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Sábado, Outubro 23, 2021

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FotoReportagem | Homenagem no Arneiro, 100 anos depois da I Guerra

Arneiro da Parada, Montalvo, Constância, 100 anos depois de assinado o Armistício da I Grande Guerra. Foi neste local que se realizou a Grande Parada, com o desfile de 20 000 soldados do então chamado Corpo Expedicionário Português, que aqui se “prepararam” em três meses para as difíceis batalhas nas trincheiras da Flandres.

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Duas centenas e meia de crianças homenagearam neste mesmo local, nesta segunda-feira, 12, os 66 combatentes do concelho que morreram em França. Escreveram os seus nomes e deixaram-nos na “oliveira da paz”, e pelo campo “plantaram” grandes papoilas vermelhas de papel, simbolizando o sangue derramado na I Guerra Mundial.

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Muitos familiares de combatentes da I Guerra estiveram também na cerimónia, como aqui lhe contamos.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Antes de mais, os meus parabéns à costumeira qualidade do trabalho fotográfico do meu amigo Paulo Sousa.
    Mas seja-me permitida uma correção, não apenas a este texto mas a vários outros que vêm sendo publicados nestes dias e que têm sistematicamente repetido a mesma incorreção. A preparação das tropas portuguesas para participar na Grande Guerra não decorreu em Montalvo, mas em Tancos, no Campo de Manobras onde se montou a célebre «Cidade de Paulona» preparada para acolher, em barracas de madeira (para os oficiais) e em tendas de lona (para os sargentos e praças) cerca de 20 000 homens durante os três meses que durou o «Milagre de Tancos». O que aconteceu em Montalvo foi a parada final das tropas, num sábado, 22 de julho de 1916. Não foi coisa pouca, mas foi apenas isso. A Montalvo o que é de Montalvo e a Tancos o que lhe pertence… E, acima de tudo, o rigor que a História exige.

  2. As papoilas não representam propriamente o sangue derramado. De facto, esta flor, passou a ser um símbolo da Grande Guerra, imortalizada pelo poema, “In Flanders Fields”, da autoria de um oficial canadiano de nome John McRae. A inspiração partiu-lhe da enorme quantidade de papoilas que cresciam nos campos de batalha e que o autor imaginou serem as almas de todos quantos, na guerra, perderam a vida. De qualquer modo, o simbolismo, é aquele que lhe quisermos dar.

    “In Flanders Fields”

    In Flanders fields the poupeis blow
    Between the crosses, row on row,
    That mark our place; and in the sky
    The lares, still bravely singing, fly
    Scarce heard amid the guns below.

    We are the dead, short days ago
    We lived, felt dawn, saw sunset glow,
    Loved and were loved, and now we lie
    In Flanders fields.

    Take up our quarrel with the foe:
    To you from failing hands we throw
    The torch; be yours to hold it high.
    If ye break faith with us who die
    We shall not sleep, though poppies grow
    In Flanders fields.

    John McRae

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