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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Festival Materiais Diversos de 15 a 24 de setembro em Minde, Alcanena e Torres Novas

O Festival Materiais Diversos vai acontecer de 15 a 24 de setembro, em Minde, Alcanena e Torres Novas, com uma dezena de espetáculos, residências artísticas, escola de verão, aulas e encontros, com grande envolvimento da comunidade.

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O festival, que desde 2009 tem procurado reunir, nesta zona do país, produções artísticas de nomes consagrados, nacionais e estrangeiros, inserindo-as no “ADN regional e local”, tem este ano, por mote, “Excecionalmente Comum”, escolha que a atual diretora artística, Elisabete Paiva, explica pela conotação “bastante positiva” de uma intervenção sobre as comunidades locais, que quer mais virada para o futuro.

“Queremos muito pensar as comunidades, não muito voltados para trás, só a partir das questões da identidade e da geografia, mas, em particular, sobre que comunidades é que as pessoas desejam, que comunidades é que estão a emergir que são diferentes nesta era da globalização, com esta grande mobilidade que temos, quer física quer digital”, disse Elisabete Paiva à Lusa.

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O programa do Festival Internacional de Artes Performativas Materiais Diversos, apresentado no jardim da Casa-Museu da Aguarela Roque Gameiro, em Minde, abre no dia 15 de setembro, no cineteatro S. Pedro, em Alcanena, com “Bandorganismo – Dança para músicos”, resultante do trabalho desenvolvido pela coreógrafa Clara Andermatt e pelo compositor João Lucas, com a centenária Sociedade Musical Mindense.

Relacionado com a “natureza do trabalho” e o que “pode ser comum entre amador e profissional”, o tema do espetáculo servirá de mote para o debate que vai decorrer, ao longo de todo o dia 16, no Centro de Ciência Viva do Alviela, que se junta este ano às entidades parceiras e onde se encontram já artistas em residência.

No mesmo dia, ao final da tarde, Flora Détraz estreia “Tutuguri”, uma “dança sonora” que “explora a dessincronização entre micro movimentos e sons”, fazendo “surgir personagens que podem criar todo um Universo”.

A ‘performer’, atriz, encenadora e pesquisadora Raquel André, atualmente em residência artística em Minde, apresentou o trabalho de “ficcionar intimidades”, que tem vindo a realizar em vários países e no qual vai integrar os encontros que tem mantido num apartamento de Minde com “amantes” do Médio Tejo, que aceitaram fazer parte da sua “coleção”, culminando num espetáculo (dia 16 à noite), que é uma “reflexão sobre os limites entre o privado e o público, sobre memória e expectativa”.

Também presente na conferência de imprensa de apresentação do festival, a artista Anna Manincor relatou o trabalho que o coletivo italiano Zimmer Frei, em que está integrada, tem vindo a realizar com famílias de Torres Novas, recolhendo memórias e rotinas, no âmbito de um projeto que envolve oito cidades europeias e que procura “obter uma imagem das novas constelações familiares na Europa” que foge das estatísticas, e procura os “saberes e valores históricos, passados de geração em geração”.

O espetáculo, com recurso à técnica de documentário, terá duas apresentações (dias 17 e 18), no Mercado do Peixe, em Torres Novas.

Filipa Francisco estreará o seu novo projeto “Espiões”, no dia 17, no Teatro Virgínia, também em Torres Novas, “sobre a comunidade da dança”, e o “património ímpar na memória muscular e afetiva dos coreógrafos e intérpretes”, envolvidos no projeto.

No dia 22, Sarah Vanhee e Anabela Almeida irão aparecer, sem aviso prévio, em reuniões e assembleias, que decorram na região, para falarem “livremente sobre a condição do comum”, evitando a “linguagem impessoal” que marca o discurso da atualidade, experiências que partilharão em sessão pública, ao final da tarde, no Café-concerto do Teatro Virgínia.

No mesmo dia à noite, no Teatro Virgínia, Catarina Miranda apresenta o espetáculo de dança “Boca Muralha”, última peça de uma trilogia que aborda o exercício da violência e do poder, e que entra no território jurídico da lei e do castigo.

O programa inclui uma peça de teatro, “Habras de ir a la guerra que empieza hoy”, de Pablo Fidalgo Lareo, dia 23 na Fábrica de Cultura de Minde, culminando com a estreia nacional do espetáculo de dança “La Esclava”, um trabalho sobre a identidade feminina das coreógrafas Ayelen Parolin e Lisi Estaràs.

O festival volta este ano a promover uma “escola de verão” para a “comunidade artística emergente”, que será orientado por Marcelo Evelin, e que contará com a participação do grupo de investigação “Sintoma”, estando ainda agendadas aulas diárias, uma mesa redonda sobre artes ‘performativas’ e um encontro sobre “comunidades em devir”.

 

Agência de Notícias de Portugal

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