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Sábado, Novembro 27, 2021

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Futebol | Abrantes e Benfica vence o Pego e está a um passo de ser Campeão (C/fotos e audio)

SPORT ABRANTES E BENFICA 3 – CASA DO POVO DO PEGO 0
Campeonato da 2ª Divisão da AFS – Apuramento do Campeão – 7ª jornada
Estádio Municipal
Abrantes
25-05-2019

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Ambiente de festa no Municipal mesmo com pouco público.

Numa tarde quente, com um relvado muito bem cuidado, o estádio Municipal de Abrantes recebeu um jogo que poderia ditar, em caso de derrota do Moçarriense e vitória da equipa da casa, o novo Campeão Distrital da 2ª divisão.

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A equipa do Pego, após derrota caseira por números dilatados e com a subida no horizonte, tudo iria fazer para pontuar. No momento da subida ao relvado cedo se percebeu que os pegachos apresentavam um novo “desenho”. Com muitos dos habituais ausentes era a vez de Fernando Rosado dar um lugar aos novos.

Muita juventude na equipa de Fernando Rosado.

Com muita juventude no eixo da defesa, o Pego apostava, ainda assim, na segurança defensiva como prioridade, tentando contrariar o “carrocel” dos atacantes “encarnados”.

Com trocas constantes de posição e com o apoio das linhas médias e a subida dos laterais, o Abrantes apresentava um caudal ofensivo de respeito. Mas a primeira ameaça para as redes de Mário Lopes surgiu aos cinco minutos através de um remate de meia distância de Basílio a fazer o esférico passar acima do travessão.

Lutou-se ombro a ombro no meio campo.

Três minutos volvidos, uma jogada de insistência da equipa da casa obrigou o guarda redes pegacho a agarrar nas alturas, com muita segurança, esconjurando o perigo.

Aos nove minutos o Pego conquistou um livre, muito longe da baliza abrantina e Joel teve de se aplicar para parar o forte remate. A equipa de Abrantes tinha mais bola, atacava mais, mas a equipa da Casa do Povo do Pego defendia com “unhas e dentes” o nulo que lhe servia na perfeição.

Muita segurança defensiva dos dois conjuntos.

Aos 18 minutos Diogo Basílio, o marcador de livres da equipa de Paulo Séninho, teve o ensejo de aplicar um forte remate que obrigou Mário Lopes a defesa apertada para canto.

Na resposta, aos 21 minutos, o Pego solicitou a corrida de Diogo Rosado. Quando o atacante se isolou, o auxiliar de João Veríssimo levantou a bandeirola, assinalando posição irregular e os protestos fizeram-se ouvir no banco dos pegachos. Deixou-nos dúvidas esta decisão.

No minuto seguinte os abrantinos beneficiaram de um canto e a cabeçada de Marcos Patrício só parou no fundo das redes à guarda de Mário Lopes.

Marcos Patrício abriu a contagem.

A meio da primeira parte, o Abrantes e Benfica passava a liderar o marcador materializando o maior ascendente ofensivo. Complicavam-se as coisas para a equipa de Fernando Rosado.

Aos 25 minutos, numa disputa direta entre Mário Lopes e Marcos Patrício, o avançado foi mais forte, assistiu Rui Sousa e este disparou para a trave. Grande perdida para as “águias”.

No minuto seguinte, com os mesmos intervenientes frente a frente, Marcos Patrício rematou contra o guarda redes com a bola a sobrar para Zé Pedro que, num aparatoso mergulho, de cabeça, aumentou a contagem.

Zé Pedro marcou com um mergulho acrobático.

A equipa do Pego pareceu acusar os golos e o desânimo ia dando argumentos aos abrantinos para acreditarem na possibilidade de fazer mais golos.

À passagem da meia hora Diogo Rocha finalizou uma excelente jogada de entendimento. O remate passou por cima da trave da baliza pegacha. Tardava a reação dos homens do Pego que surgiu aos 37 minutos. Paulito entrou na área dos abrantinos e de ângulo reduzido rematou ao lado.

Com o calor a fazer mossa suspirava-se pelo intervalo que surgiu rapidamente sem mais chances de golo para qualquer das equipas.

O calor convidava ao descanso.

O recomeço não trouxe novidades. A matriz do jogo permanecia inalterada com o Abrantes e Benfica mais subido, com maior posse de bola e a equipa do Pego a tentar um roubo que lhe permitisse o contra golpe.

Aos 53 minutos novo livre para os da casa e de novo Basílio na conversão. Mário Lopes defendeu para canto. À passagem do quarto de hora do segundo tempo o guarda redes seria de novo solicitado a anular, nas alturas, um perigoso cruzamento. No minuto seguinte um centro remate de Rafa não passou longe da baliza pegacha. Mantinha-se o sinal mais da equipa comandada por Paulo Séninho.

Assédio à baliza de Mário Lopes foi uma constante.

Aos 63 minutos, Rafa, com excelente iniciativa, isolou Marcos Patrício que, na cara de Mário Lopes, proporcionou ao guarda redes uma defesa de elevado grau de dificuldade.

No minuto seguinte João Roldão fez uma falta merecedora da amostragem do cartão amarelo e na transformação Basílio obrigou Mário Lopes a nova defesa. Foi preciso esperar pelo 73º minuto para ver de novo Marcos Patrício ganhar posição dentro da área e, já de ângulo apertado, rematar contra um defensor ganhando novo canto.

O Pego ia tentando partir para o contra ataque.

No minuto seguinte um cruzamento milimétrico para a cabeça de Marcos Patrício foi anulado pela saída arrojada de Mário Lopes.

Hélio Ocante, entrado à meia hora do segundo tempo, foi derrubado por João Roldão já dentro da área quando tentava ensaiar o remate. O árbitro João Veríssimo apontou a marca de penalti e expulsou o defesa pegacho por acumulação de amarelos. Da marca dos onze metros Hélio Ocante não vacilou e fixou o marcador em 3-0. Estavam jogados 80 minutos na partida.

Hélio Ocante derrubado por João Roldão fixou o resultado de penalti.

Hélio Ocante viria a introduzir novamente o esférico na baliza pegacha mas o lance estava interrompido por falta atacante. Já com os três minutos de compensação concedidos pelo árbitro a esgotarem-se Diogo Rosado, inconformado com o rumo dos acontecimentos, tentou o remate de longe. O remate saiu fraco para defesa fácil de Joel.

Pouco depois o árbitro deu o encontro por finalizado com uma justa vitória da melhor equipa no relvado. Com o empate da Moçarria o Abrantes e Benfica fica obrigado a fazer apenas um ponto para se sagrar Campeão.

O Pego continua na corrida à subida e terá de vencer nos confrontos que se avizinham. Arbitragem competente.

João Veríssimo seguiu os lances de muito perto.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel, Miguel Catarino, Toni, Duarte Basílio, Diogo Rocha, Diogo Mateus, Diogo Barrocas, Rafael Silva (Bexiga), Rui Sousa (João Reis), Zé Pedro e Marcos Patrício (Hélio Ocante).
Suplentes não utilizados: Bernardo Amaro, Pedro Gomes e Luís Ferreira.
Treinador: Paulo Seninho.

Sport Abrantes e Benfica.

CASA DO POVO DO PEGO:
Mário Lopes, Daniel Patrício, Fábio Duque, João Roldão, Gonçalo Silva (Luís Vieira), André Batista (Rúben), Paulito, João Rodrigues, Pedro Rosado (André Neves), Beny e Diogo Rosado.
Suplentes não utilizados: João Rosa, Luís Rodrigues, Ricardo Alves e Fábio Santos.
Treinador: Fernando Rosado.

Casa do Povo do Pego.

GOLOS:
Marcos Patrício, Zé Pedro e Hélio Ocante (Abrantes).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Veríssimo, Nuno Martins e Hugo Simões.

Equipa de arbitragem: João Veríssimo, Nuno Martins e Hugo Simões com os capitães.

No final do encontro ouvimos os técnicos de ambos os conjuntos:

Seninho, treinador Sport Abrantes e Benfica (foto: mediotejo.net)

 

Fernando Rosado-Treinador da CP Pego.

*Com David Belém Pereira (fotos).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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