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Domingo, Setembro 26, 2021

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Ferreira do Zêzere | Coligação PSD-CDS aposta na renovação para manter liderança autárquica (c/áudio)

Durou cerca de 50 minutos o discurso de Hugo Azevedo, o candidato da coligação PPD/PSD-CDS/PP no concelho de Ferreira do Zêzere às próximas eleições autárquicas, durante a sessão de apresentação de candidatos realizada na noite de 15 de agosto no espaço exterior do Mercado Municipal da vila.

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Foi o tempo necessário para os agradecimentos a todos os elementos das listas, aos dirigentes convidados presentes, aos antigos e atuais autarcas em fase final de mandato e à família, ao mesmo tempo que lançou farpas à principal candidatura adversária, a do PS, desmontando algumas promessas feitas. Já na fase final da sua intervenção elencou as prioridades caso seja eleito presidente de Câmara, e os objetivos a desenvolver no programa eleitoral que pretende apresentar em breve.

Hugo Azevedo falava perante uma plateia que quase 200 pessoas, destacando-se nas primeiras filas a vice-presidente do PSD, Isaura Morais, deputada e ex-autarca de Rio Maior, João Moura, deputado e líder da distrital do PSD, Pedro Pereira, líder distrital do CDS, Francisco Tavares, secretário-geral do CDS, além dos candidatos e mandatários.

Ausências notadas foram as dos atuais presidente e vice-presidente da Câmara, Jacinto Lopes e Paulo Neves, respetivamente.

ÁUDIO | HUGO AZEVEDO, CANDIDATO PSD/CDS-PP À CM FERREIRA DO ZÊZERE:

Entre as “medidas preponderantes” que Hugo Azevedo anunciou, caso seja eleito presidente da Câmara, está a promoção da “comunicação massiva a todos os níveis”, a construção de um parque verde urbano que considera “premente no concelho” e a requalificação do pavilhão 2000.

Entre as quase duas dezenas de compromissos que o candidato anunciou, estão também “pagar na íntegra os cadernos de exercícios a todos os alunos, delegar competências nas juntas de freguesia”, para as quais pretende criar um gabinete de apoio, implementar o “projeto Tuk-Tuk social, usufruir ao máximo o programa IHRU no apoio à habitação para os mais carenciados” e “elaborar um plano integrado de pavimentações e repavimentações”.

Outros objetivos passam por “pressionar as entidades responsáveis para a requalificação da EN110 e EN238”, estabelecer a ligação da A13–nó de Pias à vila de Ferreira do Zêzere, reconstruir a Casa da Música (antiga sede da filarmónica Carrilense) e criar um gabinete de apoio ao investidor para captação de investimento e apoio ao empreendedorismo.

Para as freguesias, Hugo Azevedo propõe-se “elaborar os planos de salvaguarda das aldeias de Dornes e Avecasta” e “requalificar a aldeia de Dornes”. Para a vila, promete “revitalizar o jardim público da Praça Dias Ferreira”.

“Automatizar a iluminação pública no concelho” e “promover uma cerimónia anual de comemoração do Dia do Concelho” são outros dos objetivos.

A nível interno da autarquia, o candidato da coligação PSD-CDS propõe-se “reestruturar internamente os serviços municipais incluindo os cargos dirigentes”. Neste ponto, adiantou que o setor da gestão urbanística, que integra as obras particulares, irá ter novo dirigente.

Mais à frente, reforçou a ideia de apostar em atrair mais pessoas para o concelho e captar mais empresas.

Numa autarquia gerida pelo PSD desde o 25 de Abril e considerada pelos analistas como estando “em fim de ciclo”, é grande o desafio para a coligação PSD-CDS. Só por si, esta aliança já revela um objetivo de somar votos. Depois, o slogan “a renovação na sua mão” pretende, por um lado, marcar um momento de viragem com caras novas e um rejuvenescimento das listas, ao mesmo tempo que se quer marcar a diferença na forma de gerir o Município.

Seja como for, o candidato Hugo Azevedo não quis deixar de pedir um aplauso para o atual presidente da Câmara, Jacinto Lopes, que está a terminar o seu terceiro e último mandato, a que se junta mais de uma dezena de anos como vereador.

Agradeceu um a um aos candidatos que aceitaram encabeçar as listas para as sete freguesias, aos mandatários que também foram chamados ao palco e aplaudidos, aos autarcas que estão a terminar os seus mandatos e a todos os que aceitaram fazer parte das listas para as próximas eleições autárquicas, destacando a forte presença de mulheres.

Orgulhoso das listas que apresenta para os três órgãos – Câmara, Assembleia e Assembleia de Freguesia – Hugo Azevedo prometeu “determinação, vontade, empenho e dedicação” em trabalhar por Ferreira do Zêzere.

Não deixou de desmontar e descredibilizar algumas promessas “vãs” feitas pela principal candidatura adversária, protagonizada pelo socialista Bruno Gomes, afirmando que “quem tudo promete, tem intenção de nada fazer”. Resumiu ser esta “uma candidatura de ilusões” em contraponto com a sua que se afirma “uma candidatura de concretizações”.

Para isso pediu, já a terminar, “união de esforços e de vontades” para que se consiga a vitória no dia 26 de setembro.

A sessão começou com a apresentação dos mandatários da candidatura, entre o quais Luís Pereira, ex-presidente da Câmara e atual presidente da Assembleia Municipal, que usou da palavra lembrando algumas das obras que deixou durante os seus mandatos num concelho que considerou “de excelência”.

Intervieram ainda a vice-presidente do PSD, Isaura Morais, deputada e ex-autarca de Rio Maior, João Moura, deputado e líder da distrital do PSD, Pedro Pereira, líder distrital do CDS, e Francisco Tavares, secretário-geral do CDS, que, de uma forma geral deixaram palavras de congratulação, incentivo e confiança.

Pelo palco passaram também os sete candidatos a presidentes das Juntas de Freguesia, cada um com o seu vídeo de apresentação projetado no ecrã gigante.

Estreante na política é a candidata à Assembleia Municipal, Inês Ferreira, farmacêutica e diretora da clínica Vicente Saúde. Em palco fez-se acompanhar por alguns elementos da sua lista entre os quais está Jorge Castro, do CDS-PP. Enalteceu todos aqueles “que saem da sua zona de conforto” e aceitam o desafio de pertencer às listas e prometeu organizar assembleia jovens, entre outros compromissos.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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