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Domingo, Agosto 1, 2021

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Foto-reportagem: Os barbeiros do Entroncamento

Quem passa na rua Latino Coelho, a poucos metros da estação ferroviária do Entroncamento, arrisca-se a receber cortes todos os dias sem distinção de faixa etária ou classe social. Não, não falamos de cortes fiscais, mas sim dos cortes de cabelo feitos por Joaquim Rato e Jorge Lima em dois salões de barbeiro, separados por poucos metros de distância mas quase três décadas de existência. Conversámos com os dois sobre uma profissão que se mantém genuína e descobrimos que, além da profissão e da rua onde trabalham, une-os o concelho onde nasceram e o gosto pela música.

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Joaquim Rato, 63 anos, foi o primeiro pegar na tesoura e na navalha. Em 1952 nasceu no antigo hospital de Torres Novas e a adolescência trouxe-lhe o gosto pela profissão. Aos 14 anos estreou-se num salão perto do Convento do Carmo, de onde passou para a famosa Barbearia Milena e viria a tornar-se chefe de barbearia durante os anos de serviço militar, por ordem de um Capitão de Abril. No regresso à vida civil, abriu o espaço no Entroncamento com o seu nome, que mantém 29 anos depois. Decidiu mudar-se para a cidade depois de casar. Desde então, tem atendido clientes de todas as idades, com os quais conversa sobre futebol e a quem pede autorização para benzer depois do corte. Quis o destino que não fosse saxofonista, mas não se importava de conciliar as duas vocações no salão.

Jorge Lima, 43 anos, trabalha quase ao lado do mestre Joaquim desde o passado mês de setembro. Mora em Torres Novas e decidiu entrar na profissão por sugestão de amigos, quando morava em Lisboa. Há cerca de seis anos regressou à terra natal e fez uma formação de cabeleireiro em técnicas de corte feminino. Acaso ou vocação, a verdade é que sempre preferiu trabalhar cabelos masculinos, de preferência sem utilizar a máquina. Passou por Coimbra e pelo Cardal (Vila Nova da Barquinha) antes de se tornar funcionário do novo salão JjCc Barbeiro, que se assume como uma barbearia moderna. A passagem regular de comboios já não o desconcentra quando atende os clientes, que prefere pouco faladores. Nas horas vagas, toca guitarra.

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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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