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Sábado, Setembro 18, 2021

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Futebol | Abrantes recebeu a festa da Taça de Portugal e fez tremer o Caldas (c/fotos e áudio)

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – CALDAS SPORT CLUBE 4 (após prolongamento)
Taça de Portugal – 1ª eliminatória
Estádio Municipal de Abrantes
11-09-2021

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O Municipal abrantino vestiu-se de gala para a festa da Taça. Fazendo história, o velhinho clube abrantino – o Sport Abrantes e Benfica foi fundado em 1916 -, ganhou com todo o mérito o direito a participar na 1ª eliminatória da Taça de Portugal. No sorteio “calhou-lhe” um osso duro de roer: o Caldas milita na Liga 3 e já leva alguns jogos realizados. O Benfica de Abrantes estreou-se nas competições oficiais precisamente neste jogo.

Com público nas bancadas é outra loiça…das Caldas.

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O público, de regresso às bancadas, deu um colorido especial à partida. O ex presidente Jorge Sampaio foi recordado no cumprimento dum minuto de silêncio, respeitado por todos os presentes.

Minuto de silêncio no Municipal abrantino.

Após o apito inicial do árbitro do encontro cedo se percebeu que a equipa do terceiro escalão nacional queria resolver a contenda a seu favor o mais breve possível. Numa entrada muito forte empurrou a equipa da casa para as imediações da sua área, obrigando a grande coesão defensiva e elevada concentração.

Os cantos a favor da equipa visitante sucederam-se sem que a equipa de Paulo Seninho encontrasse antídoto para o “espartilho” caldense. Aos oito minutos Luís Farinha rematou forte contra Diogo Barrocas, ganhando mais um canto que voltou a criar dificuldades à defensiva da casa.

Sempre que os benfiquistas ganhavam o esférico as transições não “saiam” e a perda de bola era inevitável. O Caldas colecionava minutos de posse de bola mas o golo também não surgia. Ao quarto de hora de joga já contabilizava cinco pontapés do quarto de círculo.

Abrantes e Benfica foi afastado pelo Caldas após prolongamento. Foto: mediotejo.net

Aos 19 minutos, Yordi Marcel ganhou toda a ala direita e cruzou para a zona do segundo poste surgindo Vieirinha em boa posição mas atacou tarde o esférico, perdendo-se pela linha de fundo.

Aos 22 minutos um livre à entrada da área dos abrantinos atingiu um jogador da barreira, ganhando altura e saindo. No canto, a equipa de Séninho defendeu bem saindo rapidamente em contra golpe mas sem efeito prático.

Quando foi preciso defender os benfiquistas foram enormes.

Aos 24 minutos, após um livre a meio campo para os donos da casa, o Caldas lançou um rápido contra golpe através de Gonçalo Chaves que entrou na área com a bola “colada” no pé. Leandro Ramos abordou o lance de forma ingénua e o toque no pé do jogador visitante provocou a sua queda e o árbitro não hesitou em apontar a marca da grande penalidade.

Dos onze metros João Rodrigues bateu um infeliz João Rosa que até adivinhou o lado mas foi impotente para parar o remate certeiro. A partir dos 25 minutos o Caldas adiantava-se no marcador, traduzindo o maior pendor atacante.

João Rosa adivinhou o lado mas não evitou ser batido.

À passagem do minuto 33 Leandro Borges ganhou a linha de fundo do lado direito e cruzou para Vieirinha ao segundo poste mas não conseguiu dar a melhor direção ao esférico.
No minuto seguinte o Caldas beneficiou dum livre em posição frontal mas André Santos rematou para lá da linha de fundo.

Com 40 minutos jogados, sem que a pressão dos visitantes abrandasse, Leandro teve uma boa iniciativa individual, ganhou metros e serviu João Rodrigues no coração da área. Cabeceou de forma defeituosa, por cima, em soberana oportunidade para bisar.

Caldas sempre muito perigoso.

Aos 42 minutos, na sequência de novo canto, o central caldense Thomas Militão subiu à área contrária para cabecear por cima do travessão. No minuto seguinte Gonçalo Chaves rematou forte, a bola desviou em Toni e João Rosa aplicou-se para defender.

Num segundo remate, o juiz da partida, entendendo que a ação do capitão abrantino foi deliberada e faltosa, apontou de novo a marca de penalti. Decisão que se aceita mas um castigo demasiado severo para a empenhada equipa abrantina.

Dois golos de diferença era castigo exagerado.

Gonçalo Chaves não tremeu e enganou João Rosa, elevando a contagem e deixando a equipa de Seninho com um gigantesco desafio para o segundo tempo.

Em cima do apito para o descanso João Marchão ganhou um livre junto à lateral no enfiamento da área. Rui Sousa colocou na área onde estavam muitos abrantinos mas a defensiva contrária resolveu e o juiz da partida mandou toda a gente para o descanso.

Pesado o resultado no intervalo.

Ao intervalo Paulo Seninho deixou João Nogueira no banho e lançou Bruno Gonçalves no jogo, refrescando o ataque. O Sport Abrantes e Benfica apareceu na segunda parte transfigurado para melhor, disputando o jogo pelo jogo, afoitando-se em terrenos mais subidos de forma desinibida. Esta postura deu os seus frutos.

Aos 54 minutos, a equipa da casa ganhou um livre do lado esquerdo do seu ataque e Miguel Seninho assumiu a cobrança. Bateu forte ao primeiro poste onde surgiu Toni a fazer, de calcanhar, um golo de belo efeito.

Golo de “raiva2 do capitão abrantino.

Com o golo do seu capitão o Abrantes reentrava na discussão da partida e da eliminatória.
José Vala de imediato procedeu a ajustes fazendo entrar João Silva para o lugar de Luís Farinha.

Com o jogo a ser disputado em toada de equilíbrio, a equipa abrantina ganhou uma bola no seu meio campo, Miguel Seninho ganhou alguns metros e vendo o adiantamento do guarda redes Rui Oliveira, duns longos 40 metros, executou um chapéu digno de qualquer jogo em qualquer estádio do mundo. Que golão de Miguel Seninho!

Considerado pelo Canal 11 o golo da Taça, já correu mundo e com toda a justiça.

Chapéu monumental de Miguel Séninho tornou-se viral na internet.

Com o Abrantes a chegar ao empate, a equipa de José Vala “abanou” e começou a cometer erros que os abrantinos iam explorando.

Logo após o golo a equipa do Oeste não foi lesta a afastar o esférico na sequência dum canto e Leandro Ramos por pouco não fazia a “remontada”. José Vala não gostava do que via e trocou André Perre por Vieirinha.

O jogo não mostrava indícios de uma equipa se superiorizar entrando até numa toada de equilíbrio, jogando-se muito a meio campo. Nem a tripla substituição operada pelo técnico caldense pareceu alterar a situação.

Vala queria ganhar o jogo.

Já com o espectro do prolongamento a pairar no Municipal de Abrantes, André Perre bateu um canto de forma soberba para a cabeça do central Pedro Gaio. A cabeçada foi defendida por João Rosa para a barra originando novo canto.

João Rosa começava a ser decisivo nos últimos momentos do tempo regulamentar. No último lance, já nos descontos, voltou a ser enorme a defender uma cabeçada de novo de Pedro Gaio, na sequência dum livre. Pouco depois Pedro Ramalho apitava, ordenando o prolongamento de 30 minutos.

O Municipal de Abrantes acreditava mas o prolongamento foi fatal.

Prolongamento que se adivinhava fatal para o Abrantes…
No final do tempo regulamentar já vários jogadores de Paulo Seninho acusavam cansaço e desgaste, obrigando o técnico a um verdadeiro exercício de adivinhação no capítulo das substituições.

Aqui começava o calvário da equipa do escalão inferior e com menos tempo de competição. Ainda assim Seninho reorganizava a sua equipa e tentava resistir. Os penaltis poderiam jogar a seu favor…

Penaltis seriam a derradeira esperança…

No inicio do prolongamento, aos 92 minutos, o destino da partida ficou traçado. Januário foi à direita cruzar, João Rosa ficou na viagem e João Rodrigues voltou a marcar, colocando o Caldas , de novo, no comando do marcador.

Depois dum excelente remate de André Perre, Seninho fez entrar Pedro Damas e Zé Pedro duma assentada. Saúda-se o regresso do atacante benfiquista após longo período de recuperação de grave lesão. Saíram, esgotados e com queixas álgicas, João Marchão e Rui Sousa.

Com 105 minutos jogados, o Caldas com a eliminatória ao seu alcance volta a marcar.
Leandro Borges descobre André Perre e este cruzou para a zona fatal. Aí, à ponta de lança, João Rodrigues encostou para colocar o Caldas com dois golos de vantagem.

Caldenses impuseram a sua condição física.

Após a breve troca de campos o reinício não trouxe nada de novo. Rendidos a um resultado negativo, sem argumentos físico e táticos, os minutos finais foram penosos para a equipa abrantina. O resultado final não deixa espaço para equívocos…

Ganhou a melhor equipa, o Abrantes apresentou qualidade quando acreditou. O que resulta desta excelente noite em Abrantes foi o regresso a uma normalidade, condicionada, é verdade, mas uma saudade que já não se via há muito. Boa arbitragem com rigor excessivo no segundo penalti. Bom jogo de Taça em que o Abrantes cai de cabeça erguida…

Boa arbitragem num jogo fácil.

Ficha do Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
João Rosa, Miguel Catarino, Toni, Manuel Vítor (Francisco Pereira), Leandro Ramos, Rui Sousa (Pedro Damas), Diogo Mateus (Sérgio Salgado), Diogo Barrocas, João Nogueira (Bruno Gonçalves), Miguel Séninho e João Marchão (Zé Pedro).
Suplentes não utilizados; Ricardo Canais e Will.
Treinador: Paulo Séninho.

CALDAS SPORT CLUBE:
Rui Oliveira, Yordi Marcel (André Sousa), Thomas Militão, Pedro Gaio, Vieirinha (André Perre), Luís Farinha (João Silva), Nuno Januário (Vítor Rodrigues), Leandro Borges, André Santos (Marcelo Marquês), Gonçalo Chaves (Paulo Inácio) e João Rodrigues.
Suplente não utilizado: Luís Lopes.
Treinador: José Vala.

Caldas Spot Clube.

GOLOS: Toni e Miguel Séninho (Abrantes), João Rodrigues (3) e Gonçalo Chaves (Caldas).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Ramalho, Jorge Roque e João Letras (AF Évora).

Equipa de arbitragem: Pedro Ramalho, Jorge Roque e João Letras com os capitães.

No final os técnicos falaram à Comunicação Social em Conferência de Imprensa:

PAULO SÉNINHO (Abrantes)

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

JOSÉ VALA (Caldas)

José Vala, treinador do Caldas Sport Clube.

  • Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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