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Trincanela

Sábado, Julho 24, 2021

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“Finalmente, o fim”, por Nuno Pedro

E pronto, caiu o pano sobre mais uma época desportiva no que ao futebol profissional diz respeito. Com a disputa da final da Taça de Portugal está assim encerrada uma temporada caracterizada por muita crispação, intervenções inflamadas e muita, mas mesmo muita contestação, não só para com o setor da arbitragem como também visando outros agentes desportivos.

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A preocupação que alguns revelaram no sentido de não acicatarem ânimos, por outros não foi acompanhada. E com isto quero expressar que ninguém pode ser considerado inocente em todo este processo. Cada um no seu momento, revelou-se de forma mais acintosa, contribuindo negativamente para um ambiente que todos desejaríamos que tivesse sido pautado pela serenidade, aflorando questiúnculas que mais não foram do que a assunção de fragilidades próprias cuja aceitação se torna impossível.

Por isso, nunca o final das principais competições nacionais tivesse sido tão desejado. Falo por mim, mas creio ter sido esse um sentimento transversal a muitos outros. Não que o ar fosse irrespirável, mas quase que caminhámos para lá. Infelizmente aquilo que deveria ser uma rivalidade saudável ultrapassou os limites do racional com as consequências que todos conhecemos.

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O respeito de outrora entre as instituições de referência do futebol nacional não passa de uma miragem. Pelo menos por agora. Acredito que tal cenário se possa alterar. Quando todos tomarem consciência do mal que estão a fazer ao nosso futebol, o qual não se compadece com o atual estado de situação.

A dada altura recorri a William Shakespeare quando este se imortalizou ao tornar a cidade de Verona o palco das desavenças entre Capuletos e Montequios, criando o arquétipo da rivalidade entre famílias vizinhas e rivais. Transpondo esta mensagem para o nosso futebol, nomeadamente para aqueles que são os principais clubes nacionais, embora o fenómeno da rivalidade se estenda igualmente por outras paragens, é mais aquilo que os une e que os apaixona, do que aquilo que os divide.

Não são histórias de amor como a de Romeu e Julieta, acabam mesmo por ser estabelecidas relações marcadas pelo ódio, pois nestes casos o amor não tem espaço. Mas se o respeito imperar, por mais discórdias que possam acontecer, certamente que toda a atmosfera em que se envolve o futebol ficará mais saudável mas, sobretudo, mais apelativa. Porque sem adeptos o futebol não faz sentido. Acredito que as moscas até possam gostar de futebol mas não são elas que o compram. E com isto me fico. Para bom entendedor basta. Isto para quem quiser entender. Os que não quiserem considerem-se dispensados.

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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