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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Ferreira do Zêzere | Câmara toma posição unânime contra problema de maus cheiros na vila

A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere aprovou por unanimidade uma tomada de posição contra o problema dos maus cheiros que tem afetado a população da vila nas últimas semanas.

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A proposta surgiu através do vice-presidente Paulo Neves (PSD) na reunião do dia 23 de julho e em resposta às queixas dos cidadãos e às críticas que circulam nas redes sociais.

Com o presidente da Câmara ausente por motivo de férias, Paulo Neves propôs que o executivo fizesse mais uma denúncia e pressionasse a empresa para que aproveite os fundos comunitários de modo a minimizar o problema, aos mesmo tempo que se inste junto das entidades competentes que reforcem a fiscalização e cumpram o seu papel.

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O autarca reconhece que o cheiro “é absolutamente insuportável” e garante que tem chamado a GNR e o SEPNA assim que se registam incidências.

“Dá a sensação que nós não temos feito nada e isso não é verdade. Não baixámos a guarda”, vincou, em resposta às críticas que circulam nas redes sociais.

Pelo que apurámos, os maus cheiros são provocados pela queima de subprodutos, não só originários de Ferreira do Zêzere mas de outras unidades do país, nas instalações do grupo Lusiaves (antiga Comave), um problema que é sentido de noite, normalmente entre as 22 e as 24 horas.

Paulo Neves recordou as denúncias efetuadas pela autarquia em 2014, em 2016 e no final de 2020 junto das entidades competentes, nomeadamente SEPNA, DRAPLVT, APA, ASAE e IGAMAOT.

Tendo sublinhado que a autarquia quer mais empresas e mais postos de trabalho no concelho, “mas acima de tudo está a saúde e a qualidade de vida das pessoas”, o autarca negou que se esteja a dar cobertura à empresa, acusação que corre nas redes sociais, ao mesmo tempo que não pretende fazer “um ataque cerrado à empresa”.

Aliás, notou, em anos anteriores já houve reuniões com os responsáveis da empresa e foram assumidos compromissos para minimizar o problema, “mas não foi eficaz”.

Paulo Neves lembrou ainda que existem fundos comunitários disponíveis e lançou o repto à empresa para que aproveite esses financiamentos e invista na resolução do problema para poder continuar a laborar no local onde se encontra, em plena zona urbana.

Os vereadores Hélio Antunes e Tânia Santos, ambos do PSD, subscreveram as afirmações do vice-presidente e apoiaram a tomada de posição.

Do lado da oposição, Bruno Gomes (PS) lamentou que o problema se arraste durante todos estes anos: “Não podemos tolerar e continuar impotentes e resignados”, frisou.

 “É insustentável. O problema tem de ser resolvido”, acrescentou, por sua vez, o vereador Orlando Patrício (PS).

Na internet foi lançada a petição “Não aos cheiros nauseabundos em Ferreira do Zêzere, provenientes da unidade de subprodutos…” que já soma cerca de 200 assinaturas.

O mediotejo.net tentou obter esclarecimentos junto da empresa Lusiaves, mas até ao momento não obtivemos resposta.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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