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Ferreira do Zêzere | Quando um javali se torna animal de estimação (c/vídeo)

Há quem tenha cães, gatos ou pássaros como animais de estimação, outros preferem animais mais fora do vulgar. É o que acontece com uma família que trabalha em Cernache do Bonjardim, no concelho da Sertã, mas tem casa em Paio Mendes, concelho de Ferreira do Zêzere. Os Rodrigues têm um javali como animal de estimação a quem batizaram de ‘Riscas’.

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“Riscas”, assim se chama o suíno, anda à solta na aldeia de Paio Mendes, quase sempre acompanhado pelo dono. Os roncos assustam, mas é um animal de estimação afável e sociável. Os habitantes da freguesia de Nª Srª do Pranto, em Ferreira do Zêzere, já não se admiram ao avistar um javali a circular normalmente pelas ruas e a aproximar-se das pessoas de forma amigável.

Para ficar apresentável na reportagem do mediotejo.net, os donos tiveram o cuidado de dar um banho ao Riscas. Não que ele goste muito de água da torneira. Prefere rebolar-se no charco de lama que o dono criou no quintal especialmente a pensar no javali.

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A família Rodrigues adotou o Riscas há pouco mais de um ano. Foto: mediotejo.net

De telemóveis e câmara fotográficas também não gosta muito. À mínima distração o Riscas abocanha o aparelho. Enquanto dá de comer ao animal, o dono, Luís Rodrigues, explica que encontrou o javali numa horta, perto do cabeço a dezenas de metros de sua casa. “Era pequenino, comecei a tratá-lo e ele começou a ficar muito meigo e afeiçoou-se à gente”.

Na rua, o animal anda sempre solto, acompanhado pelos donos. Luís já o levou à sede da Associação de Melhoramentos Desportiva e Bem Estar Social de Paio Mendes e a Dornes, por exemplo. Como se de um cão se tratasse, corre atrás do dono, conforme mostrou Luís na estrada em frente à sua casa.

Nesta fase da pandemia, o dono evita sair à rua com o animal até porque aguarda a conclusão do processo de legalização, para o qual já “meteu os papeis”. Também tem estado em contacto com o veterinário com o objetivo de o vacinar, o que só pode acontecer depois de estar legalizado.

Javali adotado comporta-se como um animal de estimação. Foto: mediotejo.net

Ao contrário dos porcos, o Riscas não gosta muito da farinha que habitualmente os suínos consomem. Prefere milho, trigo ou fruta. E há uma guloseima à qual não resiste. São os rebuçados peitorais. Para o demonstrar, Luís tira um desses rebuçados do bolso, retira-lhe o invólucro e dá à boca ao animal que se delicia. “Não posso dar muitos porque tenho medo que possa fazer mal”, confessa.

Apesar de normalmente andar à solta, Riscas tem um espaço reservado nas traseiras da casa onde tem o charco para poder chafurdar, um dos seus prazeres. Ao lado está o espaço das galinhas e patos, aves com as quais convive normalmente. “Quando está no meio deles, não lhes faz mal nenhum, mas se passar algum para o território do javali, não tem hipótese”, revela Luís Rodrigues.

Bem desenvolvido para a idade que tem, o Riscas ainda vai crescer mais, garante o dono. Nesta altura, os dentes maiores do animal já começam a sair para fora da boca.

É bem visível o carinho que a família tem pelo Riscas. Nota-se que o animal está bem tratado e é acarinhado pela família de “adoção”. Matá-lo para comer é um cenário que está fora de questão.

Por isso não é de admirar que quando perguntamos qual será o seu destino, a resposta chega célere: “por mim, desde que eu o possa ter, há de estar sempre aqui até morrer”, conclui Luís.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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