Domingo, Dezembro 5, 2021

Ferreira do Zêzere | O candidato que distribui pão em vez de folhetos (c/áudio)

Paulo Alcobia Neves, técnico superior de turismo e candidato pelo ‘Nós, Cidadãos!’ à Câmara de Ferreira do Zêzere, apostou numa forma diferente de fazer campanha eleitoral. Ao longo destes 15 dias de campanha, o candidato, com a sua equipa, anda a oferecer 100 broas por dia pelas freguesias do concelho em vez de distribuir folhetos e investir em cartazes.

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Considera Paulo Alcobia Neves ser esta “uma forma útil de fazer campanha, porque os cartazes daqui a uma semana vão todos para o lixo e com o pão, além de estarmos a investir numa padaria do concelho e a ajudar a economia local, estamos ao mesmo tempo a ajudar as pessoas a ter uma broa para a sua refeição”.

Até agora “a recetividade tem sido fora de série”, revela o candidato, de 54 anos.

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O pão é cozido diariamente na padaria Doce Tradição, situada em Casais de Areias e propriedade de Rita Lopes, ela própria elemento da lista do ‘Nós, Cidadãos!’ para a Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere.

No dia 18, a candidatura fez a apresentação dos candidatos das várias listas aos órgãos autárquicos na Casa da Inveja, em Dornes, na freguesia de Nª Srª do Pranto, criada em 2013 pela agregação das freguesias de Dornes e Paio Mendes.

A escolha do local da apresentação não foi aleatória. Tem a ver com o facto de ser um dos locais onde o movimento luta pela restauração da freguesia. É um dos principais objetivos da candidatura do ‘Nós, Cidadãos’, reverter a agregação de freguesias.

ÁUDIO | Paulo Alcobia Neves fala sobre a restauração das freguesias

Aliás, o cabeça de lista foi o promotor de uma petição pública no início do ano que pretende a restauração das freguesias das Areias, Dornes, Paio Mendes e Pias, extintas (por agregação) pela reforma administrativa de 2013.

Com a presença do líder nacional do partido, Joaquim Manuel Afonso, o evento de apresentação começou com a concentração junto ao Posto de Turismo de Dornes, seguindo-se o percurso a pé, acompanhado por um grupo de tamborileiros, até à Casa da Inveja onde decorreu a apresentação dos candidatos.

Foi o próprio cabeça de lista, Paulo Alcobia Neves, que foi o apresentador, numa sessão sem grandes discursos.

A empresária Rita Maria Lopes é a número 2 da lista, apresentada como “uma mulher de grande dinamismo” que “representa o dinâmica que se pretende trazer para a Câmara”. Segue-se na lista Maria Manuela Guerreiro, professora e ex-técnica superior do Ministério da Agricultura, Armando Martins e Isildo Delgado.

A lista da Assembleia Municipal é encabeçada por Luísa Rasteiro, seguindo-se Maria João Félix, Paulo Nascimento, Ana Maria Leal, Jaime Guarda e Lídia Duarte.

Quanto às freguesias, o movimento, constituído apenas por cidadãos independentes, apenas concorre na freguesia de Nª Srª do Pranto onde apresenta Maria Manuela Guerreiro como cabeça de lista, seguindo-se Joaquim Martins e Maria Teresa Nunes.

A apresentação foi antecedida por uma arruada. Foto: DR

“O nosso partido é Ferreira do Zêzere”

“Precisamos de 1500 votos para ganhar a Câmara, não é fácil, mas não é impossível”, afirma Paulo Alcobia Neves com base no número de eleitores (6.938), na percentagem de votantes e no atual cenário de cinco candidaturas: Coligação PSD-CDS (“A Renovação na sua Mão”), PS, Nós Cidadãos, Chega e CDU.

“Se houver 1500 ferreirenses corajosos que nos quiserem dar o voto no próximo dia 26, Ferreira do Zêzere vai mudar porque temos uma equipa que não tem uma filiação partidária somos todos independentes. O nosso partido é Ferreira do Zêzere”, apela o candidato.

A autarquia ferreirense é liderada pelo PSD desde o 25 de abril. A par de Vila de Rei tem sido considerado um bastião laranja que agora é posto à prova numa fase de “fim de ciclo” com o atual presidente, Jacinto Lopes, a afastar-se da política depois de 12 anos como Presidente da Câmara e 16 anos como vereador.

O PSD, com 44,9% dos votos, elegeu, em 2017, três dos cinco elementos do executivo, sendo os restantes dois do PS (28,5%).

 

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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1 COMENTÁRIO

  1. Uma candidatura que tem como lema e razão de existir “a reversão da organização das freguesias” quando no concelho de Ferreira do Zêzere nenhuma das freguesias cumpre os requisitos necessários estipulados, nomeadamente o número de habitantes, já deveria ter levado os seus promotores á desistência da própria candidatura.

    Isto é enganar os cidadãos!

    É medíocre um grupo de cidadãos que se consideram intelectualmente superiores comportarem-se pior que todos os outros.

    Vergonha!

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