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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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“Frutas”, por Armando Fernandes

A canícula convida ao consumo de fruta, seja fresca, seja crua, seja gelada, seja cozida, seja ainda na forma de mousses, flamejada na companhia de queijo ou iogurte (por exemplo), seja ainda casada nos sorvetes, nos gelados, nos recheios de doçaria de múltiplas representações.

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Os pontos acima expostos, cada qual em pormenor deram e vão dar origem a milhares de obras, umas melhores do que outras, a fruta sadia é melhor do que a fruta tocada, algumas meras cópias, muitas de grande qualidade no tocante à origem das frutas, sua trajectória através do Mundo, episódios que lhes concedem extraordinária fama, suas virtudes a concederem-lhe o apreço de biliões de consumidores. O universo fruteiro é fascinante, misterioso, foi perigoso (ainda é no referente a espécies raras), além de constituir alimento primacial para a saúde de todos.

As frutas dividem-se em três grandes classes:

  1. As ricas em água e vitamina C, apaziguam a sede, opulentas em ácido ascórbico e minerais, caso das laranjas, tangerinas, maçãs, mangas, morangos, peras e pêssegos, variam na composição de açúcares.
  2. As ricas em glícidos, por essa causa muito energéticas, por cada 100 gramas fornecem 200 a 300 calorias. Se o leitor comer castanhas, fruta seca, tâmaras ou ameixas secas não se esqueça deste pormenor.
  3. As ricas em lípidos e pobres em água, assim são as amêndoas, as avelãs e as nozes, todas ricas em cálcio, vitamina B, também grandes fornecedoras de calorias, 650 calorias por cada 100 gramas. Dada a sua fortaleza calórica há quem lhes atribua papel destacado na sua alimentação, o que segundo os especialistas não se recomenda. Nos anais alimentares de todo o género as amêndoas, avelãs e nozes são elemento central de crónicas expressivas de desejos, gostos e deleite. Um menino a lamber os lábios chegou ofegante a casa e disse à mãe: “Mãe, pão com nozes é muito bom”. A pobre mãe perguntou: “e tu comeste meu filho?” “Não, mas vi comer!”
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Hoje poucos duvidam da imprescindibilidade da fruta na nossa conduta alimentar, no começo ou no fim das refeições, nos intervalos destas, as múltiplas representações frutíferas adoçam a boca e reconfortam o corpo.

Esta reduzida crónica referente às frutas tem o objectivo de induzir o leitor a estudar o dito universo das frutas, não forneço bibliografia porque a Internet o faz rapidamente, se topar o título Caçadores de Frutas aconselho a sua leitura. É um extraordinário relato sobre os nublosos contornos da descoberta de novas espécies, cruzamentos, segredos, roubos, negócios, crimes também, porque o sumo das frutas é, igualmente, sinónimo de lucro. E como diziam os almocreves de antigamente: onde há lucros, não há escrúpulos. A divisa continua a ser a mesma, só mudaram as representações, as estratégias são tão velhas como o Mundo.

  1. Não esqueci as frutas de conserva, as caramelizadas e tutti-quanti. O jornal não é só para os meus artigos!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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