Ferreira do Zêzere | Cidadã ligou 34 vezes para a Conservatória para tentar registar o filho recém-nascido, sem sucesso

Uma moradora em Ferreira do Zêzere queixou-se à Câmara Municipal pela inoperância que encontrou junto da Conservatória de Registo Civil do concelho. Há vários meses que a utente tenta registar o filho recém-nascido, ligou 34 vezes sem ser atendida e atingiu o limite de estar duas horas à espera junto da porta da instituição, sem que ninguém entrasse ou saísse da mesma. Acabou por ver as funcionárias a sair e a comentar que não tinham nada que fazer.

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A história foi contada na reunião de Câmara desta sexta-feira, 28 de agosto, com o presidente Jacinto Lopes (PSD) a constatar que este não era um assunto para os serviços municipais, mas a situação era demonstrativa do estado a que chegaram a generalidade dos serviços públicos. “O Estado está a prestar um serviço péssimo ao país”, afirmou, referindo que aos idosos que se dirigem à Conservatória é dito para enviarem email.

A moradora enviou à Câmara Municipal o comprovativo da quantidade de vezes que ligou para a Conservatória e das dificuldades que tem tido para conseguir fazer o simples registo do filho recém-nascido, que atualmente já conta seis meses. Segundo o presidente, a moradora acabou por se deslocar a Tomar para resolver o problema.

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O tema gerou algum debate, constatando-se que este é um problema transversal a mais serviços públicos e que tem afetado diversos setores a nível nacional. Muitas vezes a porta das instituições está trancada e as pessoas ficam na rua sem saber o que fazer, uma vez que há pouca ou nenhuma informação sobre como fazer agendamentos online, afirmou-se. “Não podem ser os próprios serviços do Estado a parar a economia”, afirmou o presidente.

O executivo municipal, sob proposta do presidente, acabou por concordar em enviar uma carta às entidades competentes a expor a inoperância da atual situação dos serviços, nomeadamente da Conservatória de Ferreira do Zêzere.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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