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Domingo, Junho 13, 2021

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“Fragilidades Planetárias: Valores”, por Carlos Alves

Às vezes estamos num gigantesco mundo silencioso. Por isso, hoje, decidi escrever sobre temas que merecem ser objeto de reflexão. O objectivo é contribuir para o debate sobre alguns desafios que têm interferência no nosso futuro coletivo. É seguindo esta perspectiva que se deve suscitar e acolher todo o tipo de debates, procurando compreender como é que os valores éticos podem ser avaliados em conjunto, procurando compreender e fortalecer a ideia de respeito entre todas as culturas.

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O século XXI não pode ser a perda de sentido naquilo que é essencial. Quando questionamos demasiado tarde e não conseguimos redefinir as exigências éticas que estão subjacentes ao próprio ideal dos direitos dos homens, estamos a criar uma desordem moral e a contribuir para uma frágil cidadania planetária, cujas consequências nos podem voltar a trazer velhos demónios e velhos fantasmas.

O mundo atual está formatado para a dimensão material, deixando para segundo plano a dimensão dos valores morais e espirituais. Daí ser necessário reforçar a nossa cadeia de valores e se possível, diria mesmo, imprescindível, o seu compartilhamento. Neste sentido, a nossa reflexão deve ser baseada em valores dirigidos para um mundo mais solidário, mais aberto a todos, onde a liberdade, a igualdade, a paz, a não discriminação, o respeito pela diversidade, sejam tarefas fundamentais na nossa coexistência com o outro. Esta é uma das primeiras reflexões que o mundo na sua globalidade deve fazer, sem desvios de discursos culturais que crie tensões desnecessárias, que só despertam a futilidade excessiva e destrutiva de valores como a nossa liberdade e a nossa segurança.

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É fundamental para o nosso bem-estar questionar sobre todas as formas, pacificamente, os valores que emergem, sintomáticos das mutações profundas por que passam as nossas sociedades, derivados dos fenómenos da mundialização e das tecnologias. O papel destes fenómenos deve, pois, ser encarado como um desafio que resguarde a diversidade cultural, prevalecendo a partilha universal de conhecimentos e a troca autêntica entre culturas.

Assim, não esqueçamos que o respeito pela humanidade começa em cada um de nós. Que o respeito pelos indivíduos é a única ligação que temos no diálogo das gerações, e no encontro da humanidade com a própria humanidade.

Comecei com um gigantesco mundo silencioso, mas, quero acabar com a liberdade a brilhar nos meus olhos que sinto, quando sou gente.

É albicastrense de gema, mas foi em Malpique (Constância) e em Tramagal (Abrantes) onde cresceu e aprendeu que a amizade e o coração são coisas imprescindíveis na valorização do ser humano. Vive no Entroncamento. Estudou conservação e restauro e ciências sociais. É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Trabalha na área de informática. Participou em várias Antologias Poéticas e escreveu o livro “Diálogos da consciência” que serviu para se encontrar consigo próprio numa fase difícil da sua vida. Acha que o mundo poderia ser melhor, se o raciocínio do Homem fosse estimulado. A humanidade só tem um caminho que é amar, amar por tudo e amar por nada, mas amar.

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