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Futebol: Alcanenense e Sertanense empatam em jogo de um só sentido (com áudio)

26 de março de 2016, 15 horas, Alcanena

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Campeonato de Portugal Prio – Manutenção Série F – 7ª jornada

Atlético Clube Alcanenense 1 – Sertanense Futebol Clube 1

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Num relvado molhado, mas em condições aceitáveis para a prática do futebol, encontravam-se duas equipas com pergaminhos nestas andanças mas que, nesta altura, vivem realidades distintas. Os ribatejanos com uma situação aparentemente tranquila, em que só um grande desastre os atirarão para os distritais, enquanto os beirões, com uma época mais instável que o normal, tentam a todo custo fugir aos lugares de despromoção direta e ao de play-off para manutenção.

O jogo começa com os alcanenenses a tentarem impor o seu ritmo, instalando-se no meio campo visistante, pressionando a defesa e meio-campo do Sertanense, na tentativa de lhes retirar tempo para pensar e montar o seu jogo. No entanto, um tanto contra a corrente inicial do jogo, numa jogada de contra-ataque, onde imperou a velocidade de Fábio Gomes e Touré, o Sertanenese adianta-se no marcador. Touré foge pela direita do seu ataque, já dentro da área remata cruzado e em força. Ohoulo defende mas não segura (não nos pareceu que tivesse feito tudo o que podia), sobrando o esférico para a “boca da baliza” onde surge, o ex-Vizela Fábio Gomes a marcar um golo fácil. Eram decorridos 9 minutos e o Sertanense estava detentor de três preciosos pontos.

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Touré fugiu à defensa da casa e descaído para a direita, remata forte e cruzado

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Na sequência do remate de Touré, Ohoulo não agarra a bola, deixando-a sobrar para Fábio Gomes fazer um golo fácil.

Com o golo madrugador dos forasteiros, a toada que se percebia nos primeiros momentos ficou mais acentuada. Os homens de José Torcato em ataque continuado, circulando a bola entre setores, com lateralizações e variações de flanco para chegar à área adversária, privilegiavam o 4-2-3-1 sem bola e o 4-3-3 quando em posse, ao passo que o Sertanense, usava o contra-ataque e um futebol mais vertical (sem ser pontapé para a frente), assente num 4-4-2.

O tempo foi passando com os homens da casa a denotarem alguma falta de discernimento na fase de construção e com os laterais a serem esclarecidos nos movimentos ofensivos, tirando alguma profundidade ao ataque. Do outro lado o Sertanense mantinha a toada de contenção e tentativas de resposta em contra-ataque, sempre procurando a velocidade de Touré e Fábio Gomes, mas sem grandes resultados práticos. Com poucos espaços para jogar, os lances de perigo não iam aparecendo, sendo que os auri-negros só conseguiam chegar à baliza de Vitor Nogueira através de cantos, alguns livres e remates de longe, mas também sem grande “frisson”.

A única exceção em toda a primeira parte, aconteceu ao minuto 30, quando num livre lateral, a bola é cruzada para a área alvi-negra e nem Ito, Faia ou Idelino conseguem tocar a bola para a baliza.

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Do livre apontado para a área da casa, Ito, Faia e Idelino não conseguem reagir a tempo de empurrarem o esférico para o golo

Tirando o golo do Sertanense este foi o lance em que a bola esteve mais perto de uma das balizas, pelo que o intervalo chegava sem deixar grandes saudades.

No reatamento, José Torcato tira Elton (médio mais defensivo) e coloca Jota (jogador de pendor atacante) numa tentativa de chegar com mais gente à zona de decisão.  Aos três minutos, surge o lance que iria marcar todo o desenrolar do jogo. Fábio Gomes, no seu meio-campo defensivo, tem uma entrada imprudente sobre um adversário que ia iniciar um contra-ataque, levando Marco Gomes a exibir-lhe pela segunda vez o cartão amarelo no jogo e o respetivo vermelho. Se até ai, o Sertanense tinha adotado uma toada de contensão, a partir daqui, preocupar-se-ia exclusivamente em defender a vantagem que tinha e as incursões ao meio-campo adversário passaram a ser muito raras. Sem demoras José Torcato retira o desinspirado Bahadir e coloca Peu, dando ainda mais largura à equipa.

Deixando o seu meio-campo disponível para “alugar”, o Alcanenense instala-se no meio campo adversário, conseguindo por vezes ser sufocante, mas também inconsequente e perdulário. Ilustrativo disso mesmo foram os lances em que Peu, aos 55 minutos, ganha a linha de fundo, cruza atrasado (como mandas os livros) e ninguém aparece para o remate, ou aquele em que Jota, ao minuto 64, dentro da pequena área faz brilhar o guardião sertanense, ou ainda quando Glady em zona frontal dentro da área forasteira atira para as nuvens, eram decorridos 65 minutos.

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Vitor Nogueira faz uma defesa “do outro mundo” a remate de Jota, quase em cima da linha de golo

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Glady com a baliza à sua mercê atira bastante por cima

Vendo o tempo avançar e continuando a desperdiçar oportunidades para empatar, os homens da terra dos curtumes, começaram a perder a calma e ansiedade começou-se a instalar, levando-os a querer fazer tudo muito depressa, mas depressa e bem…

E foi assim numa de “água mole em pedra dura” quase desesperada, já com Faia a jogar na frente (começou a médio centro, foi central e terminou a ponta de lança) que o Alcanenense chegou ao golo. Livre frontal batido para dentro da área forasteira e após várias carambolas, o esférico sobra para Faia que desfere remate indefensável, restabelecendo a igualdade.

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Após vários ressaltos a bola chega a Faia que dispara para a baliza contrária

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O remate de Faia não deu qualquer hipótese de defesa ao guardião visitante

Atá ao apito final, Peu, de trivela, ainda atirou ao poste da baliza de Vitor Nogueira e Issouf no último lance do jogo atirou para fora o que podia ter sido o golo da vitória do Sertanense.

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Já nos descontos, Peu, num remate forte de trivela acerta no poste da baliza sertanense

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No último lance do jogo, Issouf em boa posição para marcar, atira a bola ao lado

Empate que premeia a labuta e espirito de sacrificio da equipa de Sertã, mas que é muito castigador para os homens de Alcanena que, pelo que fizeram na segunda parte, mereciam a vitória.

Relativamente ao trio de arbitragem vamos analisar o seu trabalho de várias formas. Aos assistentes não temos grandes reparos a fazer. Quanto ao árbitro, no aspeto técnico esteve num plano aceitável, mas no aspeto disciplinar enveredou por um critério que valeu ao jogo 11 cartões amarelos e 1 vermelho. Em nossa opinião foi um critério apertado demais, mas que se respeita, adotou-o e manteve-o até ao fim. No entanto o pecado maior foi a condescendência com o excessivo “queimar” de tempo, praticado desde muito cedo, por parte dos homens da Sertã, sem que nos tivéssemos apercebido de alguma reprimenda por isso e até o tempo de compensação nos pareceu curto. No entanto e na globalidade o trabalho acaba por merecer nota positiva.

Ficha do jogo

Estádio Municipal Joaquim Maria Baptista

Árbitros: Marco Gomes, Gracindo Vieira e Rudy Silva

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Trio de arbitragem e os dois capitães de equipa

AC Alcanenense

Ohoulo, Ito, Luís Carlos, Glady, Bahadir (Peu), Faia, Bob (Carlos), Cláudio, Ragner, Elton (Jota) e Idelino

Suplentes: Francisco, Bruno Santos, Pedro Silva, Jota, Peu, Carlos e Simão

Treinador: José Torcato

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AC Alcanenense

Sertanense FC

Vitor Nogueira, Mauro, Kelvin, Issouf, Leandro, Fábio Gomes, Silvestre (Ricardo Carvalho), Varela (Mathieu), Touré, Fred e Galvão (Almeida)

Suplentes: Paulo Salgado, Ricardo Carvalho, Mathieu, Paulo Henrique, André, Almeida e Leonel

Treinador: Natanael Costa

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Sertanense FC

Marcadores: Faia (88′) ; Fábio Gomes (9′)

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Faia foi o autor do golo dos homens de Alcanena

 

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Fábio Gomes ( à direita) fez o primeiro golo do jogo, colocando o Sertanense a vencer aos 9 minutos.

Cartões Amarelos: Ragner (20′), Glady (32′), Elton (34′), Bob (56′), Jota (70′) e Carlos (78′) ; Leandro (35′ e 48′), Silvestre (46′), Kelvin (63′) e Fred (75′)

A opinião dos treinadores:

José Torcato (Alcanenense)

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José Torcato

Natanael Costa (Sertanense)

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Natanael Costa

O treinador da equipa da Sertã, amavelmente, escusou-se a falar à imprensa. Dispondo-se a falar noutra altura.

Após a jornada de hoje (última da 1ª Volta) a classificação ficou ordenada da seguinte forma:

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(os dois últimos descem automaticamente aos distritais, enquanto o 6º classificado disputa um play-off de manutenção)

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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1 COMENTÁRIO

  1. 1 – Primeira parte equilibrada. Sertanense a dar iniciativa ao Alcanenense que nunca a soube utilizar da melhor maneira. Talvez o 11 escolhido pelo treinador da casa não tenha sido o ideal. Sertanense foi mais eficaz, aproveitando a única oportunidade de golo verdadeira que houve na primeira parte.
    2 – Na segunda parte tudo se transforma a partir da expulsão do jogador Leandro, capitão do Sertanense. A jogar com mais um, a equipa da casa ganhou metros no terreno contra o forasteiro que preocupou-se apenas em guardar a vantagem. Verdadeiramente só criou uma oportunidade de golo, no cabeceamento do Jota a que o guarda redes forasteiro defendeu com grande intervenção. Na segunda parte sim, podemos falar em sentido único. O jogo tem 90 minutos, não 90.
    3 – O Alcanenense tem boa equipa mas por vezes demasiado impetuosa. Ragner foi infantil ao agredir Kelvin na primeira parte. Só o cartão encarnado era ajustado ao que se passou. O árbitro disfarçou com cartão amarelo. Curiosamente o cronista não menciona esse facto. Onde está o rigor?
    A infantilidade da equipa da casa pode confirmar-se também nos dois lances que abalroa o guarda-redes da equipa de fora. Já se sabe que nestas situações os guarda-redes a vencer, aproveitam sempre. No entanto, no máximo perderam-se 3/4 minutos no tempo em que o GR esteve no chão a ser assistido. O treinador da casa foi fantasioso. O Cronista foi atrás.
    4 – Se o cronista queria mencionar o trabalho do árbitro, devia ter sido sério. talvez não seja fácil ser fotógrafo e em simultâneo avaliar o jogo. Qualquer pessoa percebeu que no primeiro amarelo ao capitão do Sertanense, quem toca na bola é precisamente ele! O contacto com o Bob foi posterior e não foi provocado por ninguém. Um bom árbitro não marcaria falta. Um árbitro mediano, marcaria falta contra o Alcanenense. O árbitro da partida… marcou falta ao contrário e ainda amarelou o jogador do Sertanense de forma absurda! Depois, no início da 2ª parte, num lance perfeitamente normal a meio-campo em que não existe nem perigo para a baliza do Sertanense nem para a integridade física de qualquer jogador em campo, numa zona intermediária do campo, o árbitro completou o serviço iniciado na 1ª parte amarelando o jogador do Sertanense pela 2ª vez, com a estupefacção e sorrisos das várias pessoas que estavam na bancada, entre elas treinadores e dirigentes de outros clubes. Era fácil perceber que o árbitro queria ajudar o Alcanenense a empurrar o Sertanense para a sua área.
    Sugiro ao cronista que para a próxima se remeta a avaliar apenas o jogo, porque a sua avaliação à arbitragem faz lembrar aqueles jornalistas filiados a um clube, que referem que o árbitro teve “critério largo” quando ignora 4 grandes penalidades contra a sua equipa…

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