Foto-Reportagem | “Hoje fui ao pão”

Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Hoje fui ao pão no final da manhã. Entre o ir e vir são apenas 500 metros.

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Passei pelo Talho da Alzira Damas que já tinha a vitrine vazia e ia fechar a porta. Ainda de máscara posta, ia começar a limpar tudo e voltar a casa.

Logo depois encontrei o Martinho a passear o seu cão junto à porta da Farmácia. Aproveitei estar ali e entrei. Estavam de serviço a Diretora Técnica Emília Leitão e a Manuel Grácio. Lá só podem estar dois clientes em simultâneo. Tive de aguardar que saísse uma e que não estivesse mais gente para ser atendida.

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Alzira Damas em fim de manhã de trabalho no seu talho. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

E fui ao pão. A padaria/pastelaria Sabores do Ti’ Pereira encerra às 14 horas e só permite 4 pessoas. À porta estava o Paulo Garcia a beber café. Só pode fazer cá fora e em copos de plástico.

Entramos e vemos as mesas arrumadas junto a uma parede. Apenas ficou uma ao centro.

Depois de alguns telefonemas para obter as devidas autorizações, lá pude fazer a fotografia à Carolina Leitão e à Melanie Santos, que hoje estavam de serviço.

Já que estava ali, desci até ao Pelourinho, à Praça da República para ver como estava a praça mais central e onde eventualmente se encontra sempre mais gente.

Rogério Nunes inicia a limpeza do espaço comercial. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Pelo caminho encontrei o Paulo Costa a desinfetar a entrada do seu estabelecimento com líxivia. É mais uma ajuda, dizia ele. Mais à frente cruzei-me com a Margarida Cardoso, tinha ido ao pão e ia para casa.

Mais abaixo a praça estava praticamente deserta, apenas passava uma pessoa de vez em quando.

Ali ao lado o Rogério Nunes, ainda de máscara, agarrava a vassoura e a esfregona para dar inicio à limpeza da entrada do espaço de que é proprietária a sua esposa, a Isilda Nunes ou, como cá a chamamos, a Ti Isilda. Entretanto, sai do carro que estava estacionado há já alguns minutos o Elísio Gaio, olha para mim e pergunta se é proibido andar na rua. Respondo que não, mas que há limitações. Responde que como me tinha visto de máquina fotográfica na mão pensava que eu andava a tirar fotografias às pessoas que andavam na rua.

Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Bem, estava na hora de eu regressar a casa. E é nessa altura que chega a senhora Helena Moleirinho que ia buscar o almoço ao restaurante Sabores da Miquelina que, embora tenha fechado, continuou a garantir as refeições por take away. Ainda me cruzo com o Artur Belo que bebia café no exterior do café/padaria Parami, do Paulo Costa.

No Sardoal, como eventualmente noutros locais, comprova-se que grande parte da população  está a cumprir escrupulosamente as indicações de isolamento, embora em determinadas alturas ainda se note que há algumas pessoas que ainda não peceberam o que se está a passar.

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Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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