Atanásio não se fez rogado. Atirou por cima.

Fruto do maior caudal ofensivo o Atalaiense chegou à vantagem aos 74 minutos através de Rodrigo que, na cara de Félix, atirou a contar.

Muita luta a meio campo.

Estava espelhado no marcador o ascendente numérico. Com menos uma unidade o Tramagal tornou-se mais permeável defensivamente porquanto nunca deixou de tentar alvejar a baliza de Pita.

Baião dispôs de soberana oportunidade aos 81 minutos mas disparou ao lado e um livre de Singéis aos 84 minutos teve o mesmo destino. O jogo terminou com o Tramagal a tentar, através de pontapés de canto, chegar ao empate que apenas serviria de consolo.

Rodrigo bateu Félix pela segunda vez e fixou o marcador.

Vencedor justo num jogo competitivo, nem sempre bem jogado. O empate aceitava-se perfeitamente. A equipa de arbitragem, inteiramente feminina, acusou pouca experiência e os jogadores, por vezes, não facilitaram. Levou a “água ao moinho” sem erros de monta. A rever. Nas penalidades regulamentares venceu a União Atalaiense com Pita em destaque ao parar dois remates da marca dos onze metros.

Guarda redes Pita parou duas grandes penalidades.

FICHA DO JOGO:

UNIÃO DESPORTIVA ATALAIENSE:
Pita, Atanásio, Pedro Silva, Alfaro, Duarte, Miranda (Wilson Santos, depois Costa), Diogo (Paulo Campos), Rodrigo, João (Charana), Sidney e Matias (Miguel).
Suplentes não utilizados: Pina e Wilson.
Treinador: João Paulo.

União Desportiva Atalaiense.

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:
Félix, André Miguel, Baião, Nalha, Gonçalo Fernandes, Zé Garcia (Singéis), Roma, Grilo, Calado (Pedro Bráz), Pisco (Rui Matos) e David Nunes.
Suplentes não utilizados: Serafim, Rui Leal e Tonicha.
Treinador: Júlio Batista.

Tramagal Sport União.

GOLOS:
Miranda e Rodrigo (Atalaiense), David Nunes (Tramagal).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Carolina Vieira, Daniela Ferreira e Ana Pereira.

Equipa de Arbitragem: Carolina Vieira, Daniela Ferreira e Ana Pereira com os capitães.

Como é habitual no final fomos ouvir os treinadores de ambas as equipas:

João Paulo-Treinador da Atalaia.

 

Júlio Batista-Treinador do Tramagal Sport União.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome