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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Aldeiense causa sensação ao vencer no Pego para a Taça do Ribatejo (c/fotos e áudio)

CASA DO POVO DE PEGO 0 – ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA ALDEIENSE 1
Taça do Ribatejo – Fase de Grupos – Série 2 – 1ª jornada (em atraso)
Campo de Jogos do Pego
05-10-2021

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O público acorreu ao Campo de Jogos do Pego em grande número e foi bonito de ver a Confraria do Bucho e Tripas, prato típico da “aldeia das casas baixas”, a receberem as três equipas, abrindo alas à sua passagem.

Público respondeu à chamada e compôs a Bancada.

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A Série 2, já com duas jornadas, deixou para trás este jogo entre vizinhos, referente à primeira. Com uma robusta vitória em Pernes, o Pego assumia, jogando no seu terreno, o papel de favorito.

O seu adversário tinha sido vencido de forma copiosa pelo Entroncamento, por quatro golo sem resposta, em Montalvo, casa do Aldeiense.

Confraria do Bucho e Tripas receberam as equipas.

Lá dentro, no tapete verde, era o momento das grandes decisões e era expectável a equipa pegacha entrar a todo gás resolvendo a partida a seu favor logo muito cedo. Engano, puro engano…

A equipa da Casa do Povo local entrou de forma abúlica, expectante, vendo o seu adversário “pegar” no jogo e a aproveitar para criar oportunidades de golo. Logo aos sete minutos, num ataque organizado muito bem gizado, o Aldeiense podia ter marcado.

João Oliveira rematou contra um defesa e Flávio Calado emendou para defesa apertada do veterano guarda redes pegacho, Mário Lopes. Resultou num canto que na conversão o central João Cartaxo atirou longe da baliza. Estava dado o aviso…

Mário Lopes foi um guarda redes em foco.

Sentindo-se ameaçada, a equipa liderada por Bruno Alves tinha de reagir de imediato e aos dez minutos viu Pedro Rosado ir à linha de fundo, já dentro da área, servir o possante Fábio Santos que, vindo de trás, rematou por cima do travessão da baliza de Ricardo Pereira.

Os homens que viajaram da aldeia de Santa Margarida da Coutada refrearam um pouco o ímpeto do seu futebol e entrou-se num período de equilíbrio, jogando-se longe das balizas.

As escassas ocasiões para abrir o marcador iam-se repartindo por ambos os conjuntos tendo os comandados de Wilson Leite maior tempo de posse de bola, tentando proteger a sua baliza.

Equilíbrio foi nota dominante.

A equipa do Pego continuou a dar a iniciativa de jogo aos seus adversários que também não levavam perigo de maior à baliza de Mário Lopes. Aos 18 minutos, o Aldeiense conquistou um canto e na conversão Marco, com boa cabeçada, fez o esférico rondar a baliza da equipa da casa.

Foi necessário esperar pelo 26º minuto para ver o Pego responder com boa subida à linha de fundo e cruzamento para Miguel Domingues, que com forte cabeçada, não conseguiu bater um atento Ricardo Pereira.

Ilusão de ótica: Ricardo Pereira manteve baliza inviolada.

Miguel Domingues era, nesta fase do jogo, o jogador mais disponível na equipa pegacha e eram dele as melhores ocasiões. À passagem da meia hora ludibriou o seu marcador direto, entrou isolado na área e na cara do desamparado guarda redes Ricardo Pereira permitiu que este esticasse a perna esquerda, defendendo com o pé. Excelente ocasião para a Casa do Povo do Pego abrir a contagem.

Pouco depois o mesmo Miguel Domingues ganhou a linha de fundo, cruzou com propósito, mas o guarda redes aldeiense agarrou nas alturas.

Miguel Domingues foi um jogador com boas iniciativas atacantes.

O jogo continuava pobre em ocasiões de golo mas isso não roubava o entusiasmo dentro e fora das quatro linhas. Na verdade, ia-se caminhando para o final do primeiro tempo e contavam-se pelos dedos a oportunidades e as jogadas bem desenhadas.

Antes do apito para o descanso o Pego ainda ameaçou mas, com muitas unidades na área contrária, resultou numa falta atacante por carga ao guarda redes na sua área de proteção.
Quando o árbitro da partida, Filipe Batista, apitou para o descanso, foi com alívio que se regressou aos balneário. Algo teria de ser feito para sair deste empate…

Empate aceitável ao intervalo.

Retificados aquilo que aos técnico pareceu menos bem avançou-se para o tempo complementar com a esperança de que a qualidade de jogo subisse para patamares compatíveis com os valores em presença. Melhorou…

As equipa pareceram decididas a resolver a partida dando a ideia de que um golo poderia melhorar toda a qualidade do jogo. Com apenas dois minutos jogados, já o Aldeiense ameaçava a baliza de Mário Lopes, com Fábio Leite a rematar para defesa incompleta do guarda redes e, numa segunda vaga, Rúben a deixar a bola sair para ganhar o canto quando poderia tentar o golo. Opções…

Segunda parte com mais futebol.

O Pego respondeu pouco depois. Aos 50 minutos, um forte remate de Fábio Santos encontrou um defesa na viagem e valeu um pontapé de canto. Depois de alguma cerimónia da defensiva aldeiense, Pedro Alves, que entretanto subira à área contrária, rematou forte mas longe do alvo.

Três minutos passados houve novo canto mas no outro lado do campo, favorável ao Aldeiense e o guarda redes Mário Lopes amarrou e de imediato lançou o contra golpe. Miguel Domingues acabou por se isolar na cara do guarda redes visitante que teve de sair da sua área e resolver de cabeça.

Lances de perigo em ambas as balizas.

O jogo estava vivo e na sua fase mais interessante. Com uma hora de jogo o nulo ia-se mantendo teimosamente e os visitantes, beneficiando dum livre junto à linha lateral pelo lado direito do seu ataque, solicitaram a cabeça de Marco no coração da área. A abordagem ao lance não teve o efeito pretendido e a bola saiu pela lateral do outro lado do campo.

Aos 63 minutos, um novo canto para os da casa permitiu o remate de Pedro Alves. A defesa não afastou e numa segunda vaga Miguel Domingues cabeceou para defesa segura de Ricardo Pereira.

Pego não marcou e acabou a sofrer.

Aos 68 minutos chegou o golpe de teatro que já se ia adivinhando desde o apito inicial.
No meio duma enorme atrapalhação, a bola foi atrasada para Mário Lopes sendo impossível ao guarda redes agarrar dentro das quatro linha e o canto foi inevitável.

Na conversão, João Oliveira surgiu sem marcação a cabecear para o fundo das malhas da baliza pegacha abrindo o marcador para a equipa do concelho de Constância.

Estava desatado o nó górdio em que o jogo se tornara e esperava-se que, com a reação da equipa do Pego, o jogo ganhasse contornos de maior emoção.

O golo veio trazer maior emoção à partida.

Com muito tempo para jogar ninguém no Campo de Jogos do pego acreditava que o resultado estaria fechado e muito menos a equipa da casa. Aos 72 minutos, fruto da maior pressão ofensiva exercida, a equipa do Pego beneficiou dum canto do lado esquerdo do seu ataque.

Num primeiro momento pediu-se mão na bola e depois Pedro Rosado deixou-se cair na área aldeiense elevando os decibéis dos protestos nas hostes pegachas. O árbitro mandou jogar e pensamos que ajuizou os lances com clareza.

Pego atacou muito após sofrer o golo.

Com o Pego a subir linhas, jogava-se agora muito mais junto da baliza de Ricardo Pereira e as bola paradas eram opção para as tentativas de voltar a empatar a partida.

Um canto, favorável à equipa do concelho de Abrantes, aos 75 minutos, permitiu o remate forte de Pedro Rosado contra um defensor contrário, saindo o esférico pela linha lateral. Com o desposicionamento defensivo do Pego aproveitou o Aldeiense.

Numa enorme cavalgada pela ala esquerda Flávio Calado tentou bater Mário Lopes que lhe fechou o ângulo. Tinha dois colegas em boa posição mas decidiu da pior forma. Mário Lopes com a sua experiência esteve à altura dos acontecimentos.

Equipa do Pego foi surpreendida pelo Aldeiense em jogo de Taça.

Com o tempo regulamentar a esgotar-se um cruzamento atrasado para Tiago Gaspar que vinha embalado passou por cima da baliza dos visitantes. Entretanto o juiz da partida concedia oito minutos de compensação, aceitável mas talvez um pouco exagerado.

As equipas prepararam-se para jogar estes minutos finais de forma aguerrida. Edgar Martins exagerou na forma como empurrou Luís Félix, correndo o risco de exclusão. O árbitro optou por uma decisão salomónica de mau gosto exibindo a cartolina amarela a ambos os jogadores já com quatro minutos de compensação.

No minuto seguinte João Oliveira rematou cruzado levando perigo à baliza pegacha. Mário Lopes defendeu.

Arbitragem com erros menores não comprometeu.

Sem que nada o fizesse supor o árbitro prolongou o jogo para lá dos 103 minutos. Mesmo antes do apito final o Aldeiense por pouco não ampliou a vantagem o que seria demasiado penalizador para a equipa do Pego.

Jogo que valeu pela entrega de ambas as equipas, com o Pego apenas a reagir depois de sofrer o golo. Já havíamos visto a equipa de Bruno Alves fazer bem melhor. A forma como o Aldeiense encarou o jogo valeu-lhe uma surpreendente vitória no Pego, onde poucas equipas passarão incólumes.

Grande atitude do Aldeiense valeu a vitória.

Arbitragem esteve bem na globalidade. Demonstrou excesso de juventude em alguns lances e exagerou nos 13 minutos de compensação.

Ficha do Jogo:

CASA DO POVO DE PEGO:
Mário Lopes, João Ruivo (Diogo Lopes), Fábio Duque, João Cartaxo, Fábio Santos (Duarte), Miguel Domingues, Pedro Rosado, Pedro Alves, Tiago Gaspar, Leandro Morais e Luís Mateus (Luís Afonso).
Leonardo, David Pascoal, Edgar Martins e David Fontinha.
Treinador: Bruno Alves.

Casa do Povo de Pego.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA ALDEIENSE:
Ricardo Pereira, Mário, João Rodrigues, André Milagaia, Nelson, Marco, André Valventos (Rodrigo), Fábio Leite (Leandro), João Oliveira (Carlos Silva), Flávio Calado (David Francisco) e Rúben Jorge (Luís Félix).
Suplentes não utilizados: Diogo Rodrigues e André Aleixo.
Treinador: Wilson Leite.

Associação Cultural e Desportiva Aldeiense.

GOLO:
João Oliveira (Aldeiense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Filipe Batista, Vitor Clemente e João Simões.

Equipa de Arbitragem: Filipe Batista, Vítor Clemente e João Simões com os capitães.

No final fomos falar com ambos os treinadores:

BRUNO ALVES (Pego)

Bruno Alves, treinador do Pego

 

WILSON LEITE (Aldeiense)

Wilson Leite, treinador do Aldeiense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

 

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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