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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Foto-Reportagem | Camisolas brancas contra “os outros”, e um pinheiro a arbitrar

Pouco a pouco, no grupo de Facebook “Km380”, ia percebendo que Cláudia Alexandra estava a dinamizar as gentes de S. Domingos (localidade que pertence a dois concelhos, Sardoal e Abrantes) para a limpeza do campo de futebol.

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As publicações naquele grupo eram constantes: “Call for people. Precisam-se enxadas, gadanhas, marreta, carro de mão e pessoas…algumas, pelo menos! Eu nem gosto de bola…Obrigado!. Ou ainda: “Quem tiver disponibilidade: Roçadoura com disco, para o resto do campo marcado 40×50, enxada, gadanha, carro de mão para tirar a erva. Com autonomia e isenção de horário.Tenho cal.”

Fiquei atento, tanto mais que aquele sítio já me inspirou para algumas crónicas fotográficas de domingo, neste jornal, pelo crescimento de um pinheiro em plena área de jogo.

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E no sábado, dia 4 de setembro, foi feito o esperado anúncio: “Grande jogo, hoje às 17:00, com animação, boa disposição e surpresas! Estamos à sua espera!”

Entendi que aquele anúncio também era para mim. Para mim e para cerca de cinco dezenas de pessoas que passaram por lá.

Rapidamente se fizeram duas equipas com jogadores de várias idades, em que uns tinham de ser os de camisola branca e os outros, os outros. E até amigos de calças de ganga e camisa acabaram por entrar em campo.

Antes de se iniciar o jogo, Isidro Bernardino, o mentor daquela ideia, proferiu algumas palavras de agradecimento à Cláudia Alexandra e demais colaboradores por terem deitado mãos à obra e organizado aquele convívio desportivo.

Isidro Bernardino tem 61 anos e disse-me que era com muito orgulho que voltava ali, uma vez que fez parte do grupo de pessoas que em 1975/76 fez nascer aquele campo de futebol, na altura palco de grandes jogos de futebol da região, entre elas de Alcaravela, Cabeça das Mós, de Santiago de Montalegre (“Os Santiagos”) e até de uma equipa da antiga Fábrica de Malas do Sardoal, a Sardan.

Deixou-me ainda uma nota para um artigo que escreveu para a revista Zahara, editada pela CEHLA – Centro de Estudos de História Local de Abrantes, da Associação Palha de Abrantes, em dezembro de 2020 (nº 36), sobre o Café Bernardino, em S. Domingos, e de como era a vida daquele lugar nessa altura.

Fotografia de Paulo Jorge de Sousa

O Campo de Futebol de S. Domingos fica em território abrantino, mas a localidade pertence a dois concelhos, Sardoal e Abrantes. É atravessado pelo primitivo troço da Estrada Nacional 2 e a cerca de 20 metros encontra-se um mural, com mais de 100 metros de extensão, projeto vencedor do primeiro orçamento participativo do Município de Sardoal.

Ah, o pinheiro continua lá, no mesmo local, como símbolo dos tempos.

Fica a foto-reportagem deste dia, em forma de homenagem a todos os que teimam no combate à desertificação e em fazer no interior do país alguma coisa que possa valer a pena.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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