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Sábado, Dezembro 4, 2021
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Ferreira do Zêzere | Câmara doa exemplar de embarcação típica ao Museu da Marinha (c/áudio)

A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere vai doar ao Museu da Marinha um exemplar da embarcação típica do rio Zêzere, conhecido como Abrangel ou “Três Tábuas”, anunciou o vereador da Cultura. Para isso, programou a simulação de uma viagem com a embarcação de Dornes até Lisboa, por via fluvial, a iniciar no sábado, dia 15 de maio.

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Hélio Ferreira Antunes adianta que o município vai “promover a simulação de viagem com a embarcação até Lisboa, por via fluvial, com saída de Dornes no dia 15 de maio [sábado], passando por vários locais emblemáticos”, chegando depois em 22 de maio à capital, “onde decorrerá a primeira parte da cerimónia oficial, inserida nas comemorações do Dia da Marinha Portuguesa”.

Áudio: Entrevista ao vereador Hélio Antunes, da CM de Ferreira do Zêzere:

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A saída de Dornes está prevista para as 8h30 do dia 15, passando depois por todas as povoações ribeirinhas do concelho, onde haverá uma troca simbólica de remadores (com o apoio da Associação de Marinheiros de Ferreira do Zêzere), seguindo depois até à foz do Zêzere.

A embarcação vai passar por vários locais emblemáticos como é exemplo a zona de Cafuz (onde este tipo de embarcação terá tido a sua origem), Praia do Ribatejo, Constância e depois já em pleno rio Tejo, continuará a sua viagem por Almourol, Santarém (Ponte D. Luís e aldeia avieira de Caneiras).

A chegada à Marina do Tejo em Lisboa, próximo do Terreiro do Paço, está programada para o dia 22 de maio pelas 10h00. Aí decorrerá a primeira parte da cerimónia oficial, inserida nas comemorações do Dia da Marinha Portuguesa, que termina pelas 11h30, com assinatura do auto de doação no Museu de Marinha, localizado na ala oeste do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, onde a embarcação ficará em exposição permanente. 

Conforme explica o município ferreirense em nota de imprensa, “esta viagem simbólica, tem como objetivo relembrar a importância que esta embarcação teve e ainda tem no rio Zêzere e também algumas zonas do Tejo, com grande utilização como meio de transporte de mercadorias e pessoas”.

Pretende-se também “recordar a importância estratégica desta via fluvial do Zêzere desde tempos remotos, com destaque para a época dos descobrimentos portugueses, tendo esta região contribuído com navegadores e com grande parte da matéria prima (madeira) utilizada na construção de barcas e caravelas”.

Relacionada com aquele barco tradicional está a atividade económica, comércio e exploração florestal da via fluvial do Zêzere que se manteve até meados do século XX. Ainda hoje a toponímia junto a Dornes, Zorro (Nome dado a local com grande declive onde a madeira era colocada na água, seguindo rio abaixo) relembra esta intensa atividade que se prolongou durante centenas de anos.

Nesta altura, o município de Ferreira do Zêzere tem em curso o processo de classificação do barco Abrangel como património imaterial nacional, sendo que toda esta ação, figurará também como parte desse dossiê.

É na vila de Dornes que se mantém viva a tradição e saber-fazer de construção destas embarcações, através do mestre calafate José Alberto Ferreira, com os conhecimentos que passaram de geração em geração.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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