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Trincanela

Domingo, Julho 25, 2021

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“FRIC 2016 – Uma Síntese para a Ação Criativa”, por José Nascimento

Foi uma jornada enriquecedora e memorável, a que teve lugar em Abrantes no passado dia 29 de Novembro. Neste dia, realizou-se o FRIC 2016 – Fórum Regional das Indústrias Criativas, uma iniciativa pioneira da Médio Tejo Criativo, Associação que tem por objecto social contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema mais criativo, mais empreendedor e promotor do crescimento da arte e da cultura, com o objectivo de gerar oportunidades e impacto positivo na economia regional, capacitando talentos e incentivando a criação de novos projectos empresarias.

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A riqueza, a diversidade e o entusiasmo das intervenções neste FRIC 2016 foi tal que se torna impossível exprimi-lo aqui completamente, muito menos através de uma breve síntese do que foi dito, mostrado e partilhado. De qualquer modo, tentaremos dar uma ideia do que se defendeu e sugeriu, esperando assim ser útil a quem pretenda saber o que se passou ou dispor de um guião que ajude a concretizar as importantes perspetivas nele debatidas.

A primeira nota é de que o Médio Tejo alberga um espantoso património natural e edificado, de talentos e de iniciativas, que está fértil para ser mobilizado, organizado e explorado, ao serviço de uma estratégia de desenvolvimento criativo da região. Independentemente da agenda política local ou central (que também carece de maior criatividade), os agentes criativos movimentam-se e ultrapassam largamente o conhecimento e o aproveitamento endógeno e exógeno que deles se faz, pelo facto de prevalecer um complexo de interioridade que pouco tem a ver com a realidade objectiva dos dias de hoje. De facto, como lembra frequentemente um edil da região, interioridade não é sinónimo de inferioridade, devendo as populações do interior de Portugal reclamar para si o que de melhor existe e se faz no país.

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A segunda nota é de que quem não se vê pequeno, não é pequeno, se cultivar o inconformismo, a confiança e o orgulho de se projetar nos planos regional, nacional e internacional, por via das empresas e das escolas, das autarquias e das colectividades, do empreendedorismo e do associativismo, numa óptica descentralizada, participativa e multiplicativa. A criatividade é uma dimensão universal que bebe noutras latitudes e longitudes muito da experiência e inspiração que a alimenta, penetrando nos mais diversos sectores de actividade e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento socioeconómico e a projecção do futuro.

A terceira nota é de que deve prevalecer uma perspectiva transversal, interconexa e de parcerias estratégicas na promoção da criatividade, a qual deve iniciar-se na mais tenra idade e nos mais diversos contextos de pertença, gerando uma aprendizagem configuracional que permite atingir os mais elevados patamares de concepção e materialização. Nesse sentido, importa valorizar os processos da criatividade e assegurar a participação democrática de indivíduos e comunidades nos mesmos, orientando-os para a inovação e o empreendedorismo, os quais permitirão resolver e prevenir problemas, e incrementar da felicidade dos seres humanos.

A quarta nota é de que a criatividade não está presente apenas na concepção de novos produtos e na exploração de novos mercados, mas também – em grande medida e com premente necessidade – na criação e oferta de serviços e iniciativas diversas de mediação, facilitação e promoção de produtos e entidades já existentes, designadamente a nível de infraestruturas, financiamento, marketing, distribuição, coaching e mentoring. A Associação Médio Tejo Criativo situa-se, como é sabido, neste interface entre criatividade, tecnologia, economia, sociedade e cultura.

A quinta e última nota é de que o FRIC 2016 cumpriu o seu objetivo de divulgar o que de melhor se faz na região, identificar os desafios ao empreendedorismo criativo, promover a criatividade e o capital criativo, potenciar o networking e partilhar ideias entre pessoas e entidades criativas. Tendo em conta o sucesso deste primeiro Fórum, repetiu-se o apelo para que seja realizada uma próxima edição, com componentes mais informais e de oficina aberta. Como foi enfaticamente afirmado neste estimulante e inesquecível evento, quem acredita, faz, e quem faz acredita, sendo a criatividade uma coisa que existe ao vivo, um ato de cidadania ativa que visa, em última análise, praticar o bem.

José Nascimento

Associação Médio Tejo Criativo

Presidente da Associação Médio Tejo Criativo, Sónia Maria de Matos Pedro é licenciada em Antropologia - Ramo Antropologia Social e Cultural pela Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologia e Mestre em Cidades e Culturas Urbanas pela Faculdade de Economia também da Universidade de Coimbra. Já trabalhou em diversos projetos empresariais. Segundo diz a própria, "ideias e projetos para o futuro é que não faltam".

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