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Sábado, Junho 19, 2021

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Fórum Florestal diz ser impossível controlar incêndios só com combate

Os produtores florestais que integram o Fórum Florestal alertaram hoje para a insustentabilidade da paisagem rural perante grandes cargas de biomassa e defenderam ser impossível controlar a situação somente através da aposta no combate, sendo necessária uma mudança de atitudes e tradições.

Perante os vários incêndios florestais que têm afetado o país nos últimos dias e já destruíram várias áreas, o Fórum Florestal, que reúne associações de produtores florestais, apontou em comunicado assinado pelo seu presidente, António Louro, de Mação, uma lista de preocupações, ao mesmo tempo que transmitiu disponibilidade para assumir responsabilidades e contribuir para a construção de um setor mais sustentável.
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“Serão necessárias alterações profundas e estratégicas muitas das quais dependem exclusivamente do poder político”, realçou, alertando para “o ensurdecedor silêncio dos últimos dias do sr. ministro da Agricultura e do sr. secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural”, o qual “prenuncia já o sentir do enorme peso e responsabilidade que a presente situação coloca sobre os seus ombros”.

A informação do Fórum Florestal, assinada pelo seu presidente, António Louro, assegura que “os produtores florestais saberão assumir as suas responsabilidades e estarão disponíveis para contribuir para a construção de um setor florestal mais sustentável para Portugal”.

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“Os factos indiscutivelmente demonstram a insustentabilidade da paisagem rural nacional perante tão elevadas cargas de biomassa, a insuficiência das políticas e medidas existentes para reverter a situação e a impossibilidade” do seu controlo através “da mera aposta no combate aos incêndios florestais”, lista a organização.

A dimensão do problema “é tal que demorará décadas a corrigir, exigirá uma mudança profunda, de atitudes, hábitos, tradições e acomodações”, realçam os produtores florestais, reconhecendo que, “como sempre, a ‘mudança’ causará incómodos, desconforto e contestação”.

“Portugal vive novamente dias de luto e tristeza, por aqueles que perderam a vida em consequência dos trágicos incêndios dos últimos dias, pagando o preço extremo por viver num país que demonstra uma enorme incapacidade de cuidar do seu território e das suas gentes”, salienta o Fórum, agradecendo o esforço daqueles que procuram “atenuar a dimensão da tragédia”.

Lembra que, se há proprietários ausentes e não ativos na gestão das suas propriedades, “e assim contribuíram ativamente para o avolumar da tragédia, muitos outros viram desaparecer o fruto de imenso trabalho e dedicação”.

Depois dos incêndios, “os proprietários começam a tentar vender, agora por um preço justo, amanhã por qualquer preço, a madeira das árvores mortas a madeireiros que vão ganhar muito bom dinheiro” e as indústrias “irão criar produtos que venderão ao mesmo preço de sempre, ganhando mais do que de costume”, descreveu a entidade.

Segundo dados citados pelo Fórum, a floresta representa cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais de 9% das exportações e quase 90.000 postos de trabalho.

C/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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