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Futebol (2ª Distrital) | Abrantina teve o “pássaro na mão” mas Atalaiense soube roubar-lho (com áudio)

Abrantes, 11 de dezembro de 2016, 15 horas

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Campeonato Distrital de Seniores da 2ª Divisão da AFS

Série A – 9ª Jornada (última da primeira volta)

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União Desportiva Abrantina 2 – União Desportiva Atalaiense 3

Crónica do jogo por Jorge Beirão

Estádio Municipal em Abrantes, relvado natural em bom estado, tarde de sol com algumas nuvens, vento fraco.

Em confronto o terceiro e quarto classificados da série A da 2ª divisão da AF Santarém, respectivamente, U.D.Abrantina (15 pontos) e U.D. Atalaiense (13 pontos). O pouco público que se deslocou ao Estádio Municipal, assistiu a uma primeira parte com algum equilíbrio em termos competitivos, com jogadas de perigo junto das duas balizas, sendo mais feliz quem cometeu menos erros e essa equipa foi a de Atalaia, que aproveitou um deslize do guarda redes da equipa da casa. Mário Lopes largou a bola quando a tinha entre mãos, depois de um cruzamento para a sua área, aproveitando o avançado Artur para inaugurar o marcador para a equipa visitante, aos vinte minutos de jogo, sendo lesto a aproveitar a benesse contrária.

Artur (tapado na foto) aproveitou “prenda” de Mário Lopes e inaugurou o marcador

Esta foi a situação mais relevante junto às balizas de ambos os contendores, por ter dado lugar à inauguração do marcador, tendo havido outra situação relevante, mas de foro disciplinar que deu lugar à expulsão do dianteiro Danny de Atalaia. Numa jogada de envolvimento entre ele e o guarda redes da União Abrantina, o avançado alvi-negro alegadamente terá agredido Mário, uma vez que viu o vermelho direto exibido pelo árbitro Nelson Andrade, mesmo no final da primeira parte.

No entender de Nelson Andrade, Danny agrediu Mário Lopes e recebeu ordem de expulsão

Com a equipa forasteira reduzida a dez unidades para a segunda parte, previa-se um handicap positivo para a equipa da casa, e assim aconteceu, porque o treinador Seninho faz uma alteração na sua equipa, tirando o defesa Romero e entrando o dianteiro Luís Rodrigues, correspondendo à substituição operada no início do segundo tempo, por Nuno Lopes que fez entrar Cadete para o lugar de Paulo Jorge.

O treinador da abrantina é feliz com a alteração, uma vez que volvidos dois minutos da segunda parte, surge o golo do empate marcado pelo Luís Rodrigues, quarenta e sete minutos de jogo. A equipa de Atalaia perturbou-se com o empate e a Abrantina aproveita o desnorte para cinco minutos depois passar para a frente do marcador com o golo de Tavares.

Luís Rodrigues entrou e no segundo minuto do segundo tempo restabelece a igualdade

Tavares coloca os da casa em vantagem

Parecia que as coisas se compunham a contendo dos abrantinos, mas a realidade foi outra. A equipa da União Atalaiense, deixou de se preocupar com a arbitragem (já lá iremos), e concentrou-se mais no jogo, aproveitando também o excesso de individualismo da equipa da casa e os erros defensivos, nomeadamente no futebol “aéreo”, conseguindo marcar dois golos de cabeça.

O golo do empate a duas bolas foi conseguido pelo capitão Banana, correspondendo a um centro para o interior da área e sem oposição marca de cabeça aos sessenta e um minutos de jogo. O golo da vitória chegou aos noventa e três minutos, já em período de compensação, na marcação de uma falta para dentro da área abrantina, onde Pedro Silva, novamente de cabeça faz o golo da vitória da equipa do concelho de Barquinha.

Pedro Silva em tempo de descontos faz o golo da vitória da equipa atalaiense

Fazendo uma análise à postura das duas equipas em termos competitivos neste jogo, diremos que a equipa da União Atalaiense mostrou-se organizada mas desconcentrada por se preocupar em contestar sistematicamente as decisões da equipa de arbitragem ao invés da concentração competitiva que o seu técnico desejava. Com isto  não tiraram proveito do menor acerto dos abrantinos e excesso de individualismo desta equipa que abusou da retenção do esférico, ou seja, não largando a bola para os companheiros como é desejável num jogo que uma das grandes vantagens é a surpresa e velocidade. Assim, tudo o que os abrantinos faziam era mais que evidente e esperado, excesso do tal individualismo e lentidão de processos. Para uma equipa em inferioridade numérica é o ideal, juntando a isso um desacerto total na marcação nos lances perigosos na sua área.

Foi uma vitória feliz da equipa Atalaiense mas muito bem conseguida e trabalhada, e uma derrota penalizante para a equipa que tinha tudo para vencer, mas preferiu o individualismo exagerado num jogo desgarrado em detrimento da entreajuda e da unidade como equipa.

Quanto à equipa de arbitragem chefiada por Nelson Andrade, com os assistentes Luís Oliveira e César Soares, em termos técnicos esteve muito bem, com uma boa coordenação e sinalética, sempre perto dos lances respeitando as diagonais, dificultando assim eventuais contestações. Mas, foi neste aspeto que o árbitro atuou contra si próprio, ou seja, permitiu muita discussão e contestação por parte dos jogadores de Atalaia, quando quem deve falar com o árbitro é o capitão e em termos corretos, protelou e admitiu muitas entradas perigosas nomeadamente sobre o jogador número vinte e um da União Abrantina, João Reis, duas das quais roçando a agressão principalmente no segundo tempo, mostrando apenas o cartão amarelo. Se o Danny mereceu o cartão vermelho direto no lance com o guarda redes Mário, o que mereceriam os seus colegas que cometeram as tais duas entradas perigosas sobre João Reis. Também devemos dizer que este jogo não foi fácil de dirigir, mas era de prever devido à posição classificativa e aspirações de ambas as equipas, mas se há jogos que poderão servir para análise, para melhores prestações no futuro, este jogo vem precisamente a propósito para Nelson Andrade, porque em termos disciplinares, em nossa opinião, esteve mal. Tivemos a perceção que a determinada altura verificou que teria que expulsar mais jogadores, mas já era tarde porque condescendeu e assumiu o erro, não atuando como devia.

Ficha do jogo

Estádio Municipal de Abrantes

Árbitro: Nelson Andrade

Árbitros Assistentes: Luís Oliveira e César Soares

Trio de arbitragem, César Soares , Nelson Andrade, Luís Oliveira e os capitães das duas equipas, Banana (Atalaiense) e Toni (Abrantina)

UD Abrantina

Mário Lopes, Catarino, Toni, Bruno Morais (Bruno Moita), Romero (Luís Rodrigues), Barrocas, Zé Pedro, Diogo Mateus, João Reis, Vieira e Tavares (João Rodrigues)

Suplentes: Artur, Rafa, Manuel Vitor, Gonçalo Silva, Luís Rodrigues, João Rodrigues e Bruno Moita

Treinador: Seninho

Onze inicial da União Desportiva Abrantina

UD Atalaiense

Pita, Pedro Silva, Barrela (João Santos), Fred, Vitor, Banana, Gonçalo Nunes (Salgado), Paulo Jorge (Cadete), Artur (João Paulo), Alcarraio e Danny

Suplentes: Rafa, Matias, Cadete, João Santos, João Paulo, Salgado e Valente

Treinador: Nuno Lopes

Onze inicial da União Desportiva Atalaiense

Cartão amarelo: Toni (55′), Catarino (60′) e Diogo Mateus (90′) ; Pedro Silva (25′), Paulo Jorge (35′), Banana (40′), Vitor (57′) e Barrela (77′)

Cartão vermelho: Danny (45′)

Marcadores: Luís Rodrigues (47′) e Tavares (52′) ; Artur (20′), Banana (61′) e Pedro Silva (93′)

A opinião dos treinadores:

Seninho (União Abrantina)

Nuno Lopes (União Atalaiense)

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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