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Futebol | Adeptos “não conseguem perceber” proibição de regresso do público aos estádios

Os adeptos “não conseguem perceber” porque é que o regresso do público aos estádios vai continuar a ser proibido e criticaram a “falta de fundamentação objetiva” do Governo para justificar essa decisão.

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Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA) lembrou que “já foram feitos testes que correram bem”, inclusivamente “em jogos de Liga dos Campeões em Portugal” e também em jogos “nos Açores”, pelo que não entende “de onde vem esta insistência”.

“Mais uma vez, temos um plano desconfinamento progressivo, que abarca uma série de atividades de índole cultural, muitas delas, provavelmente, em espaços fechados, e existe uma insistência, que não conseguimos compreender, em não incluir os jogos da I Liga nessa lista de eventos”, criticou Martha Gens.

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A líder da APDA concordou mesmo com o presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que se mostrou inconformado com a discriminação do futebol no desconfinamento, especialmente porque “a Liga está a trabalhar, desde abril, num plano para que as coisas funcionem” e, ainda assim, “nunca lhes foi dada sequer a possibilidade de fazer um jogo de teste piloto”.

Por outro lado, Martha Gens recordou que a associação a que preside sempre foi “consciente da curva pandémica” e defendeu, noutras alturas, que não seria o momento ideal para o regresso dos adeptos às bancadas, uma vez que “a saúde pública está sempre em primeiro lugar”.

“Mas considerando que existe um plano de desconfinamento progressivo e que está previsto os grandes eventos voltarem a receber espetadores a partir de 19 de abril, não se consegue compreender como é que ainda estamos em março e já se está a dizer que no futebol não vai ser permitido”, desabafou.

Também a tutela foi visada pela presidente da APDA, que defendeu que o “IPDJ devia estar na linha da frente” nesta matéria, mas “não vê grande interesse nisto”.

“Parece que há uma espécie de tabu relacionado com algo que não conseguimos compreender. Mais uma vez, ao contrário de todas as expectativas, e se tudo correr bem, não compreendermos porque é que o futebol fica de parte”, concluiu.

Em 11 de março, o Governo anunciou que a realização de eventos exteriores com diminuição de lotação vai ser autorizada a partir de 19 de abril e, 15 dias depois, em 03 de maio, grandes eventos exteriores com diminuição de lotação.

No entanto, o Expresso noticiou na sexta-feira que uma fonte do Governo deu conta ao jornal que, até ao fim deste período de desconfinamento, eventos como o Grande Prémio de Fórmula 1 e a I Liga “não terão público”.

Proença inconformado com discriminação do futebol no desconfinamento

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assumiu-se inconformado com a discriminação da modalidade no plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19. Pedro Proença assumiu a surpresa com a proibição de regresso do público aos estádios até maio, segundo uma fonte do Governo citada pelo jornal Expresso.

“Fomos hoje surpreendidos com a notícia que dava conta de uma alegada decisão do governo de impedir a presença de público nos eventos desportivos, até maio”, admitiu Pedro Proença.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPFP recordou o agendamento do plano de desconfinamento, apresentado em 11 de março último, pelo primeiro-ministro, António Costa.

“Considerando que o plano de desconfinamento prevê a reabertura de salas de espetáculos para atividades culturais, como o cinema e o teatro, a partir de 19 de abril, e sendo também essa a data apontada para o retoma de eventos exteriores com lotações reduzidas é, para nós, expectável que o futebol profissional também tenha a oportunidade de ter de volta os seus adeptos nessa mesma altura”, frisou.

O líder do organismo que tutela o futebol profissional em Portugal relembrou a postura adotada desde o início da pandemia, recusando exceções, mas apelando à igualdade de tratamentos.

“Seremos sempre um exemplo de responsabilidade, como demonstrámos aos longo do último ano, o futebol profissional nunca se colocará como um problema para a saúde pública, não é, nem quer ser, um regime de exceção. Nem para o bem nem para o mal. Coerência e equidade é o que se pede”, sublinhou.

Por isso, Proença lamentou a discriminação.

“Depois de todas as provas de comportamento irrepreensível e exemplar dos nossos adeptos, no pontual regresso aos estádios que lhes foi concedido, depois de todos os sacrifícios que temos feito e todas as dificuldades que estamos a ultrapassar, sem qualquer apoio governativo, não aceitaremos que o futebol profissional volte a ser discriminado”, vincou.

Nesse sentido, assumiu o inconformismo com a discriminação, prometendo empenhar-se para alterar esta decisão.

“Não nos conformaremos com um tratamento discriminatório em relação aos demais espetáculos. E estaremos, como habitualmente, na linha da frente para lutar pelos nossos direitos, pelos nossos adeptos, pelas nossas sociedades desportivas”, rematou.

Em 11 de março, o Governo anunciou que a realização de eventos exteriores com diminuição de lotação vai ser autorizada a partir de 19 de abril e, 15 dias depois, em 03 de maio, grandes eventos exteriores com diminuição de lotação.

O Expresso noticia hoje que uma fonte do Governo deu conta ao jornal que, até ao fim deste período de desconfinamento, eventos como o Grande Prémio de Fórmula 1 e a I Liga “não terão público”.

 

Agência de Notícias de Portugal

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