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Domingo, Outubro 24, 2021

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Festival Materiais Diversos estaciona programa cultural em Alcanena e Minde até dia 17

O Festival Materiais Diversos estacionou em Minde e Alcanena para reflexões sobre o estado da arte e da cultura, instalações audiovisuais, concertos e outras expressões artísticas. Até domingo, dia 17, o evento será marcado por conversas, partilha de experiências e espetáculos, muitos resultantes de residências artísticas no território.

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De forma permanente, entre os dias 12 e 17 de outubro é possível visualizar, no Centro de Ciência Viva do Alviela e sempre às 17h, Filme, de Marcelo Evelin (37min; m/14), o qual parte da figura mítica da onça-pintada (jaguar) para uma aventura imagética e sonora.

Já a instalação audiovisual “Subterrâneo” – criação de Bruno Caracol, e que representa um estudo sobre o conto Fragment d’histoire future, de Gabriel Tarde, sobre uma civilização que se refugia de um apocalipse climático no interior da terra, contrastando-o com a história da espeleologia e bio-espeleologia da Serra d’Aireé – é visitável na Fábrica de Cultura de Minde no dia 15 de outubro (sex, 21h30-00h) e no dia 16 e 17 (sáb e dom, 15h-20h). Com a instalação realiza-se também uma visita ao Polje de Mira-Minde. 

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O Auditório do Sindicato dos Curtumes recebe no dia 16 (21h30) o teatro “Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo”, do Teatro Terceira Pessoa. Foto: Nuno Leão

Também o projeto Caminhantes, de Carolina Cifras e Ana Trincão, naquele que é “um laboratório experimental e reflexivo”, onde um grupo de convidados profissionais da cultura em Portugal se juntam para pensar novas formas de se trabalhar as artes e a cultura no país, vai decorrer nos dias 14 e 15. Este exercício de caminhar, dirigido a grupos organizados, culmina numa conversa sob o título de ‘Seguiremos juntos por novos caminhos?’, que decorre no dia 16 de outubro, trazendo para debate as reflexões e experiências individuais decorrentes das caminhadas. 

Há ainda outras conversas agendadas no programa do festival. Nomeadamente, “Outra cidadania é possível?”, do projeto Futuricidade, protagonizada pela turma de 12º ano da Escola Secundária de Alcanena (15 out, 13h30, Escola Secundária de Alcanena), “Haverá outro mundo depois deste?”, que abre a discussão para as problemáticas ambientais que o planeta enfrenta (15 out, 18h30, JazzMinde), ou ainda “O que é isso da transição?” (16 out, 18h30, JazzMinde), numa conversa que conta com a presença do Movimento Mira-Minde onde se vão debater questões relativas à transição ecológica, sustentável e digital.

O Espaço Jazz, em Minde, acolhe ainda “O Tempo das Cerejas”, um espaço de reflexão, onde uma série de textos e áudios expressam as opiniões e os pontos de vista de diversos artistas e pensadores, as quais gravitam maioritariamente em torno da experiência da pandemia de Covid-19, do confinamento e do “novo normal”. Este espaço é visitável entre os dias 12 e 15 de outubro (ter-sex, 21h-00h), no dia 16 (sáb, 15h-00h) e no dia 17 (dom, 15h-21h).

A artista Surma é a responsável por encerrar o festival. Foto: Hugo Domingues.

O Auditório do Sindicato dos Curtumes recebe no dia 16 (21h30) o teatro “Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo”, do Teatro Terceira Pessoa. O espetáculo, cuja entrada é 6€, tem como ponto de partida a vivência de um lugar e das pessoas que o habitam e dá a conhecer Alcanena através de testemunhos documentais, textos ficcionais, imagens novas ou de arquivo.

No último dia (17) é realizado um piquenique comunitário (16h), sendo o convite extensível a todos aqueles que se queiram juntar. A artista Surma é responsável por encerrar o festival através de um concerto no Coreto de Minde (18h30).

A programação completa pode ser consultada AQUI.

O Festival Materiais Diversos, que tem por objetivo assumido o de promover o encontro entre diferentes públicos em torno das artes, como a dança, teatro, música e performance, questionando a atualidade e promovendo simultaneamente a participação cultural como condição de cidadania, nasceu em Minde, em 2009, alargando-se depois até Alcanena e ao Cartaxo (em 2013). Realizando-se anualmente até 2017, passou a ser bienal desde 2019, ano que marcou a sua décima edição.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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