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Futebol: Abrantina vence Ferreira do Zêzere em jogo entre candidatos (com áudio)

Ferreira do Zêzere, 30 de outubro de 2016, 15 horas

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Campeonato Distrital de Seniores da 2ª Divisão da AFS

Série A – 4ª jornada

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Sport Clube Ferreira do Zêzere 0 – União Desportiva Abrantina 3

Crónica por Jorge Beirão

Campo Municipal Eng.º Lopo de Carvalho em Ferreira do Zêzere, piso em relvado sintético, tarde quente de outono, pouco público.

O jogo revestia-se de algum interesse, uma vez que estariam em confronto dois candidatos à fase de apuramento do campeão e consequente subida de divisão. Com o aliciante de a equipa da casa se encontrar no primeiro lugar da classificação da série A, contando por vitórias os jogos disputados e a equipa visitante somando dois empates em outros tantos jogos disputados, podendo-se assim aquilatar dos potenciais das equipas em confronto.

A partida iniciou-se com uma justificada toada cautelosa de análise mútua das equipas, sem grandes riscos e com os meios campos a tentarem desenvencilharem-se das teias engendradas pelos técnicos das equipas, na tentativa de servir os seus dianteiros. Teve mais oportunidades iniciais a equipa de Abrantes, mas a defensiva contrário estava atenta à mobilidade ofensiva do adversário. Ainda não estavam decorridos dez minutos de jogo e surgia a primeira contrariedade para a turma abrantina. Lesão no joelho do estratega Topa que é substituído por China. Diga-se que esta equipa não pôde contar para este jogo, com o seu mais influente jogador atacante por lesão na jornada anterior, falamos de Tavares, agora a lesão do médio Sandro (Topa) e mais tarde, aos trinta e nove minutos de jogo, também José Pedro é forçado a sair lesionado.

A equipa da União Abrantina, controla o jogo a espaços e beneficia de alguns lances que só não dão golo porque os defensores da equipa da casa mantêm um nível de concentração e aplicação considerável, muito bem secundados pelo seu guarda-redes. Mas tanta vez o cântaro vai à fonte…! Foi aos quarenta e dois minutos de jogo que a Abrantina se adianta no marcador, depois da marcação de um livre, a bola sofre alguns ressaltos dentro da área do S.C. Ferreira do Zêzere e sobra para Luís Rodrigues, que remata de pronto, tendo esta tocado num defensor contrário, indo para o fundo da baliza de Joel Dias, que se vê impotente para a impedir, devido à direção imprevista que esta tomou.

a-bola-ja-passou-por-joel-e-vai-ser-o-primeiro-golo-da-abrantina
A bola já passou por Joel, remata por Luís Ferreira. Estava feito o 0-1

Adiantava-se assim a equipa de Abrantes no marcador, faltando três minutos para o fim da primeira parte, o que era um bom ‘handicap’ para os abrantinos com a obtenção do golo mesmo no final do primeiro tempo. Mas é o Sport Clube de Ferreira do Zêzere que ainda tenta contrariar o que se perspetiva, conseguindo ainda vários contra ataques bem delineados e segundos antes de se ouvir o apito de André Fonseca para o final da primeira parte, Rato dentro da pequena área de Mário Lopes atira por cima da barra da baliza da UDA, aquilo que poderia e deveria ser o golo do empate, se o capitão da turma ferreirense não tivesse sido perdulário, executando o mais difícil.

Rato perde o empate a finalizar a primeira parte
Rato perde o empate a finalizar a primeira parte

No segundo tempo assiste-se a um jogo algo confuso, em que a equipa forasteira é a que mais ataca, sem consequências, ou seja, dá a sensação de controlar o jogo mas não consegue efeitos práticos, o que dá origem a que os homens da casa acreditem que a todo o momento o golo poderia acontecer. Foi com essa determinação que se apresentaram desde o reinício do jogo, mas também não conseguiam contrariar o acerto na marcação da defensiva da União, que não permitia veleidades aos generosos atacantes contrários, sendo também de realçar a voz assertiva no apoio às açóes defensivas do guardião Mário Lopes.

Mas é numa das tais jogadas iguais a tantas outras, sem efeitos práticos do ataque da UDA, que surge a hipótese do segundo golo da partida. Num centro para o interior da área do SCFZ, e após a elevação para o cabeceamento de jogadores das duas equipas, André Fonseca assiná-la a marca da grande penalidade a favor da Abrantina. Gerou-se inicialmente alguma surpresa geral, com os jogadores da equipa da casa a questionarem o árbitro e o seu assistente que também corroborou em simultâneo a indicação do seu chefe de equipa. Confessamos que do lugar em que nos encontrávamos (longe do lance), não conseguimos descortinar qualquer irregularidade, no entanto perante a forma coordenada e peremptória da equipa de arbitragem ao sancionar o penalti, teremos que dar o benefício da dúvida porque, estes sim, estavam bem perto do lance em que consideram a irregularidade do jogador Gerardo. Na marcação do penalti Diogo Barrocas não falhou ao enganar o guardião Joel Dias.

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Diogo Barrocas bate o penalti sem hipótese de defesa para Joel

A partir da obtenção do segundo golo e durante a segunda parte, Paulo Fernando fez as alterações necessárias para continuar a controlar o jogo e refrescar a equipa mantendo os níveis de confiança. Por seu lado na equipa da casa a falta de confiança abalou os homens de Ferreira do Zêzere, indignados com o assinalar do penalti por parte do árbitro da partida, dando a ideia que interiorizaram, que se com um golo sofrido é difícil com dois será quase impossível. Mas digamos que até parecia que os “deuses da bola” não estavam com a equipa líder da série A, pois Rui Bugalhão vê-se forçado no espaço de quatro minutos a substituir por lesão os dois organizadores do jogo ofensivo da sua equipa, João Mendes e Marco Ferreira. O terceiro golo da equipa Abrantina, surge da marcação, por Diogo Barrocas, de mais um penalti assinalado pelo árbitro da partida (este toda a gente viu). Faltavam quatro minutos para o fim do jogo. Até final não houve mais nada de realce, mesmo nos seis minutos de compensação dados pelo árbitro.

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Diogo Barrocas voltou a enganar Joel, bisando na partida

Diremos em conclusão que o resultado em termos de vencedor se aceita, porque a equipa visitante foi mais assertiva e concentrada e soube aproveitar os erros, sendo feliz em lances cruciais. O resultado em termos numéricos é de certa forma injusto e não se coaduna com o jogo levado a efeito pelas duas equipas, e ainda a diferença entre estas não é assim tão evidente.

Quanto à equipa de arbitragem, fez um trabalho bastante aceitável, diremos que no lance do primeiro penalti não poderemos ajuizar aprofundadamente pelos motivos que referimos, no entanto diremos que nem houve grande aparato no lance. Deixamos uma chamada de atenção ao senhor André Fonseca. Na acção disciplinar do árbitro este quando exibe um cartão deve isolar o jogador a ser advertido para que a advertência seja bem identificada, por outro lado, também o árbitro nunca vai atrás do jogador a advertir, deverá chamá-lo e proceder em conformidade.

Ficha do jogo

Campo Municipal Eng. Lopo de Carvalho

Árbitro: André Fonseca

Árbitros Assistentes: Rodrigo Viana e Rodrigo Pereira

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Entrada das equipas em campo com o trio de arbitragem (Rodrigo Pereira, André Fonseca e Rodrigo Viana) na frente

SC Ferreira do Zêzere

Joel Dias, Nuno Lopes, Celso, Diogo Gaspar, Fábio Dias (César Duarte), Gerardo, Marco Ferreira (José Monteiro), Flávio Graça, António Marques, João Mendes (Pedro Francisco) e Rato

Suplentes: Luís Sousa, César Duarte, Duarte Gaspar, Pedro Francisco, José Monteiro, João Daniel e Caetano

Treinador: Rui Bugalhão

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SC Ferreira do Zêzere

UD Abrantina

Mário Lopes, Miguel Catarino, Toni, Diogo Mateus, João Rui, Diogo Barrocas, José Pedro (Romero), Topa (China), Luís Vieira, João Reis (Rafael) e Luís Rodrigues (Filipe)

Suplentes: Miguel Vitor, China, Gonçalo, João Rodrigues, Rafael, Romero e Filipe

Treinador: Seninho

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UD Abrantina

Cartão amarelo: Fábio Dias (50′), Gerardo (77′), Celso (90′) e António Marques (90’+5) ; Diogo Barrocas (75′)

Marcadores:  Luís Rodrigues (42′) e Diogo Barrocas (61′ e 86′)

A opinião dos treinadores:

Rui Bugalhão (Ferreira do Zêzere)

Seninho (União Abrantina)

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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