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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Fórum Ribatejo quer afirmar identidade de “uma região que não existe no mapa”

O Fórum Ribatejo promove no sábado, na Golegã, o terceiro Encontro de Historiadores Locais do Ribatejo, uma reunião de “ribatejanos que querem afirmar a identidade de uma região que não existe no mapa”, segundo a organização.

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O atual coordenador do Fórum Ribatejo (existente desde 2009), António Matias Coelho, disse hoje à agência Lusa que estes encontros de historiadores decorrem anualmente desde 2014, “com cerca de 40 membros de quase todos os municípios do Ribatejo”.

Entre eles estão desde historiadores a antropólogos, sociólogos, filósofos e técnicas das autarquias, entre outros, com o objetivo de “debater grandes temas e dizer que o Ribatejo existe, ao contrário do que se vê nos mapas, de onde o Ribatejo foi abusivamente banido”.

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Questionado sobre a reposição da região numa eventual reorganização administrativa, Matias Coelho, professor e historiador, disse que essa “seria uma questão de bom senso”.

“Não existe nos mapas nem é uma entidade administrativa, mas tem meio milhão de ribatejanos”, sublinhou.

O responsável disse à Lusa que “chegar ao grande público” é um dos próximos passos a dar pelo Fórum Ribatejo, “chegada que está a hora da afirmação, divulgação e tomadas públicas de posição que, em cada momento, justifiquem o manifestar do sentir coletivo enquanto ribatejanos”.

O novo coordenador do Fórum Ribatejo, eleito em março para um mandato de dois anos, disse que nos encontros tem sido discutido o que é, afinal, o Ribatejo, em termos culturais, etnográficos e folclóricos e no que respeita à própria delimitação do seu espaço geográfico.

As enciclopédias, acrescentou, dizem que a região é quase todo o distrito de Santarém (exceto os concelhos de Mação e Ourém) mais os municípios de Ponte de Sor (distrito de Portalegre) e Azambuja e Vila Franca de Xira (Lisboa.

“A estes 22 concelhos juntamos nós, e muitos outros connosco, Alcochete, o Montijo, a Moita – a Moita do Ribatejo – e o Barreiro, que dependem de Setúbal mas são tão ribatejanos como nós. É, pois, uma área imensa, dispersa por quatro distritos, densamente povoada ao longo do Tejo, em especial na parte mais a jusante. É a única região portuguesa que não tem mar nem fronteira com Espanha e nenhuma como ela se situa, portanto, tão adentro do país”, destacou.

O Fórum Ribatejo apresenta-se como uma rede informal, sem personalidade jurídica, de “homens e mulheres que vivem o Ribatejo, cada um à sua maneira, mas todos o suficiente para pensarem que vale a pena ativarem as interações entre os nós dessa rede, de forma a manter viva a chama do Ribatejo, em particular da sua cultura”.

Matias Coelho notou que o grupo “não é fechado, nem uma seleção de iluminados, mas apenas pessoas que estão dispostas a lançar algum adubo à terra e que assumem também uma componente de tertúlia”.

O Fórum Ribatejo realizou já diversos colóquios temáticos.

O primeiro decorreu no Entroncamento, onde se debateu a História da Ferrovia no Ribatejo, e em 2015, em Ourém, o tema em análise foi “O Culto Mariano no Ribatejo”.

No próximo dia 29 de outubro, realiza-se em Montalvo, no concelho de Constância, o colóquio “O Ribatejo e a Grande Guerra” e, em 2017, será a vez de o Cartaxo acolher o colóquio “O Ribatejo e a República”.

No Encontro de Historiadores do Ribatejo de sábado haverá, no período da tarde, um momento de diálogo entre os historiadores locais e os diretores de alguns dos principais arquivos do Ribatejo.

Estarão presentes o Arquivo Distrital, o Arquivo da Misericórdia de Santarém e os Arquivos Municipais de Abrantes, Constância e Torres Novas.

 

Agência de Notícias de Portugal

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