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Futebol: Aldeiense colocou Rio Maior no jogo…e perdeu (com áudio)

Montalvo, domingo 30 de outubro de 2016, 15 horas

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Campeonato Distrital de Seniores da 2ª Divisão da AFS

Série A – 4ª jornada

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Associação Cultural e Desportiva Aldeiense 2 – Rio Maior Sport Clube 4

Frente a frente duas equipas que querem um dos três primeiros lugares da tabela classificativa, mas o arranque de campeonato não tem sido fácil. Ambas as equipas entravam no excelente relvado sintético do Municipal de Constância, em Montalvo, vindas de derrotas.

O Aldeiense entra com algumas alterações face à jornada anterior. Rúben, Tiago Filipe e Luís Contente entraram para o onze, saindo Jeel, Ricardo Branco e Tiago Gonçalves. Pedro Alves surgiu a defesa esquerdo e Jaime Alves no meio campo. Foram 25 minutos de jogo iniciais quase perfeitos da equipa comandada por Pedro Varino. Entraram bem no jogo, ganhando logo ascendente sobre a equipa de Rio Maior, explorando bem a velocidade de André Miguel e Leandro nas alas. Sem bola as duas equipas diferenciavam-se no posicionamento a meio campo. Os da casa jogavam com um 4-3-1-2, enquanto que os forasteiros se dispunham em 4-1-3-2. Com bola o ACDA ocupava o campo em 4-3-3, e o RMSC em 4-4-2, em que os homens do meio campo faziam um losango.

Logo aos dez minutos, Tiago Filipe materializa o bom inicio de jogo dos donos da casa. Livre batido comprido da esquerda, no enfiamento da face lateral da área dos riomaiorense, e ao segundo poste, sem grande oposição, o ‘camisa’ 9 do Aldeiense, com um cabeceamento cruzado, leva a bola até ao fundo da baliza de Caixinha.

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Tiago Filipe abre a contagem

Quase sem dar tempo de respirar ao adversário, cinco minuto volvidos, num bom desdobramento ofensivo da equipa da casa, Contente coloca a bola nas costas da defensiva e deixa André Miguel cara-a-cara com o guardião contrário. O jovem ala do Aldeiense tenta o chapéu mas sem a força suficiente, pois Caixinha acabaria por defender. A finalizar o tal período quase perfeito para a equipa de Santa Margarida, aos 25 minutos, Contente volta a lançar André Miguel na direita, este da linha de fundo cruza para a área, onde Leandro inacreditavelmente não consegue empurrar para o golo.

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André Miguel faz um chapéu de aba curta a Caixinha

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Leandro não consegue fazer o golo

Aqui pareceu que, “por magia”, alguém inverteu o rumo dos acontecimentos. Contente, que estava a ser um quebra cabeças para a equipa de Rio Maior, municiando muito e bem o seu ataque, tem que sair devido a lesão e o tipo de futebol do Aldeiense muda, deixa de ter tanta técnica, passando a tornar-se mais direto. A juntar a isso, antes ao minuto 28, uma bola inofensiva despejada para a defensiva da casa, acaba no fundo da baliza do Aldeiense. João Félix de forma audível da indicação que iria captar o esférico, os seus companheiros e toda a gente no campo achou que o lance estava mesmo controlado, mas o que é certo é que a hesitação foi tanta, que Sousa não pode deixar de aproveitar tamanha oferta e fez o empate.

Parece-nos que este é o lance chave da partida. Um jogo que estava controlado pelo Aldeiense, que até estava perto de dilatar a vantagem e já o justificava, acaba por ficar empatado. O Rio Maior volta a entrar no jogo, acalmou e estabilizou o seu jogo, aproveitando também alguma intranquilidade que o Aldeiense passou a demonstrar. João Félix acabaria mesmo por sair ao intervalo devido a lesão, mas ainda teve outro lance que que o resultado não foi o mesmo por alguma sorte.

Como dissemos a equipa mais tranquila passou a ser o Rio Maior, que nos últimos cinco minutos cria duas boas oportunidades de golo. Aos 40 minutos, Meneses recebe bem um passe de um companheiro, mas atira cruzado a centímetros do poste da baliza. A um minuto dos 45, após canto da direita, ao segundo poste, sobre a linha de fundo há um primeiro cabeceamento para a entrada da pequena área, ninguém da defesa da casa tira o esférico e da zona do meio círculo, Rúben atira a contar.

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Meneses atira mas a bola sai a centímetros do poste, perante o olhar de João Félix

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Ruben (à direita) atira para a baliza e marca o segundo da sua equipa

Ao intervalo o resultado de 1-2 era lisonjeiro para a equipa de Rio Maior.

A segunda parte foi mais repartida, animada e mexida, com as duas equipas a criarem lances de perigo. Pedro Varino antes do reatamento faz duas alterações, a de João Félix por João Rodrigues e retira um central, Tiago Dias, fazendo entrar o avançado Jeel, diga-se que esta foi a única alteração que Pedro Varino fez por iniciativa própria, pois as outras três foi devido a lesão. Passa a ter três homens na frente, Alex, Jeel e Tiago Filipe, com Leandro nas suas costas. Pedro Alves deriva para central, André Miguel fica com a lateral direita e Paulo Martins com a esquerda. Foi pensado, mas em nossa opinião faltou Contente para alimentar o sistema. Não havia Contente nem ninguém com as mesmas características.

Logo aos dois minutos Alex não consegue desfeitear Caixinha, respondem bem os forasteiros, cinco minutos depois, quando Sousa de cabeça faz o mais difícil, não marcar.

Aos vinte minutos, Alex isola Jaime na direita, este coloca na área, onde Tiago Filipe à primeira não chega para desviar, mas nas suas costas estava Jeel que restabelece a igualdade, colocando alguma verdade no resultado.

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Jeel aproveita a sobra e empata o jogo

Sete minutos volvidos, Alex a cruzamento de Paulo Martins, de cabeça não dá a direção que queria à bola e no minuto seguinte João Rodrigues mostra serviço. Remate rasteiro de Gonçalo, em zona frontal, dava a sensação da bola ir para a baliza, mas o guardião da casa com a ponta da luva desvia para canto.

Perante tamanha montanha russa de emoções, aos minuto 37 os ‘Deuses da bola’ voltaram a virar costas ao Aldeiense. A bola chega à pequena área de Caixinha e com a bola sobre a linha de golo, onde Leandro por duas vezes e Alex não conseguem fazer a bola entrar. Na resposta imediata o Rio Maior, ganha um livre, quase do mesmo local do livre que deu o golo ao Aldeiense no primeiro tempo, dentro da área a bola é tocada por vários jogadores e o mais esclarecido é mesmo Rúben, que da marca de penalti volta a marcar para gáudio das hostes forasteiras e desalento das caseiras.

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Leandro atira contra Caixinha

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E na recarga não consegue fazer melhor

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Na resposta Rúben volta a marcar e a colocar a sua equipa outra vez na frente

Dois minutos depois, também na sequência de um livre, Luís Henriques ao primeiro poste desvia para o 2-4 final.

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Livre apontado, dois jogadores ao primeiro poste…

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…mas nem o defesa, nem o guarda-redes da casa, conseguem parar o cabeceamento do numero 17 forasteiro

Concluindo, no futebol cada vez mais são os pormenores que fazem a diferença e quem errar menos tem mais possibilidade de vencer. O Aldeiense cometeu muitos erros, individuais e coletivos, no ataque e na defesa, conseguiu ainda colocar o adversário no jogo, quando este estava perfeitamente controlado. Outro desfecho que o que se verificou seria muito difícil. A equipa de Rio Maior, sentiu grandes dificuldades na primeira meia hora de jogo, mas depois disso mostrou ser uma equipa com argumentos para lutar por um dos três primeiros lugares. Recheada de muita juventude, precisa que alguns ganhem o chamado ‘calo’ no futebol, mas já tem muitos elementos com bagagem técnica, tática e de experiência, que a torna um adversário a respeitar.

Quanto ao trio de arbitragem vamos dividir a nossa analise. Os Assistentes (Rúben Bretes e Pedro Abelho) estiveram bem, dentro do que são as suas competências e do que lhes é pedido ajuizar. Quanto a João Sousa não gostámos. Nem técnica, nem disciplinarmente. Não consideramos que tenha prejudicado alguma das equipas em concreto, se bem que os da casa se queixam de ação faltosa, de onde estamos não conseguimos vislumbrar, do autor do quarto golo, mas consideramos que prejudicou o jogo em si. Não gostámos porque tenha deixado alguma grande penalidade por assinalar ou porque anulou ou validou algum golo indevidamente ou tenha expulso algum jogador injustamente. Não, não gostamos por um somatório de fatores que o levaram a conduzir, em nossa opinião, mal o jogo. Quis adotar um critério largo, mas não teve mão para segurar o jogo. Houve algumas entradas muito duras e que mereciam ser advertidas com cartões. Não foram sancionadas como lance faltoso, o que levou a que os jogadores sentissem que podiam fazer o que bem lhes apetecesse. Saídas para o contra-ataque sobre a linha de meio campo, travadas com puxões e derrubes, que não foram punidas disciplinarmente. Na primeira parte, várias vezes os seus Assistentes lhe pediram para olhar mais para eles, sentia-se que o queriam ajudar, mas não foram atendidos. Com o evoluir do tempo foi perdendo frescura física e passou a acompanhar os lances mais à distância e demonstrou sempre insegurança. Quando um árbitro apita tem que mostrar firmeza na sua decisão, com gestos seguros e bem visíveis, não com os braços em baixo, nem como algumas vezes fez, que não indicou o que estava a marcar e para que lado seguiria o jogo. Contámos três vezes em que os jogadores ficaram parados na expetativa de perceber o que tinha sido assinalado e de quem era a bola. Na parte final da partida, últimos 15 minutos, deixou que houvesse algumas ‘assembleias’ de jogadores, alguns ‘chega para lá’ e audíveis troca de argumentos e ameaças entre intervenientes no jogo, isto sem a devida ação disciplinar.

Ficha do jogo

Campo Municipal de Montalvo

Árbitro: João Sousa

Árbitros Assistentes: Ruben Bretes e Pedro Abelho

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Entrada das três equipas em campo.

ACD Aldeiense

João Félix (João Rodrigues), Paulo Martins, Tiago Dias (Jeel), Pedro Alves, Rúben (Ricardo Branco), Jaime Alves, André Miguel, Marco Lino, Tiago Filipe, Contente (Alex) e Leandro

Suplentes: João Rodrigues, Paulo Rui, Tiago Gonçalves, Ricardo Branco, Alex, Jeel e Rui Gato

Treinador: Pedro Varino

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ADC Aldeiense

Rio Maior SC

Caixinha, Luis Colaço, Gabriel, Madeira, Jorge, Fábio Costa (Benni), Miguel Rodrigues, Carlos Gonzaga, Rúben, Sousa (Luís Henriques) e Meneses (Gonçalo)

Suplentes: Fábio Silva, Gonçalo, Benni, Luís Rosa, Luís Henriques, Rafael Pereira e Rafa

Treinador: Vitor Alexandre

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Rio Maior SC

Cartão amarelo: Pedro Alves (62′), Tiago Filipe (89′) e Ricardo Branco (89′) ; Sousa (62′)

Marcadores: Tiago Filipe (10′) e Jeel (65′) ; Sousa (28′), Rúben (44′ e 83′) e Luís Henriques (85′)

A opinião dos treinadores:

Pedro Varino (Aldeiense)

Vitor Alexandre (Rio Maior)

 

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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