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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Ferrovia: Governo aprova reativação da Linha do Leste

Em sessão plenária na sexta-feira na Assembleia da República, foi aprovado, por unanimidade, um projeto de resolução de “Os Verdes” que recomenda ao Governo que proceda à reposição do serviço público de transporte de passageiros, na Linha do Leste, em todo o seu percurso.

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Em causa está a ligação ferroviária do Entroncamento à cidade de Elvas, junto à fronteira com Espanha, relativamente a um serviço que foi encerrado por indicação do Governo em janeiro de 2011 e reposto parcialmente no final de setembro de 2015, quando a CP iniciou um período experimental de seis meses para testar a sua viabilidade.

Uma ligação importante em termos de acessibilidades e um serviço ferroviário que vai ser agora restituído na sua plenitude depois de a Assembleia da República ter aprovado, por unanimidade, a proposta do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

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Nas comemorações que os sindicatos do Alto Alentejo promoveram na sexta-feira estiveram Manuela Cunha, a dirigente do PEV que encabeçou a lista da CDU no distrito de Portalegre, e ainda Arménio Carlos, líder da CGTP. Ambos prometeram continuar a luta pela reposição do serviço ferroviário no distrito de Portalegre que, em 2011, viu ser suprimido o transporte de passageiros no Ramal de Cáceres, que faz a ligação entre Marvão e Ponte de Sor.

“É um passo muito importante, porque corrige um erro tremendo que foi assumido há dois anos. Em segundo lugar é um passo importante, porque abre esperança desta linha poder vir a ter uma vida e funcionamento normal e, em terceiro lugar, poderá abrir espaço para combater a desertificação e as assimetrias”, disse, na ocasião, Arménio Carlos.

O regresso dos comboios de passageiros à Linha do Leste ocorreu a 25 de setembro de 2015, na sequência de um protocolo assinado entre a CP, os municípios de Portalegre, Alter do Chão e Ponte de Sor, Infraestruturas de Portugal e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

O protocolo prevê que o serviço Portalegre – Entroncamento, com ligações a Lisboa, Porto e Coimbra, esteja ativo por um período de seis meses (até final do mês de março), às sextas-feiras e domingos, sendo depois feita uma avaliação pelas várias entidades envolvidas.

Contactada pela Lusa esta semana, fonte da CP indicou que em outubro a média de passageiros por comboio situou-se nos 35 passageiros, correspondendo a uma taxa de utilização de 26,6 por cento.

Em novembro a média situou-se nos 28 passageiros por comboio, correspondendo a 20,9 por cento, ao passo que em dezembro a média foi de 17 passageiros por comboio, correspondendo a 13,3 por cento.

Ao ser reposto o serviço ferroviário, que tinha sido suprimido em 2011, foi devolvida às populações da zona de Portalegre, sobretudo aos estudantes do Politécnico e aos militares do Centro de Formação da GNR, mais uma alternativa em termos de transportes.

A linha ferroviária do Leste, entre Entroncamento e Elvas, encerrou o serviço de passageiros em janeiro de 2011, na sequência do Plano Estratégico de Transportes (PET).

Na altura, a CP alegou que viajavam por ano 28 mil pessoas neste eixo e que registava um prejuízo anual de 1,2 milhões de euros.

Construída em 1863 entre Lisboa e Elvas (ainda antes do comboio chegar ao Porto), a linha do Leste foi a primeira ligação ferroviária para Espanha, tendo tido um importante papel no tráfego de mercadorias e de passageiros. Foi durante mais de cem anos a principal via de acesso do Alto Alentejo ao resto do território e por ela chegou a circular, em meados do século XX, o expresso noturno entre Lisboa e Sevilha.

O tráfego de passageiros, contudo, foi diminuindo à medida que a região se desertificava, acabando a CP por cortar as ligações diretas a Lisboa e reduzir a oferta a duas automotoras diárias entre Badajoz e Entroncamento, que acabaram em dezembro de 2011.

A linha mantém-se, contudo, aberta para mercadorias, nela circulando entre seis a nove comboios diariamente, o que obriga a Refer (agora designada Infraestruturas de Portugal) a manter a linha operacional e as estações guarnecidas.

Autarca de Portalegre preocupada com pouca utilização do comboio na Linha do Leste

A presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Adelaide Teixeira, mostrou-se preocupada com a “reduzida utilização” do comboio de passageiros na Linha do Leste, cerca de três meses depois do serviço ter sido reativado.

“A taxa de ocupação anda na ordem dos 30 por cento”, disse esta semana a autarca, defendendo que, para inverter a situação, é preciso fazer ações de promoção do transporte ferroviário e “fornecer, por exemplo, internet aos utilizadores do comboio”.

Contactada pela Lusa, fonte da CP escusou-se a comentar a situação, uma vez que ainda decorre o período experimental de seis meses, mas indicou que em outubro a média de passageiros por comboio situou-se nos 35 passageiros, correspondendo a uma taxa de utilização de 26,6 por cento.

Em novembro a média situou-se nos 28 passageiros por comboio, correspondendo a 20,9 por cento, ao passo que em dezembro a média foi de 17 passageiros por comboio, correspondendo a 13,3 por cento.

Para a presidente da Câmara de Portalegre, “chegou o momento de se fazer um balanço com as várias entidades envolvidas no processo para analisar o que está a correr mal”, referindo, a título de exemplo, os horários e as tarifas aplicadas aos utilizadores.

Ao ser reposto o serviço ferroviário, que tinha sido suprimido em 2011, foi devolvida às populações da zona de Portalegre, sobretudo aos estudantes do Politécnico e aos militares do Centro de Formação da GNR, mais uma alternativa em termos de transportes.

“Não se pode ter aqui uma visão economicista da questão da manutenção desta linha, porque esta linha faz também atenuar o que existe de assimetrias entre o interior e o litoral”, acrescentou a autarca.

Contactado pela Lusa, o presidente do Politécnico, Joaquim Mourato, disse que a instituição está disponível para desenvolver um estudo junto dos utilizadores do comboio para averiguar o grau de satisfação e “o que pode ser feito” para melhorar o serviço.

“É preciso melhorar, pois seis meses não nos dizem tudo. Houve um hábito de anos que se perdeu, durante outros tantos anos que deixámos de ter comboio e, por isso, é normal que as pessoas necessitem de readquirir o hábito de andar de comboio”, disse.

*C/LUSA

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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