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Sábado, Julho 31, 2021

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“Futebol 9X9”, por Nuno Pedro

Não sendo pioneira no nosso país quanto a esta questão, uma vez que são já algumas as associações de futebol que o implementaram, a Associação de Futebol de Santarém, em particular os seus clubes filiados, aprovaram recentemente em assembleia geral a introdução da variante de futebol de nove nos seus quadros competitivos distritais, no que ao escalão de infantis, agora denominado Juniores D, diz respeito. Uma competição cujo início está já aprazado para próxima época futebolística, 2016/2017.

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Trata-se de uma decisão que vai de encontro àquilo que foi a vontade expressa pelos dirigentes dos clubes, depois de auscultados e dos contributos que os mesmos têm dado ao logo dos últimos anos tendo em vista o continuado incremento e desenvolvimento do futebol de formação no Distrito de Santarém.

A introdução deste novo modelo de competição insere-se naquilo que muitos consideram como uma etapa de capital importância no processo de transição do futebol de sete para o futebol de onze. Neste particular, convém recordar que entre as épocas 86/87 e 96/97 chegou mesmo a ser disputada uma prova de âmbito nacional no escalão de infantis – Taça Nacional de Infantis – na variante de futebol de onze e cujos títulos foram arrecadados pelo Sporting e Benfica (por três ocasiões cada um) e pelo Porto e Boavista (com dois títulos para cada clube).

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Estaremos perante um regresso ao passado e consequente retrocesso? Peremptoriamente terei que afirmar que não. Por essa altura, viviam-se tempos em que o futebol de formação nos escalões mais baixos dava os primeiros passos. Primeiramente com a criação do escalão de infantis, a que se foi paulatinamente juntando o escalão de escolas, para num passado mais recente se assistir a uma nova nomenclatura com o fomento dos escalões de benjamins, traquinas, minis e petizes.

Um dado que não pode ser escamoteado diz respeito ao aumento exponencial que, ao longo das últimas três décadas, se verificou em termo do número de praticantes da modalidade nas idades mais baixas, facto do qual não pode ser dissociada a reestruturação então consumada com a criação do futebol de sete. Até porque, dizem os entendidos e cuja posição corroboro, a adaptação ao jogo, a sua aprendizagem, seria facilitada em campos de dimensão reduzida, em que o contacto quase permanente com a bola, diminuiria a complexidade do processo evolutivo dos praticantes ainda numa idade pouco mais que imberbe.

Mas voltando ao futebol de nove, tal como referi anteriormente, é uma experiência já consolidada em algumas associações distritais do nosso país e que agora assenta arraiais em Santarém. Para além da Federação Portuguesa de Futebol já ter instituída uma competição desta natureza ao nível do futebol feminino no escalão de Sub19.

Em termos de questões técnicas, a competição de futebol de nove, repito, exclusivamente para o escalão de infantis, será disputada num campo em que as medidas mínimas e máximas serão as seguintes: comprimento (entre 65 e 75 metros) e largura (entre 55 e 64 metros). Já quanto às balizas, as bolas a utilizar e a duração do jogo serão rigorosamente iguais à competição de futebol de sete no mesmo escalão.

Por último e sem qualquer aspecto vinculativo, a única sugestão apresentada é que o futebol 9X9 seja disputado pelos jovens jogadores de segundo ano do escalão de infantis, dando prossecução ao objectivo da melhor e mais adequada transição para o modelo do futebol de onze.

PS: Na sequência do convite que me foi endereçado pelo meu amigo Mário Rui Fonseca inicio, desta forma, a minha colaboração com o jornal digital mediotejo.net. Não tendo a presunção de trazer à liça qualquer posição inquestionável, procurarei de forma distante e desprovida de facciosismos expor a minha visão pessoal sobre o fenómeno desportivo, em particular do futebol, pejado de temas, episódios, tão do agrado dos seus amantes. Sem esquecer o lado informativo. Aos estimados leitores deixo o meu agradecimento antecipado pela atenção dispensada.

*Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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