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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Ferreira do Zêzere | Uma viagem pelas texturas e sabores da abóbora (c/vídeo)

Levamos a colher à boca e semicerramos os olhos para saborear melhor a cremosa sopa de abóbora, enfeitada com umas tiras de pimento vermelho grelhado, que nos servem no Restaurante Quinta do Adro, em Ferreira do Zêzere. Há um aroma agridoce no ar. Antes já nos tínhamos deliciado com fresco requeijão com doce de abóbora caseiro, numa envolvente mistura de aromas e texturas. O vinho verde frisante da região acompanha e bem. E ainda vamos apenas a meio da refeição. É esta viagem de sabores que nos proporciona o Festival Gastronómico da Abóbora que decorre até 26 de novembro em Ferreira do Zêzere.

Luís e Fernanda Ramos, proprietários do Restaurante “Quinta do Adro”, consideram que este tipo de festivais gastronómicos é muito positivo para a economia local Foto: mediotejo.net
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Na cozinha do Restaurante “Quinta do Adro”, um dos 17 estabelecimentos aderentes do Festival Gastronómico da Abóbora, Fernanda Ramos não tem mãos a medir. Ao talento natural junta uma dose de improviso para aderir a mais esta iniciativa dinamizada pelo município ferreirense. Neste dia estava a cozinhar um guisado de abóbora com batata e feijão seco que era servido com achigã do rio frito. “Este ano é um dos pratos que está a sair melhor”, refere enquanto prepara a refeição. Após um refogado com cebola, azeite e alho, junta as batatas e o feijão – já previamente cozinhadas. A sopa de abóbora também já fumega no fogão e no grelhador destaca-se um pimento vermelho que vai adornar o puré. O chouriço negro dá o toque especial. “Acaba por resultar numa combinação diferente”, garante.

Fernanda Ramos, cozinheira do Restaurante Quinta do Adro, na preparação das iguarias com abóbora Foto: mediotejo.net

Fernanda Ramos refere que criou esta receita de propósito para o Festival da Abóbora. “Como aderimos ao Festival temos que inventar um bocadinho”, acrescentando que  desta vez também vai fazer uma abóbora gratinada para acompanhar com a carne. “Costumamos servir abóbora gratinada com o pica-pau mas também fazemos as migas de abóbora, regadas com muito azeite e vinagre e que podem acompanhar diversos grelhados”, sugere.

Abóbora gratinada acompanha grelhados diversos Foto: mediotejo.net
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Todas estas receitas servem para atrair mais pessoas até Ferreira do Zêzere e, neste caso, oferecer a possibilidade de comer a abóbora de uma maneira diferente e original. Fernanda Ramos refere que participa no Festival da Abóbora desde a segunda edição, tentando também inovar a cada edição. A reacção dos clientes é muitas vezes reticente em relação à abóbora. “Muitas vezes pedem a açorda para acompanhar mas mandamos sempre a abóbora à mesa. E quase sempre acabam por gostar e até pedir mais porque fica, realmente, saboroso. Não é difícil gostar-se de abóbora”, atesta.

E porque os olhos também comem, na sala de refeições encontramos Luís Ramos, proprietário deste restaurante – que abriu há 9 anos em frente ao CRIFZ de Ferreira do Zêzere – a compor uma mesa onde se destaca uma grande abóbora. Ali iria dispor os pratos que iríamos ter o privilégio de provar em seguida: Requeijão com doce de abóbora caseiro, Sopa de abóbora, achigã do rio frito com abóbora com batata e feijão seco, maminha com abóbora gratinada e, para sobremesa, pannacota com doce de abóbora.

A sobremesa Pannacotta com doce de abóbora e nozes é ouro sobre azul no final do repasto Foto: mediotejo.net

Luís Ramos considera que os Festivais de Gastronomia que a autarquia dinamiza ao longo de todo o ano são um atractivo para muitas pessoas de fora visitarem o concelho. “Tem sido um sucesso não só este como os outros festivais. O Festival do Lagostim, que eu acho que devia ser prolongado, dá muita vida a esta terra. Dinamiza muito a nossa economia local”, refere, acrescentando que o facto de Dornes ter sido eleita como uma das 7 Maravilhas de Portugal adensa ainda mais o fluxo turístico.

O vereador Hélio Antunes com os proprietários do Restaurante Quinta do Adro, destacando-se a sobremesa de Pannacota com doce de abóbora e nozes Foto: mediotejo.net

“O vereador da Cultura, Dr. Hélio, é uma pessoa muito dinâmica que tem conseguido por Ferreira do Zêzere no topo. E as coisas ainda vão melhorar mais. A nossa gastronomia é variada e muito boa. E as pessoas estão a aderir e ainda bem”, considera. Em relação à abóbora, como é um pouco agridoce acaba por resultar e combinar com muitos sabores pelo que quem se desloca a Ferreira do Zêzere pela boca não fica com as suas expectativas defraudadas.

António Peixoto, da Pérola do Zêzere, junto a alguns doces feitos a partir da aabóbora Foto: mediotejo.net

Na Pastelaria Pérola do Zêzere, outro dos estabelecimentos aderentes, há muitos doces à nossa espera. António Peixoto enumera as iguarias que podem ser provadas, todas de produção caseira. “O que oferecemos são produtos regionais, feitos desde o tempo dos nossos avós. Temos aqui as filhoses de abóbora, as queijadas de abóbora, as azevias com recheios de abóbora e as broas de abóbora”, enumera. António Peixoto refere que estes doces são apreciados muito nas época do outono/inverno sendo que durante todo o ano mantém as queijadas.

Em relação ao Festival da Abóbora considera que é muito importante para dar conhecer às pessoas de fora o que de melhor se faz em Ferreira do Zêzere. “Temos aderido a todas as iniciativas que a câmara tem feito, ajudando a dinamizar os produtos da nossa terra”, atesta.

Doces na Pérola do Zêzere, mostram o melhor que se produz a partir da abóbora Foto: mediotejo.net

Hélio Antunes, vereador da Cultura, disse ao mediotejo.net que o Festival da Abóbora começa a ser já uma tradição em Ferreira do Zêzere, tendo-se vindo a consolidar de ano para ano, com a adesão de mais restaurantes sendo que os mesmos também tentam inovar a cada edição. “Os restaurantes aderentes têm procurado novas receitas ou vão buscar essas receitas aos seus avós e confeccionam pratos fabulosos com esta iguaria, desde os pratos principais a sobremesas. Até mesmo os vegetarianos saem daqui satisfeitos”, refere.

O objectivo deste e de outros Festivais passa, segundo Hélio Antunes, por atrair mais pessoas a Ferreira do Zêzere, colmatando as épocas baixas do turismo no concelho. “Com estes Festivais juntamos o útil ao agradável. As pessoas vêm para provar pratos que não conhecem, visitam o concelho e dinamizam a economia local”, refere. O vereador da Cultura considera que este tipo de eventos é um bom pretexto para se conviver com um grupo de amigos à mesa. “Este é um Festival para saborear em grupo ou com a família. Por vezes fazemos estes jantares de grupo mas não há novidade nenhuma. Se juntarem os vossos amigos e vierem a Ferreira do Zêzere a este ou outro Festival garanto que todos vão gostar”, convida.

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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