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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Ferreira do Zêzere contabiliza 26 casas ardidas e pede “pacto para a floresta”

A autarquia de Ferreira do Zêzere contabilizou 26 habitações afetadas pelo incêndio que ali lavrou entre os dias 11 e 13 de agosto, tendo o presidente da Câmara defendido “um pacto” para a floresta.

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“Seria um erro histórico deixar agora a natureza regenerar-se sem ser de uma forma ordenada, com zonas tampões, aceiros, e com árvores de diferentes espécies, e para tal é preciso um pacto para a floresta”, defendeu Jacinto Lopes (PSD), tendo contabilizado “um total de 26 casas afetadas pelos incêndios, quatro delas de primeira habitação,duas pessoas feridas, e cerca de 4 mil hectares de área florestal” destruída.

“Ardeu cerca de 25% da florestal de Ferreira do Zêzere e 1/3 do nosso território, mas poderia ter ocorrido aqui uma catástrofe. Os números são muito graves mas ficam aquém da catástrofe e do sofrimento porque passámos devido a um incêndio cuja rapidez, violência, força e intensidade nunca havia visto nos últimos 30 anos”, frisou o autarca, tendo defendido a necessidade de “inverter este ciclo”.

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Jacinto Lopes defendeu que “o Estado é quem deve definir as regras, dizer como se deve ordenar o território florestal, definir o que fazer aos terrenos que são propriedade privada, tomar posse das propriedades abandonadas e dar o exemplo na gestão dos terrenos florestais”, tendo afirmado que “todos os municípios com características semelhantes em termos de área florestal e de risco de incêndio deviam integrar o projeto-piloto de reorganização do território”, protagonizado pela Unidade de Missão para a Valorização do Interior, com sede em Pedrógão.

“Tal como está é que não pode continuar, pois está mais do que provado que estamos a destruir o nosso território, a perder riqueza e a aumentar os níveis de desertificação do interior do país”, frisou o presidente de Ferreira do Zêzere, tendo observado que “este  tipo de incêndios vão continuar” a ser motivo de preocupação.

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“As alterações climáticas estão aí e estes incêndios, com estas características, não foram um episódio pontual. São uma realidade que temos de saber enfrentar, com planeamento, organização e uma gestão adequada do território”, defendeu.

Agência de Notícias de Portugal

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